Florrie voltou.
Nice.
Nosso Lóki no Municipal, na Virada Cultural desse ano, via Babee.
De chorar (e vejam logo, porque o Arnaldo pede pra tirar os vídeos do YouTube).
O Bruno Paes Manso propõe uma leitura sobre uma das músicas novas dos Racionais:
Como se não houvesse muito mais a rimar e declamar, as músicas dos Racionais minguaram e nenhum álbum relevante foi lançado em dez anos. No mesmo período, as periferias foram dominadas pelo funk e pelo pancadão, celebrando o consumo e o prazer em excesso proporcionados pelo sexo casual e pelas drogas. Os anseios da geração de jovens das periferias ficaram mais próximos aos dos jovens da classe média paulistana.
O “sistema”, contudo, continuava a produzir camadas sociais que se movimentavam em sentidos opostos, como placas tectônicas na iminência de produzir terremotos. Brown, o cronista, estava atento e conseguiu compreender que era falsa a sensação de paz que a cidade experimentava. O subterrâneo se movimentava e a opção pelo crime crescia. Sem nenhuma gota de hipocrisia, neste ano descreveu em uma nova canção as sensações e o espírito dos jovens que ingressam e seguem a carreira criminal. Trata-se do rap Marighella, em homenagem ao guerrilheiro comunista, líder da Ação Libertadora Nacional (ALN).
Gravado em maio em uma ocupação no centro de São Paulo, o clipe de Mariguella é a metáfora de Brown para explicar o crime e o criminoso. Brown usa trechos do manifesto do guerrilheiro, transmitido em 1969, para convocar os operários e trabalhadores nas favelas a se armar e a aprender a atirar.
Na voz de Brown, não se trata de Marighela, “assaltante nato”, nem do comunismo, nem dos operários. Mas da revolta, da raiva contra o sistema, dos “correrias”, perseguidos e descriminados, mas com procedimento, devotos do ódio, protagonistas de uma vida sem sentido, que criam meios violentos para suportar a vida na sociedade violenta.
A íntegra do texto tá aqui. E eu filmei a faixa quando eles se apresentaram em abril no Sesc Pompéia, vê só:
Mais uma música nova do Shins…
Bem bonita.
Sério, esse moleque tem talento:
Hoje tem o Rafael Castro lançando seu primeiro álbum no Prata da Casa, lá no Sesc Pompéia. O esquema você já sabe como é, né? Chega uma hora antes, às 20h, pega o ingresso (é de graça), que o show começa às 21h. Abaixo, o texto que escrevi para a programação do projeto.
Compositor prolífico do interior do estado (nasceu em Lençóis Paulista), Rafael Castro pertence a um estranho e agradável universo paralelo em que o rock’n’roll não se separou da MPB, com sabores da década de 1970. Por isso suas canções misturam referências sonoras tão diferentes quanto Raul Seixas, Júpiter Maçã, Jards Macalé, Caetano Veloso, Mutantes, Roberto e Erasmo Carlos, Jorge Mautner, Rita Lee, Guilherme Arantes, os artistas do Lira Paulistana e os que frequentavam o Cassino do Chacrinha, só que com o ímpeto corrido de um pós-adolescente com déficit de atenção e um tempero garageiro da cena paulistana da virada do século (de grupos como Skywalkers, Momento 68 e Sala Especial). À frente dos Monumentais, ele lançou dezenas de MP3 online e um punhado de álbuns virtuais, mas prepara-se para apresentar seu primeiro álbum – chamado apenas Lembra? – de fato ainda este ano.
Outro vídeo do disco novo, e dessa vez parece que a Laura Taylor assumiu o papel de frontwoman do Bonde de vez. Massa.
Bill Clinton tocando “Midnight City”.
É bobo, mas é uma perspectiva interessante…
É isso aí:
Um dos meus poucos ídolos que habitam minha mesma faixa etária, Arnaldo também é broderzaço, sócio-fundador dOEsquema e é gente finíssima. E sexta que vem, ele volta a São Paulo como convidado e protagonista da Noite Trabalho Sujo da semana, fazendo jornada dupla: lançando seu livro na cidade e depois tocando hits de metal farofa dos anos 80 junto comigo na pistinha do Alberta. Vai ser demais.
Sei que a seção Todo o Show é dedicada só à música, mas vou abrir uma exceção…
Dica do Raid. Grande Raid, foi preciso nessa!







