Trabalho Sujo - Home

Video

ryan-1989

No início do mês, Ryan Adamas revelou-se mais um desses fãs tardios de Taylor Swift, convertidos pela obra-prima pop que a cantora lançou no ano passado, 1989. A declaração de amor pelo disco veio em forma de música, quando ele se comprometeu a gravar a íntegra do disco “como se fosse tocado pelos Smiths”:

Taylor Swift 1989 full album cover night 1. As played by the Smiths. W @totally_tod @cstavish @natelotz

Uma foto publicada por Ryan Adams (@misterryanadams) em

Claro que ela surtou:

Aos poucos vieram as notícias sobre as músicas e sobre cada uma das versões, tudo documentado via Twitter e Instagram:

Guaranteed saddest version of Welcome to New York ever – or your tears back

Uma foto publicada por Ryan Adams (@misterryanadams) em

#2 Blank Space… Deep end smiths vibe

Uma foto publicada por Ryan Adams (@misterryanadams) em

#Style

Uma foto publicada por Ryan Adams (@misterryanadams) em

#1989 Welcome to New York Way fun w the gang down at PaxAm.

Um vídeo publicado por Ryan Adams (@misterryanadams) em

Tracking "Out of the woods" on this old Estey pump organ. Such a pretty song. #1989

Uma foto publicada por Ryan Adams (@misterryanadams) em

All You Had To Do Was Stay #1989 Fun times at Pax w @cstavish @totally_tod @natelotz

Um vídeo publicado por Ryan Adams (@misterryanadams) em

Shake It Off

Um vídeo publicado por Ryan Adams (@misterryanadams) em

Bad Blood #1989 What a song. Damn.

Um vídeo publicado por Ryan Adams (@misterryanadams) em

Back to work. #1989

Uma foto publicada por Ryan Adams (@misterryanadams) em

Wildest Dreams… @taylorswift #1989 Can't wait too add Strings… Also has a surprise coda : )

Um vídeo publicado por Ryan Adams (@misterryanadams) em

"I Know Places" #1989 Another rad @taylorswift jam. Having killer times w @cstavish @totally_tod & @natelotz

Um vídeo publicado por Ryan Adams (@misterryanadams) em

Finished tracking last night. #1989 Phew…

Uma foto publicada por Ryan Adams (@misterryanadams) em

Tá ficando melhor que a encomenda, hein… Principalmente com essa pegada meio Bruce Springsteen.

tubbies

O grupo sul-africano Die Antwoord e o programa infantil inglês Teletubbies parecem ter sido feitos um pro outro nesse bizarro mashup.

Ferrorama infinito

trem

Entusiasta do ferromodelismo, James Risner engatou vagões de sete minicomposições diferentes para criar esse loop hipnótico de um trem que circula em torno de si mesmo.

chvrches2015

E o disco dos Chvrches vai tomando forma e o trio escocês sublinha que vivemos aquele futuro previsto pelos anos 80, com tecnopop de trilha sonora e a consolidação da vocalista Lauren Mayberry como diva de um passado recente. O clipe de “Leave a Trace”, primeiro single de Every Open Eye que sai no fim do mês que vem, só reforça isso.

tameimpala

Eis o novo clipe do Tame Impala, numa versão editada da excelente “Let it Happen”, que coloca o grupo entre a vida e a morte – ou apenas em uma fase de transição?

Conhece o Jaloo?

jaloo

Mais um hype vindo do Pará, Jaloo mistura o tecnopop dos anos 80 com a música brega brasileira e o resultado surpreende, como podemos ver no clipe dessa “Insight”, dirigido por ele mesmo.

h8

Já viram o trailer de The Hateful Eight? Comentei sobre ele lá no meu blog no UOL.

life2015

O celebrado fotógrafo dos anos 90 virou cineasta para dirigir um filme sobre a vida do primeiro artista que fotografou (Ian Curtis, do Joy Division) e, depois de dois thrillers (Um Homem Misterioso, com George Clooney, e O Homem Mais Procurado, com Philip Seymour Hoffman), volta a contar mais uma biografia. E o alvo da vez também é outro ícone pop sofredor de vida curta – James Dean (vivido pelo mesmo Dane DeHaan que fez Harry Osborn no último Homem Aranha). Life, no entanto, mostra como o fotógrafo da revista que batiza o filme Dennis Stock (vivido por Robert Pattinson) entende que aquele novo ator seria o futuro de Hollywood. O trailer faz o filme parecer promissor:

foals-parker

Os ingleses do Foals continuam em campanha de pré-lançamento de seu novo disco e ao passar pela rádio australiana Triple J foram convidados a participar do quadro Like a Version, em que os convidados podem tocar uma música alheia. E o grupo liderado por Yannis Philippakis resolveu saudar os australianos com uma das colaborações que o conterrâneo Kevin Parker fez no disco do hitmaker Mark Ronson, a irresistível “Daffodils”, que deram uma acelerada no beat graças a uma bateria eletrônica velha guarda e a um clima quase tecnopop. Ficou fera demais.

Anelis de mansinho

anelis-peter-tosh-00

Logo após o segundo dia do festival Radioca, que cobri no início deste mês, em Salvador, encontrei Anelis Assumpção nos bastidores e ela estava super animada com a pequena turnê pelo nordeste: o show na capital baiana tinha sido o terceiro depois de passar por Aracaju e Feira de Santana. “É curioso e muito satisfatório chegar com o show em lugares tão distantes e sentir que o som já havia batido sem a presença física”, me explica por email, quando lembro que ela comentava que boa parte do público sabia as músicas, “concluo o encontro com a performance e um ciclo se completa.”

“Se não fosse a internet”, continua, “não sei, em Feira de Santana, Aracaju ou Crato, as pessoas poderiam cantar minhas músicas, criar expectativas sobre um show ou mesmo abrir a possibilidade dessa circulação. Vinte anos atrás, o eixo Rio-SP era o que existia de ‘trampolim’ para qualquer artista, sobretudo o independente. Precisava ter força nessa ponte para poder repercutir Brasil afora. Hoje estamos livres disso. As demandas são outras.”

O trabalho com a atual banda – os incríveis Amigos Imaginários, formados pelos Bixiga 70 Maurício Fleury e Cris Scabello, nos teclados e guitarra, Lelena AnhaIa na guitarra, Bruno Buarque na bateria, Mau Pregnolatto no baixo e o Edy Trombone, no trombone e percussão – está cada vez mais azeitado e ela está cada vez mais à vontade entre esse amálgama de black music que misura o soul, o samba, o reggae e o funk numa medida perfeita.

Ela apresentou-se no 75 Rotações que o Radiola Urbana fez no fim de semana passado, recriando o disco Legalize It, do Peter Tosh, na íntegra, e comemora o resultado. “Foi um show lindo e emocionante. O álbum em si tem uma carga emotiva natural”, explica. “Fazer esse tipo de projeto não é fácil, mas vejo como um estudo precioso. Exercitar a língua, a interpretação. Sair de si e mergulhar em outrém. E que outrém!”

Ela agora apresenta-se na Serralheria, nessa sexta-feira, e promete alguma coisa de Peter Tosh (“Devemos fazer uma ou duas do Legalize It que ta fresquinho na memória”), mas não está pensando em novo trabalho, mas em amarrar ainda mais o trabalho atual. “Segue o baile!”, comemora.

As fotos que ilustram essa página são do show da sexta passada e foram tiradas por Daniel Wuo Piovezani. Tem outras lá no Flickr dele. E os vídeos eu fiz no festival na Bahia.