
Pintura de guerra e beats eletrônicos: sozinha, a curitibana Roseanne Machado distancia-se do folk indie do Rosie & Me e começa a traçar um novo rumo: Rosie Mankato explora suas origens russas e indígenas (sério) e o primeiro disco, Palomino, sai já no início de 2014. Esse é o primeiro single, chamado “Chino”.
Curti pacas.

Esse é o nível de música que os Arctic Monkeys deixaram de fora do disco novo… “You’re So Dark” foi lançada como lado B de “One for the Road” e é melhor do que muito single de trabalho de muita banda nova…

Clipe novo da Tulipa: “Like This” é uma performance da atriz Layla Ruiz, prima da cantora, que originalmente foi pensada para ser projetada durante seus shows, mas ficou tão legal que virou clipe.
Lembro da primeira vez que “Like This” foi tocada ao vivo, em fevereiro do ano passado, Tudo Tanto ainda era só uma idéia de disco e ela apenas participava de um show do Wax Poetics no Sesc Pompéia…
…”Like This” começa aos 4:45 do vídeo acima.

…e não só com você:



O clipe novo do Daft Punk, “Instant Crush”, atualiza o conto de fadas do soldadinho de chumbo para hoje em dia – e sem precisar forçar a barra, como acontece no caso da dancinha do Julian Casablancas, bem ridícula. Mas há quem goste, então tá bom…
E essa música é boa…
…e Ultraviolence é o nome de seu novo disco.

E seu média metragem Tropico, que estréia hoje, como ela mesma havia dito, é “Elvis, Jesus, Marilyn e extraterrestres numa coisa só”. Assista a seguir:

Semana que vem a lendária banda indie carioca PELVs volta à ativa para comemorar os 20 anos do LP Peter Greenway’s Surf, um dos marcos iniciais do indie rock brasileiro ao lado do Time Will Burn dos Pin Ups, o You do Second Come e o primeiro disco do Killing Chainsaw – discos que foram marcos basicamente por terem sido os primeiros discos daquele novo gênero musical que haviam conseguido se materializar. A volta da PELVs acontece no Da Leoni (o antigo Studio SP, na Augusta) e além do show em São Paulo, eles também tocam no Rio, na sexta antes do natal, no Solar de Botafogo.
Acompanho a banda desde estas priscas eras: o primeiro show que vi deles, no segundo Juntatribo, em Campinas, em setembro de 1994. Me perguntava, sem acreditar, como é que uma banda carioca com melodias do Pavement e do Teenage Fanclub e guitarras à Jesus & Mary Chain conseguia se encaixar num festival dominado por bandas cheias de testosterona como Os Cervejas, Virna Lisi, Relespública, Planet Hemp, Resist Control, Boi Mamão, Garage Fuzz e os Concreteness. Felizmente a escalação os colocou entre o Killing Chainsaw e a banda brasiliense Oz (a grande banda da geração Raimundos que não aconteceu) e os baianos do Bricando de Deus (outros pioneiros desse tal indie rock). Sou amigo de alguns dos integrantes e do Rodrigo Lariú, o mais perto de um Alan McGee que esta cena indie rock produziu no país, graças a seu heróico selo Midsummer Madness, e a proximidade entre eu a banda levou a PELVs a me convidar para discotecar antes de seu show – maior honra e responsa.
O ex-baterista Dodô há muito não toca com o grupo e irá participar dos shows de dezembro. E, antes de chegar ao primeiro ensaio com uma banda, meteu uma Gopro na testa e saiu em direção ao ensaio. E me disse:
“Bicho, no primeiro ensaio da PELVs em anos (no meu caso, 11), saí do meu apê em Laranjeiras filmando com a Gopro – moro a dois minutos a pé do estúdio que marcaram ensaio) e quando entrei na sala estavam tocando justamente a primeira música do Peter Greenaway’s Surf. Coisa de louco. É sério isso. Aí peguei o vídeo, pus as infos da turnê – tou indo pra Sampa junto, até porque não posso perder teu set, e pumba, tá aqui um teaser da tour.”
Ei-lo:

Ame-o ou deixe-o, Grant Morrison não aceita meios termos e o documentário Talking with Gods talvez não seja a melhor introdução à sua obra devido ao excesso de referências, citações e opiniões. Mas, pensando bem, talvez seja justamente por isso – é pegar ou largar. Ei-lo na íntegra com legendas em espanhol – o que já ajuda bastante para entender o próprio sotaque escocês do autor:
Assista antes que o YouTube tire do ar.

A Babee havia comentado sobre a entrevista que James Murphy deu à Music Academy da Red Bull em Nova York e eu encontrei a transcrição para a conversa abaixo, um bom papo sobre música e comportamento vindo de um dos caras mais importantes nesta seara hoje em dia.
Abaixo, a transcrição:
