
Um outro jeito de ouvir Pet Sounds…

Outro mestre que 2013 leva.
“I know you want it…”

“I know you want it…”
Melhor eu não sei, mas que “Blurred Lines”, esse pastiche de Prince com groove new wave feito pelo Robin Thicke, já é um dos grandes hits desse ano, sem dúvida. Não é à toa que tá gerando versão atrás de versão, seja do Vampire Weekend…
…ao Queens of the Stone Age…
…passando pelos Muppets…
…e com os Roots e o Jimmy Fallon…
…e não vai parar tão cedo (fico impressionado de ninguém ter tentado abrasileirá-la ainda). Minha versão favorita é a do clipe NSFW, abaixo:

Há tanto a ser comentado sobre esse momento (que conecta-se com os megaprotestos de junho de 2013, o momento pós-internet do jornalismo brasileiro e o estado da cultura nacional em 2013), mas acho que é melhor ver o que está acontecendo antes de sair falando por aí. Daí a íntegra do Roda Viva de ontem aí embaixo:
Pra quem está completamente à parte da discussão (é possível?), a Camila explica mais detalhadamente:
O Mídia Ninja (uma abreviação livre de Narrativas Independentes Jornalismo e Ação) não obedece à formalidade nem aos rituais da mídia tradicional. Suas imagens são transmitidas em tempo real, sem nenhuma edição. Não há vistas aéreas, não há tomadas a partir de postos de observação: é rua o tempo inteiro, e o ponto de vista é o mesmo do manifestante. Daí as imagens tremidas em meio à correria e os longos trechos de caminhada em busca dos pontos onde se reagrupam os dispersados. A narrativa é crua. Não tenta (nem seria capaz de) explicar ao espectador o que está acontecendo. Com seu material bruto, coloca o público no centro da ação.
Mas a quem pertencem as mochilas? A um grupo de ativistas que, depois de fazer uma cobertura ao vivo da Marcha da Liberdade, realizada em São Paulo em 28 de maio de 2011, lançou uma série de programas de debates transmitidos pela internet em um canal batizado de PósTV. Ligados a diferentes grupos militantes, a maioria deles fazia parte do Movimento Fora do Eixo, coletivo cultural fundado em 2005 por produtores de Campo Grande, MT, Rio Branco, AC, Uberlândia, MG, e Londrina, PR, com o objetivo inicial de promover músicos e bandas de todas as regiões do Brasil, em especial as situadas além do eixo Rio-São Paulo. Presente em 25 cidades, agora também se ocupa da organização de festivais e eventos no Brasil e no exterior, novamente fora do circuito comercial tradicional.
Os autointitulados ninjas, que sempre mostram a cara, expandiram sua grade de programação no primeiro turno das eleições municipais no ano passado, realizando programas diários que discutiam as diferentes candidaturas em 20 cidades do País. Para tanto, se valeram da capilaridade – e dos recursos – do Fora do Eixo. No começo deste ano, visitaram aldeias dos guaranis-caiovás no Mato Grosso do Sul para uma série de reportagens e cobriram o Fórum Social Mundial na Tunísia. Quando se preparavam para discutir linhas de pauta, alternativas de financiamento e os próximos passos da iniciativa, os 20 centavos explodiram nas ruas e os ninjas se jogaram de cabeça nos protestos.
A maioria deles não tem formação jornalística. O chamado núcleo duro, responsável pelas transmissões que ajudaram a dar visibilidade ao coletivo, é formado por cerca de dez jovens, quase todos com menos de 25 anos. A exceção é Bruno Torturra, de 34, que trabalhou na revista Trip por 11 anos como repórter, editor e diretor de redação. Ele, que ficou nos bastidores coordenando as coberturas, orientando quem estava na rua, afirma que a cobertura era guiada por instinto, por um “espírito de perdigueiro sem muito adestramento, sem processos e técnicas que são, sim, muito valiosos”.
Leia a íntegra da matéria dela aqui.

Seria um seriado beeeem diferente, não?

Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden preparam a volta do MGMT ao lado de ninguém menos que Dave Fridmann, que controlou discos de bandas como Flaming Lips e Mercury Rev. O novo disco, batizado apenas de MGMT, chega às lojas em setembro e já teve sua ordem de músicas revelada, bem como o primeiro clipe, ambos abaixo:

Vamo lá conferir?

E a BBC começa a revelar e terceira – e última? – temporada da melhor versão de Sherlock Holmes para a televisão nesse teaser de menos de meio minuto:
E aí, alguém já conseguiu matar a charada do último episódio da segunda temporada?

Então tá:

Conheça: Glue Trip
Quem: Lucas Moura e Felipe Augusto
Ouça: “Elbow Pain”
“Rapaz, o som é essencialmente pop psicodélico/dream pop, com algumas músicas puxando para o experimentalismo, que é a nossa escola”, explica Lucas Moura, uma das metades do Glue Trip. “Mas a gente espera que as pessoas definam o som, alguns falam que é chillwave outras até arriscam dizer que parece MPB, mas a gente prefere lançar as músicas e ver o que falam”.
Realmente, o som da dupla paraibana não é fácil de rotular – embora seja fácil perceber a vibração sossegada e o clima levemente psicodélico. Ao lado de Felipe Augusto, Lucas grava músicas em casa e, quando precisam fazer shows, chamam os amigos CH Malves para tocar bateria e Gabriel Araújo para tocar baixo e synth. “Começamos em 2012, quando lançamos duas músicas (“Júlio” e “Tropikaoss”), ficamos um tempo parados e depois lançamos “Elbow Pain”, que deu uma visibilidade maior ao projeto”, continua Lucas. “O Glue Trip surgiu também da necessidade de fazer algo que tivesse mais a nossa cara e voltado para fazer música pop e psicodélica. A gente está lançando singles até o final do ano que vão compor um vinil em dezembro”
“O nome da banda foi na sorte”, segue explicando. “Mostrei para um amigo e ele falou que parecia viagem de cola – e na tradução mental pro inglês virou Glue Trip”. Para o mês de agosto eles prometem lançar vídeos ao vivo da banda, além de uma série de shows no estado natal. “Vai ser um mês cheio!”, comemora.
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