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Não é só (bom) marketing: “What Was That”, a nova música que Lorde adiantou para esta quinta-feira, não apenas retoma musicalmente as angústias de seus dois primeiros discos (deixando Solar Power, de 2021, isolado como um delírio pós-pandêmico), como cria um clima de catarse próprio para um renascimento – e que se o clipe, aparentemente filmado todo nesta quarta-feira, não deixa isso subtendido, ela faz questão de reforçar em um áudio que divulgou ainda na quarta. Um senhor recomeço, com Lorde voltando à boa forma. Assista abaixo: Continue

E aparentemente foi nessa terça-feira. Ela marcou em cima da hora por stories um encontro com os fãs no Washington Square Park, em Nova York, no final da tarde, evento que quase foi interrompido pela polícia e pela administração do parque, pois a neozelandesa atraiu uma multidão considerável. Mas quem esperou pode primeiro receber o compadre de Lorde, o produtor Dev “Blood Orange” Hynes, que apareceu no local ao cair da noite tocando a música que ela vai lançar nessa sexta-feira, “What Was That”, para em seguida receber a própria Lorde, que apresentou a íntegra da música pela primeira vez em público. O hype está aceso, vamos ver se ela vai segurar!

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Segunda-feira é aniversário dele, mas, como já havia sido especulado, foi Robert Smith quem deu um presente para os fãs do Cure ao anunciar neste dia 21 de abril Mixes of a Lost World, disco triplo com remixes feitos por dezenas de produtores diferentes para as músicas do álbum mais recente da banda, a parede de melancolia Songs of a Lost World, lançado no ano passado. O novo capítulo do disco de 2024 (já em pré-venda) será lançado em formatos duplo e triplo no dia 13 de junho e a banda já mostrou dois remixes pesados feitos por gigantes da eletrônica de épocas diferentes, os produtores Paul Oakenfold (que retrabalha “I Can Never Say Goodbye”) e Four Tet (que vai na veia da primeira faixa do disco, “Alone”). Além destes também estarão presentes nomes como Chino Moreno (dos Deftones), Mura Masa, Mogwai, Twilight Sad, Orbital, Daniel Avery, 65daysofstatic e Trentemøller, entre vários outros nomes menos conhecidos. Smith comentou que começou a receber remixes não-solicitados de diferentes produtores logo após o natal e percebeu que poderia fazer alguma coisa com os remixes que vinha recebendo. Não custa lembrar que ele já vinha falando sobre um segundo disco (e talvez um terceiro!) saindo do processo de Songs of a Lost World ANTES do natal, então pode ser que esse disco de remixes seja apenas um aquecimento para o(s) próximo(s) discos do Cure.

Ouça os primeiros singles e veja a relação de todos os remixes abaixo: Continue

Vem com a Clairo

Já a apresentação de Clairo no segundo fim de semana do festival Coachella foi idêntica à primeira, à exceção da participação do político Bernie Sanders. Mas isso não é um problema, uma vez que seu show está cada vez mais redondo e ela cada vez mais à vontade frente às multidões, não deixando que a larga escala interfira na atmosfera intimista de seu disco Charm, base de suas atuais apresentações ao vivo. Mas a transmissão online do festival proporcionou um momento inusitada e magicamente sincronizado, quando transmitiu a apresentação da boy band de k-pop Enhypen quando Clairo cantava seu hit “Bags”, causando uma breve pane mental em quem assistia o show ao vivo pela web provavelmente elucidada com um sorriso.

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Como quem nao quer nada, o Cure soltou, nessa sexta-feira, um tweet com três imagens: duas fotos com um iPod contendo nomes de músicas de seu disco mais recente, o excelente Songs of a Lost World, grafados como se fossem arquivos de gravação (transformando nomes de músicas em siglas e anotando as diferenças entre os arquivos de áudio), e com suas costas com um adesivo escrito CURE MOALW, que levou muitos fãs a tentar decifrar a segunda palavra como outra sigla, fazendo referência ao disco lançado no fim do ano passado, mas com uma mudança na primeira palavra. O que tudo leva a crer é que o M no início da sigla seja de Mixes of a Lost World, em que o grupo relê canções do disco de 2024 em novas versões. Fãs mais devotos conseguiram inclusive captura uma tela na busca do Google que mostrava que um disco com esse nome já estava à venda na versão online da loja Fnac, indicando inclusive que o álbum teria TRÊS VOLUMES. A terceira imagem do tweet trazia uma imagem colorida como um mosaico eletrônico de baixa resolução ao som ambient que mistura texturas digitais e cordas, o que reforça que o projeto seja um disco de remixes – ou que pelo menos vá para essa praia, tão cara à própria carreira do Cure. E como fez antes do lançamento do disco do ano passado, o tweet em questão anunciava uma data em algoritmos romanos: IV-XXI-MMXXV, o que apontaria para o dia 21 de abril deste ano, que também coincide com o aniversário do líder da banda, Robert Smith. O próprio Smith não disfarça ao contar em entrevistas desde o ano passado que já tem material não apenas para um novo álbum, mas para inclusive um terceiro, que avançaria ainda mais nesta seara da ambient music e do noise. Que venha!

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Já está no ar o registro em vídeo do festival Cecília Viva, que aconteceu no Cine Joia em fevereiro deste ano, reunindo shows de artistas como Boogarins, Crizin da Z.O., Kiko Dinucci, Test, DJ Nuts e a primeira apresentação ao vivo das Rakta desde a pandemia para arrecadar grana para ressuscitar a Associação Cecília, clássico ninho de projetos experimentais musicais em São Paulo que sucumbiu à violência paulistana no começo do ano passado. O filme, feito pela dupla Azideia Filmes (formada por Carlos Motta e Priscilla Fernandes), reúne os melhores momentos dessa histórica noite e capta bem o espírito de agradecimento espalhado entre público e artistas (além de várias aparições minhas no canto, sempre filmando tudo). E não é o último evento: a Associação promete novos eventos de diferentes portes ainda esse ano, o próximo deles acontecendo no dia 15 de maio no Porta, com atrações que serão reveladas em breve.

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Ela prometeu e eis mais uma música nova de Lana Del Rey, outra balada, desta vez chamada “Bluebird”. A música nova começa acompanhada por um violão dedilhado e apesar das ótimas estrofes características da caneta de Lana e do belo solo gaita acompanhado por cordas, derrapa ao começar por um refrão adocicado demais, que faz a faixa perder a força de saída, recuperada lentamente no decorrer de seus versos, deixando-a aquém da recém-lançada “Henry, Come On”, esta sim já um clássico da cantora.

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Lana Del Rey mal lançou o primeiro single de seu novo álbum (a lindíssma “Henry, Come On”) como aproveitou o auê pra postar um longo vídeo no Instagram em que ela, depois de agradecer a todos envolvidos nessa nova fase, menciona que talvez o disco atrase e que talvez ele mude de nome de novo (além de ter avisado que semana que vem tem música nova, chamada “Bluebird”). Não bastasse isso, descobriram que a capa do novo single é um print de tela do celular, com direito inclusive à barra de rolagem relativamente visível no canto direito. Ai ai essa mulher… ❤️

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E sábado também teve Clairo no Coachella, que aproveitou a oportunidade para aumentar ainda mais a grandeza de seu ótimo Charmed, passeando por quase todo o repertório do disco do ano passado e chamando não apenas os ex-integrantes de sua banda Shelly para dividir o palco em “Steeeam” como chamando ninguém menos que o principal político de oposição nos EUA, Bernie Sanders, para apresentá-la ao palco. Ela é demais ❤️

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E neste sábado no Coachella, Charli XCX resolveu subir ainda mais o sarrafo de seu 2024 ao ampliar a grandeza de seu Brat para o palco do festival na Califórnia. Em vez de mostrar músicas novas ou novas colaborações, preferiu reunir, num mesmo show, ninguém menos que Lorde e Billie Eilish (e, vá lá, Troye Sivan também) além de passear por todo o repertório de seu disco do ano passado (à exceção de “B2B” e “Rewind”) e encerrar com uma versão para “I Love It”, da dupla Icona Pop, a primeira vez em que ela entrou no imaginário mundial, em 2012. E em vez de aproveitar o show para mostrar um novo passo em sua carreira ou finalizar o capítulo Brat, ela preferiu deixar em aberto, mostrando um vídeo no final da apresentação em que diz que quer que o verão Brat dure pra sempre… O que ela quer dizer com isso? Brat 2025?

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