
Um dos shows mais clássicos da história do rock volta às telas de cinema em 2025 – inclusive no Brasil! Pink Floyd at Pompeii MCMLXXII traz o grupo britânico tocando nas ruinas de Pompeia em 1971, sem público, numa das apresentações mais memoráveis da história e será relançado pela primeira vez em áudio (em versões em vinil, CD e Dolby Atmos com áudio remixado e remasterizado); além de versões em Blu-ray, DVD e projeções em salas Imax por todo o mundo, no dia 24 de abril. As vendas começam no dia 6 de março e basta cadastrar-se no site do grupo para saber mais informações sobre as salas de exibição e sobre as vendas. É preparar-se do jeito certo e ir pro cinema. Vamo?
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Grupo de jazz funk idealizado pelo baixista Juninho Sangiorgio e pelo baterista Rodrigo Saldanha, o sexteto Bufo Borealis está prestes sa lançar seu terceiro álbum, batizado de Natureza, que consideram seu disco mais livre – e dão uma amostra do que vem por aí ao antecipar o segundo single, “Urca”, que será lançado nesta terça-feira, em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. “É o nosso disco mais plural, com composições de todos os integrantes e referências que vão do On The Corner de Miles Davis ao Check Your Head dos Beastie Boys, passando por Curtis Mayfield e Lou Donaldson”, explicam os dois fundadores do grupo, que ainda conta com Anderson Quevedo (sax), Paulo Kishimoto (percussão e sintetizadores), Tadeu Dias (guitarra) e Vicente Tassara (piano). “Este trabalho mostra um claro amadurecimento e intensa conexão musical entre nós, que nos últimos anos fizemos inúmeras apresentações totalmente diferentes umas das outras, deixando a música cada vez mais aberta ao improviso e mais livre de estereótipos”. O disco sai no dia 6 de março e conta com participações da vibrafonista Nath Calan, do trompetista Daniel Gralha e do baterista Clayton Martin. “Urca”, com seus diferentes climas e atmosferas, é um bom exemplo do que os dois falam, e tem seu clipe dirigido pela videoartista Julia Ro, que também faz as projeções nos shows do Bufo, que o montou a partir de imagens filmadas pelos integrantes da banda.
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É uma pena que o melhor filme desta temporada não esteja recebendo a devida atenção. Mais do que Anora, Conclave, Brutalista, Babygirl, Nosferatu, Substância, A Verdadeira Dor, Nosferatu e até Ainda Estou Aqui, o inacreditável Trilha Sonora para um Golpe de Estado, com suas duas horas e meia de duração, é sessão obrigatória para quem gosta de cinema, música e política – e para quem quer entender o estado das coisas do mundo atual. Escrito e dirigido pelo multiartista, curador e diretor belga Johan Grimonprez, é uma aula de história política internacional, que mira no coração da África no auge da Guerra Fria (especificamente a partir da independência do Congo) para falar sobre como a política cultural dos EUA ajudou a aumentar as tensões políticas do país depois que este livrou-se da Bélgica para, como diz seu título, dar um golpe de estado (como é de praxe na política estadunidense). O que transforma este documentário numa aula eletrizante é a forma como Grimonprez usa o elemento cultural da vez – a outra parte do título, a trilha sonora – para dar uma dinâmica de tirar o fôlego para sua história, usando o melhor jazz norte-americano, personificado em ícones como Louis Armstrong, Dizzy Gillespie, Nina Simone, Miriam Makeba, John Coltrane, Duke Ellington, Charles Mingus, Ornette Coleman, entre inúmeros outros, para dar um ritmo à edição de cenas, que em sua enorme maioria, são imagens de arquivo – e reunindo alguns dos principais nomes da política internacional do período, de Fidel Castro a Malcolm X. Poucas imagens foram captado para a realização do documentário, a enorme parte das imagens são cenas e falas que já existiam, ordenadas de uma forma magistral, intercalando trechos com imagens e textos (além de dois flashes curtos, quase comerciais sobre o século 21 que parece ter começado a partir daquela exploração colonial) e começando e terminando o filme com a cantora Abbey Lincoln e o baterista Max Roach liderando uma invasão no Conselho de Segurança da ONU para protestar contra o assassinado do primeiro ministro Patrice Lumumba. É muito foda.
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Becoming Led Zeppelin, documentário oficial sobre a história de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, estreou no início deste mês lá fora e chega por aqui ainda em fevereiro, a partir do dia 27 de fevereiro. E mais: o documentário dirigido por Bernard MacMahon terá sessões em Imax! Ô glória!
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Houve um tempo que os Talking Heads foi a maior banda de todos os tempos e esse show em Dortmund, na Alemanha, em 1980, com Adrian Belew em uma das guitarras e Bernie Worrell nos teclados é dessa época. Sente o drama abaixo: Continue

Enquanto a maioria das pessoas fazia pão, cursos à distância, assistia a lives ou bebia com os amigos no zoom, o catarinense Fabio Bianchini, fundador de uma das lendas do indie brasileiro do século passado, o Superbug, se distraiu durante a pandemia fazendo tie-dye, que foi a inspiração para o novo single de seu projeto solo, Gambitos, que será lançado nessa sexta-feira, apenas no Bandcamp. “Coração de Tie-Dye” é o início do EP que lançará ainda neste semestre, Winter Electromisses, e ele adianta em primeira mão para o Trabalho Sujo com o clipe caseiro que fez para acompanhar o lançamento da música.
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E o trailer do filme que o Esmir Filho fez sobre o Ney Matogrosso? Homem com H parece ótimo e pelo visto seu protagonista, Jesuíta Barbosa, é a arma secreta da produção, prevista para estrear nos cinemas em maio.
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“O encontro com Lenine aconteceu de forma mais direta no carnaval recifense do ano passado, quando ele assistiu ao meu show no Polo da Várzea”, explica a sagaz pernambucana Flaira Ferro sobre o encontro com seu ídolo e mestre, com quem acaba de gravar um single,”Afeto Radical”, que será lançado nesta terça mas já pode ser ouvido em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. “Para quem não sabe, o carnaval do Recife é bem espalhado, com palcos em vários pontos da cidade e o da Várzea é um deles. Toquei antes dele e, sem saber, ele foi para a coxia do palco e ficou assistindo de lá. Segundo a galera que estava vendo, ele tava pirando, dançando, curtindo o show. Quando terminei minha apresentação, ele me chamou para ir ao camarim.”
Flaira continua explicando como foi o encontro: “Lá, ele falou um monte de coisas lindas sobre o show, disse que já estava há tempos esperando para ver ao vivo, que já conhecia o meu trabalho, mas nunca tinha me visto no palco. Ele me contou também que a família dele, em especial a irmã que faleceu há alguns anos, falava muito dos meus shows e que ela ia direto. Nesse momento, rolou uma sinergia, uma troca de carinho real. Foi algo genuíno, sabe? Uma conexão muito forte. Eu sou muito fã dele, ele é uma força inspiradora para mim há mais de 15 anos. Escuto suas músicas como um norte, uma referência, desde antes de eu começar a trabalhar com música.”
“Quando nos reencontramos naquele carnaval, senti uma intimidade se construindo, e eu sabia que, em algum momento, seria possível fazer algo juntos. Era um sonho meu conseguir registrar algo com uma figura que eu admiro tanto. Para mim, a ideia de feat e singles vai além do aspecto mercadológico, que muitas vezes se resume a juntar públicos diferentes. Para mim, esses encontros precisam ter um propósito verdadeiro, algo que venha do coração, da essência de cada artista. E o Lenine é essa figura que me inspira profundamente, com suas canções que falam de sabedoria existencial e força motora.”
“Então, em 2024, no primeiro semestre, eu o convidei para colaborar, por mensagem. Ele respondeu na hora: ‘Você pode contar comigo sim! Adoraria dividir uma de suas canções’ E foi tudo muito rápido, muito fluido, fácil. Eu mandei a música para ele e, pouco tempo depois, ele já estava gravando no estúdio O Quarto, no Rio de Janeiro, com Bruno Giorgi, seu filho, que também é produtor. Eles me mandaram as vozes, e a gente pirou. Foi tudo muito tranquilo, rápido, e isso só tornou a experiência ainda mais especial.”
“O single ‘Afeto Radical’ que nasceu dessa colaboração tem muito a ver com a proposta do Lenine”, continua Flaira. “A sonoridade e a mensagem dela têm tudo a ver com o que ele transmite nas suas canções. Foi um encontro de essências, e é por isso que essa música é tão importante para mim. Quando avisei para ele que o nosso single sai agora dia 11, ele respondeu: “Flaira querida, Que bom que o novo rebento tá chegando! Adorei estar junto contigo…, te curto faz tanto… Sim, nos veremos no reinado de momo e brindaremos nosso encontro! Xêro gigante”.
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Courtney Barnett abriu os trabalhos do disco em homenagem a Neil Young que será lançado no próximo mês de abril, trazendo uma versão maravilhosa para “Lotta Love”. O disco, chamado de Heart Of Gold: The Songs Of Neil Young Volume I (e um volume II já foi anunciado) será lançado no dia 25 de abril e ainda trará versões para músicas do gênio canadense cantadas por Fiona Apple (“Heart of Gold”), Sharon Van Etten (“Here We Are In The Years”), Doobie Brothers com Allison Russell (“Comes A Time”), Steve Earle (“Long May You Run”), Mumford & Sons (“Harvest”), Eddie Vedder (“Needle and The Damage Done”), entre outros. “‘Lotta Love’ é uma das minhas músicas favoritas de Neil Young e sua letra me parece especialmente relevante neste momento da história”, disse Courtneyzinha ao mostrar sua versão. Os fundos arrecadados com as vendas do disco (que já está em pré-venda) irão para a escola norte-americana The Bridge School (organização não-governamental fundada em 1987 pela ex-esposa de Neil, Pegi Young, que morreu em 2019). Além da versão de Barnett, outra versão, de “Southern Man” que tornou-se um soul rasgado na voz de Chris Pierce, também foi revelada esta semana. Ouça as duas abaixo, além de ver a lista com todos os artistas convidados para o disco e suas respectivas versões. Continue

A vocalista da banda mineira Varanda Amélia do Carmo lançou um curto disco de fininho em que colabora com seu conterrâneo, o produtor eletrônico Yo Mati. Apesar de baseada em Juiz de Fora, Amélia vem da pequena Caratinga (terra-natal do Ziraldo), onde conheceu Mati. Ele começa contando a história desse primeiro disco da dupla, que bate tanto num trip hop lo-fi quanto em melancólicas canções adolescentes com forte carga dramática: “Melondreams nasceu despretensioso em 2020 com algumas faixas instrumentais feitas no meu quarto”, explica o produtor. “Em 2021, juntei essas músicas num EP e chamei Amélia pra fazer a capa. Eu sempre gostei muito da estética das artes e pinturas dela. No meio desse processo, ela me disse que interessou por uma das músicas, gravou vozes por cima, e eu fiquei surpreso com o resultado – até então, o que eu fazia só circulava entre meus amigos.”
“Quando eu ouvi nesse EP, que faria só a capa, o instrumental de “Goodbye”, ouvi também uma voz ali, num dia só escrevi a letra, gravei sem permissão e sem click, mandei pra ele como um exercício mesmo”, lembra a cantora. “A gente pilhou tanto no som e nessa onda de sonhos febris que fizemos logo mais três nesse mesmo estilo, no caso de “Sim” e “Marble Eyes”, eu gravei a letra cantada e ele fez o instrumental em cima, desse mesmo jeito improvisado e online que inventamos”
Os dois citam as referências nestas primeiras canções. “Eu estava fissurado em Boards of Canada, Windows96 e outras drogas mais pesadas – apesar dos meus amigos sempre mencionarem a influência daquela live infinita ‘lofi hip hop radio beats to relax/study to’ em tudo que faço”, explica Mati. “Pra compor e performar eu mirei totalmente nas jovens criações de Lana del Rey e seu dreampop lo-fi, e é engraçado ouvir sabendo que faria tudo diferente hoje em dia, mas gosto que se mantenha assim, essa coisa meio outra personalidade”, completa a vocalista. Os dois continuaram colaborando sem se encontrar pessoalmente, pois Amélia já estava em Juiz de Fora.
“Em algum momento, entrei em um quadro depressivo e abandonei o projeto”, lembra o produtor. “Esse gap de tempo me ajudou a dar uma reciclada nas ideias daquela época e quatro anos depois, reabri as faixas, mandei um “we are very back!” pra Amélia e com uma semana de total hiperfoco, eu só pensei em finalizar o que faltava.” “Foi um bom exercício de desprendimento com uma criação do passado também, soltar esse EP finalmente foi legal também pelo exercício de fazer uma coisa e deixar ela existir sem tantas pretensões, sei lá, vai que alguém gosta”, completa Amélia, que fala que nem pensou sobre a possibilidade de fazer algo ao vivo com esse trabalho. “Não estávamos pensando nem se alguém iria querer ouvir… mas quem sabe né… Mistério”, se faz. “Enfim dropamos, sem aviso e sem expectativa, só porque precisava existir”, conclui Mati. Ouça abaixo: Continue