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Sei lá, deu vontade de escutar assistir a esse show de novo. Showzaço aliás.

Vale reparar no jovem Lucas Santtana tocando flauta ao lado do mestre. Olha o setlist:

“A Novidade”
“Tenho Sede”
“Refazenda”
“Drão”
“Beira Mar”
“Sampa”
“Parabolicamará”
“A Linha e o Linho”
“The Secret Life of Plants”
“Expresso 2222”
“Aquele Abraço”
“Toda Menina Baiana”
“Se Eu Quiser Falar com Deus”
“Las Tres Carabelas”
“Realce”
“Esotérico”
“Sítio do Pica Pau Amarelo”
“A Paz”
“Palco”

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“Omar is coming…” em HD. The Wire, também conhecida como a melhor série de todos os tempos, está vindo aí em alta definição. No início do mês o seguinte teaser apareceu na TV:

A HBO logo negou que o seriado iria ser reexibido a partir deste mês, mas confirmou que a série está passando por um processo de adaptação para o formato em alta definição (o que pode picotar em cima e embaixo a tela original da série, gravada no formato 4 x 3, para adaptar-se ao formato 16:9). A remasterização também deve estar sendo feita para uma nova caixa da série, desta vez em Blu-ray.

Oportunidade perfeita para entrar numa série difícil, mas irresistível. A complexa teia de ligações entre os personagens de The Wire aos poucos desenha todas as engrenagens de uma cidade de médio porte e como os homens da lei se misturam com os bandidos. É uma série sem protagonistas e as relações entre os personagens são mais importantes do que eles mesmos, peças num xadrez violento, quase surreal. É uma reunião de personalidades incríveis, desde o núcleo policial (reunindo mestres como Jimmy McNulty, Kima Greggs, Bunk Moreland e Lester Freamon, entre outros) ao núcleo dos traficantes e justiceiros (Omar Little, Bubbles, Stringer Bell e companhia), passando por políticos impagáveis (Tommy Carcetti, Clay Davis – “sheeeeeeeit!”) e outros ratos e cidadãos de péssima índole que fazem a cidade de Baltimore funcionar de fato. Perto de The Wire, Sopranos é uma série sobre uma família que vive uma vida dupla entre os cidadãos de bem e o crime organizado, simples assim.

E funcionar como uma complexa metáfora para todo o sistema ocidental, de armas, política, cadeias, drogas, imprensa, sexo, violência, álcool e joguetes de poder. Uma aula de política disfarçada de seriado policial, The Wire está para os Estados Unidos como a trilogia Cidade de Deus e os dois Tropas de Elite está para o Brasil – só que com sutilezas e brutalidades muito mais tensas e específicas daquela país.

THE-ART-OF-McCARTNEY

No início desta semana o Cure apareceu tocando “Hello Goodbye” com o filho de Paul McCartney, James, nos teclados – foi quando nos foi avisado que um disco tributo à obra de Paul McCartney – tanto nos Beatles quanto solo – estava em andamento, com um elenco e repertório de respeito, saca só:

CD1
Billy Joel – “Maybe I’m Amazed”
Bob Dylan – “Things We Said Today”
Heart – “Band On The Run”
Steve Miller – “Junior’s Farm”
Yusuf/Cat Stevens – “The Long And Winding Road”
Harry Connick, Jr. – “My Love”
Brian Wilson – “Wanderlust”
Corinne Bailey Rae – “Bluebird”
Willie Nelson – “Yesterday”
Jeff Lynne – “Junk”
Barry Gibb – “When I’m 64”
Jamie Cullum – “Every Night”
Kiss – “Venus And Mars” / “Rock Show”
Paul Rodgers – “Let Me Roll It”
Roger Daltrey – “Helter Skelter”
Def Leppard – “Helen Wheels”
Cure + James McCartney – “Hello Goodbye”

CD 2
Billy Joel – “Live And Let Die”
Chrissie Hynde – “Let It Be”
Robin Zander & Rick Nielsen do Cheap Trick – “Jet”
Joe Elliot – “Hi Hi Hi”
Heart – “Letting Go”
Steve Miller – “Hey Jude”
Owl City – “Listen To What The Man Said”
Perry Farrell – “Got To Get You Into My Life”
Dion – “Drive My Car”
Allen Toussaint – “Lady Madonna”
Dr. John – “Let ‘Em In”
Smokey Robinson – “So Bad”
The Airborne Toxic Event – “No More Lonely Nights”
Alice Cooper – “Eleanor Rigby”
Toots Hibbert + Sly & Robbie – “Come And Get It”
B.B. King – “On The Way”
Sammy Hagar – “Birthday”

CD 3
Robert Smith – “C Moon”
Booker T-Jones – “Can’t Buy Me Love”
Ronnie Spector – “P.S. I Love You”
Darlene Love – “All My Loving”
Ian McCulloch – “For No One”
Peter, Bjorn & John – “Put It There”
Wanda Jackson – “Run Devil Run”
Alice Cooper – “Smile Away”

A coletânea já está em pré-venda em vários formatos (entre eles a caixa que ilustra esse post) e será lançada oficialmente em novembro.

Ariel Pink (2014) publicity

Mais novidades do front de Ariel Pink (que começou a mostrar as músicas de seu novo disco). Dessa vez ele reciclou “Shower Me With Lipstick”, que já havia gravado sob o nome de Ariel Pink’s Haunted Grafitti em 2011, desta vez com a produção de Don Bolles, que deu uma suavizada e botou nos trilhos preguiçosos da atual psicodelia do vocalista. Saca só (o clipe não é oficial, foi feito por fã):

Compare com a original:

Conhece o Tops?

tops

Delicinha essa banda canadense Tops. Artista caçula da gravadora Arbutus Records, que mostrou a Grimes para o mundo, o Tops é bem menos estranha do que a média do elenco da gravadora e flutua por um pop com lente retrô anos 80 sem necessariamente abusar dos timbres sintéticos daquela década – as referências estão mais nas composições e no sabor doce da voz de Jane Penny, a reluzente e bucólica guitarra de David Carriere e a cozinha milimétrica formada pela baixista Madeline Glowicki e pelo baterista Riley Fleck, soando como uma espécie de Xx menos sisudo, mais relaxado, mais John Hughes anos 80 que R&B anos 90. Vale dar atenção a seu segundo disco, Picture You Staring. Confira abaixo:

Já começou a turnê norte-americana da nova encarnação do King Crimson, mas como o David Fricke disse na Rolling Stone:

The future of this Crimson beyond the U.S. tour, especially in studio-album form, is uncertain. “Crimson as a musical undertaking can’t be judged from its records,” Fripp said in a recent British interview. “It can only be judged by live performance.”

He emphasized the latter point in Albany, in a pre-recorded welcoming announcement played over the PA a few minutes before showtime. “Embrace the moment,” Fripp suggested in his soft, precise speaking voice, firmly requesting that the audience turn off and stow all electronic devices. “Use your ears to record and your eyes to video.”

It worked. I periodically looked around the hall, for the tell-tale glow of cell phone cameras and recorders. There were none, all night. If you want a piece of this “Schizoid Man,” you have to be there.

Então enquanto Fripp não registra oficialmente estas apresentações, só nos resta nos contentar com dois vídeos, um com um solo de seus novos três bateristas, Pat Mastelotto, Bill Rieflin e Gavin Harrison:

E uma velha versão para o maior clássico do grupo, “21st Century Schizoid Man”, gravada no Hyde Park em 1969 e uploadada no próprio canal do King Crimson no YouTube:

Tomara que algum maluco se disponha a trazê-los ao Brasil… Imagina…

les-sins

O primeiro clipe do projeto dance poperô do jovem mestre Toro y Moi (chamado Les Sins) é estrelado por ninguém menos que um boneco de posto de gasolina.

Ficou fera.

PicassosFalsos-2014

Um dos discos mais subestimados do rock brasileiro dos anos 80, o segundo disco dos Picassos Falsos, Supercarioca, pode ter uma sobrevida graças a um documentário que voltou àquele período pós-Fausto Fawcett e pré-funk carioca da cidade maravilhosa. O grupo diluía o inevitável pós-punk daqueles dias com uma reinvenção do samba com um pé no rock clássico – citando riffs de Jimi Hendrix, suingando funk dos anos 70 e versos de samba tradicional cinco anos antes do Planet Hemp começar a fazer isso. Supercarioca é um disco sobre um Rio de Janeiro em mutação, quando Copacabana já tinha deixado de ser a princesinha do mar, a bossa nova ganhava tons sépia e os restos da Dancing Days e do rock de bermudas começaram a se metamorfosear num malandro arrogante, o protagonista dessa saga.

25 anos depois o grupo voltou a se reunir para tocar o disco ao vivo na íntegra pois parecia que uma fase da carreira da banda, que nem sequer existia mais. A volta rendeu alguns shows e, agora, o lançamento deste material digitalmente, via iTunes.

O show do disco foi recriado em estúdio e filmado em vídeo, que pode ser visto abaixo.

E troquei uma idéia com o Humberto Effe por email sobre esta nova fase da banda.

Como surgiu a ideia de revisitar Supercarioca na íntegra?
Já estávamos fazendo alguns shows tocando o Supercarioca inteiro em sua ordem original. Em um desses shows, no Circo Voador, abrindo para o Lobão, o Rafael Ramos, diretor da Deck, que já era fã da banda, chapou com o show e na sequência imediata nos contactou para fazermos aquele mesmo show nos estúdios da gravadora. Gravamos vários takes diretos durante um dia inteiro, com uma filmagem espetacular que depois foi muito bem editada.
O resultado foi esse especial no Canal Brasil e que agora está disponível no YouTube, iTunes e vários outros meios na web.

Qual a importância deste disco para o Picassos Falsos?
No primeiro disco de 1987, já mostrávamos uma proximidade com a musica brasileira chamada “tradicional”, era um afoxé em “Contrastes”, um quase xaxado em “Bater a Porta”, uma citação de Ismael Silva em “Carne e Osso”. O Supercarioca foi a evolução disso, onde fomos mais fundo nessa relação, que para nós sempre foi espontânea. Foi parte mesmo da nossa formação musical. Sabíamos que a gravadora achava o disco ousado demais e que, na verdade, queriam uma outra “Carne e Osso”, uma outra “Quadrinhos”, mas resolvemos seguir nosso caminho pagando alguns preços na época, mas o resultado esta aí.

Como foi revisitar o disco 25 anos depois?
Para nós, ele sempre soou muito atual. É como se ainda não tivéssemos trabalhado muito esse repertório. Ainda faltava rodar mais, ainda falta ser mais conhecido. E não a nada melhor que uma nova gravação, ao vivo, com uma pegada, um som mais de hoje. Apesar de não gostarmos de revivals, para nós essa releitura é quase como se estivéssemos reapresentando o Supercarioca.

Vocês têm planos de fazer shows?
Sim, já temos alguns marcados, como agora no dia 4 de outubro em Realengo, no Rio, na Arena Cultural Arlindo Cruz. Em breve, até o fim do ano, acreditamos que estaremos lançando um novo single também. Aguardem!

Ariel-Pink-pom-pom

O próximo disco de Ariel Pink é, na prática, seu primeiro disco solo, pois abandonou o sufixo Haunted Grafitti que havia grudado em seu nome. O disco chama-se Pom Pom, tem 17 músicas, será duplo e a primeira música que apareceu é essa “Put Your Number In My Phone”.

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Sinkane é dono de um dos belos discos desse ano e acaba de lançar o clipe do primeiro single do disco, saca aê: