Curtir vinil é pra qualquer um…
Mas, porra, tinha que ser uma máquina de expresso!
Dava pra defender a importância do velho Donald, que morreu no fim de semana, no Japão, dizendo apenas que ele tocou no Booker T & the MGs e na banda dos Blues Brothers…
Booker T & the MGs – “Green Onions”
Aretha Franklin – “Think”
Blues Brothers – “Rubber Biscuit”
…mas não custa lembrar que ele era nada menos que o principal baixista da gravadora Stax, a gravadora Mr. Hyde do soul norte-americano (enquanto a Motown era o Dr. Jeckyll). Veja abaixo algumas das músicas em que deixou a marca de seu instrumento e veja se o cara não pertence à primeira divisão… Feel the bass:
Escrever sobre o legado do Dunn me trouxe à memória o discaço que o Booker T & the MGs gravaram meses após os Beatles terem oficializado seu canto do cisne. McLemore Avenue é um tributo soul ao Abbey Road.
Inacreditável.
Mais um clipe saído de seu O Deus Que Devasta Mas Também Cura.
Coisa fina.
E quem perdeu o Silva no Sónar pode assistir ao show do capixaba nesta terça-feira no Prata da Casa, vamo? O show começa às 21h e os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes. Aí embaixo segue o texto que escrevi para a programação da noite:
O capixaba Lucio Silva de Souza estuda música desde os três anos de idade, é violinista de formação clássica e também passou por diferentes bandas de rock em sua cidade natal, Vitória. Mas estas referências não estão tão evidentes em seu primeiro trabalho autoral solo, batizado apenas de Silva. Com um único EP lançado no final do ano passado, ele aproxima a música eletrônica feita no quarto e no computador de uma musicalidade brasileira que o aproxima de uma nova cena de artistas cariocas, de nomes como Cícero, Dorgas e Mahmundi, que ultrapassaram o dilema que pressionou o grupo Los Hermanos a ter de escolher entre o indie rock e a MPB. Em seu primeiro disco, a canção é seu principal veículo, mas ela é filtrada por texturas eletrônicas e intervenções instrumentais que tornam sua musicalidade inclassificável. Faixas como “Imergir” e “12 de maio” conversam tanto com o pop brasileiro do século 21 quanto com a bossa nova, a chillwave e o rock brasileiro dos anos 80. Mas não é nada que você possa esperar, a partir desta descrição.
E por falar no Chapelle, olha essa participação que os Beastie Boys fizeram no programa dele em 2004 e que não tinha ido pro ar…
E com clipe novo:
E no show de Porto Alegre, o grupo carioca tocou um clássico da Graforréia:
(Mas a foto que ilustra o post foi tirada em Salvador…)
Para quem não se assustou com o título do post, sugiro clicar no vídeo abaixo:





