
…explicada com comida:
Vacilaço esse uso da Nutella, dizaê.
“Hoje Cedo”, com a participação da Pitty, é a primeira música do disco novo do Emicida, que deve ser lançado neste mês de agosto. É a terceira fase da carreira do rapper, um dos artistas brasileiros mais prolíficos deste século:

Na primeira fase, ele era o garoto-prodígio das rimas, o futuro do hip hop paulistano antes da chegada do Criolo. Na segunda fase, abraçou o sucesso e garantiu que não tinha medo de ser mainstream. Agora ele chega à nova etapa refletindo sobre o que conseguiu.
Vi no Bracin.

Ramon descolou esse trailer do melhor filme deste ano até agora (já vi e é tudo isso mesmo), produzido como se fosse um filme da Toho (não sabe o que é a Toho? Ele explica):

Testa você mesmo pra ver se não funciona:

Beck, duas vitrolas, um microfone e muito groove…

Uma estudante da Virginia Tech escreveu para a gravadora Sub Pop para ver se conseguia que o Nirvana gravasse uma mensagem de incentivo para os alunos de sua faculdade – aparentemente sem saber que a banda não existe há quase vinte anos pois seu líder Kurt Cobain se matou em 1994. Eis a carta:

A Sub Pop aproveitou a deixa para tirar um sarro da cara da coitada e reuniu um grupo para posar como se fosse o Nirvana, gravando a tal mensagem (com Mark Arm, do Mudhoney, posando de Kurt Cobain, que era destro mas tocava a guitarra como canhoto):
Mas como a Sub Pop tem a fama de fabricar hypes, não duvide que essa história seja pura cascata. Vi no Daily News.

Uma das melhores surpresas da música eletrônica brasileira nos últimos anos – o paulistano radicado em Brasília Pazes – lançou seu primeiro disco fora de nosso país no mês passado. O EP Sleeping Dolls saiu pela gravadora californiana Time No Place e já vem colhendo bons elogios – a Fact, por exemplo, chamou a faixa “Frozen”, gravada com os vocais da cantora turca Biblo, de “o que aconteceria se ‘Tick of the Clock‘, dos Chromatics, fosse gravada pelo Massive Attack”. Responsa:
Tive a satisfação de colocar o Lucas Febraro, nome de batismo do artista, na programação do Prata da Casa do ano passado. Foi o show mais vazio de todo o ano (não tinham vinte pessoas), mas também foi o show mais de vanguarda que passou por aquele palco em 2012. Dá uma sacada nesses vídeos que fiz, aí embaixo:

E já que falei em Sebadoh, que tal um show deles no meio dos anos 90?
Coisa finíssima.

Depois de dois shows com o pé na música pop, o sonic youth Lee Ranaldo mostrou seu lado artsy ao se apresentar na semana passada no mesmo Sesc Pompéia em que mostrou seu disco solo mais recente, só que atravessando o lado da rua, no Teatro da unidade, e não mais na Choperia. Sozinho no palco do teatro, ele desbravou o terreno da microfonia e do barulho sem as muletas da melodia, do refrão ou de letras. Dedicou sua apresentação ao puro ruído elétrico, transformando sua guitarra em uma antena reverberadora de sons muito mais do que um instrumento musical. Mexendo nos botões dos pedais e de dois amplificadores espalhados pelo palco, ele usava um arco de violoncelo e baquetas para vibrar a eletricidade sonora pelas cordas da guitarra, além de arrastá-la no chão, pendurá-la numa corda no palco e girá-la sobre a própria cabeça. O teatro só tinha uma das metades abertas pois a apresentação – chamada “Sight Unseen” contava com uma apresentação em vídeo, feito pela esposa Leah Singer, projetada num telão atrás de Lee. O filme intercalava cenas de árvores ao vento a cenas de diferentes platéias em situações distintas, colando as imagens com sons de diálogos, ruídos de multidão e palavras repetidas. Na primeira performance, na terça-feira passada, ele ficou sozinho no palco e não sentou em momento algum. No dia seguinte, empunhou seu instrumento como guitarra por poucas vezes, convidou um grupo de percussionistas brasileiros (Maurício Takara entre eles) para tocar aleatoriamente ampliando o próprio caos elétrico, além de passear pelo público. Dois shows distintos e bem diferentes do que ele fez na semana anterior. Em comum, apenas o entusiasmo em conversar com o público ao final e, claro, paredes de microfonia, marca registrada do sujeito. Fiz uns vídeos aí embaixo, olha só:

Uma banda que poderia tranquilamente se beneficiar das décadas como artista cult para atingir um público maior e faturar mais dinheiro que em toda sua carreira seria o Hüsker Dü, mas é uma volta controversa, principalmente por conta da relação entre seus principais compositores, Bob Mould e Grant Hart. Enquanto Mould seguiu seu rumo depois da banda primeiro com o trio Sugar e depois com uma estabelecida carreira solo (que, pelo que consta, finalmente vem ao Brasil esse ano), Hart teve uma vida pós-banda bem errática, lançando projetos e discos que não deram certo e não repercutiram direito, muito por seu envolvimento com drogas. Agora ele acaba de lançar The Argument, disco duplo inspirado no Paraíso Perdido do poeta inglês John Milton que vem colhendo boas resenhas. Dá pra ouvi-lo aí embaixo:
Mas o estado de Hart não é dos melhores, como podemos ver no vídeo abaixo:
Vamos torcer que o novo disco o reabilite a voltar com a moral que merece.