Essa versão que crianças alemãs fizeram de “The Robots” é de chorar de foda.
O rapper Criolo estréia no cinema no papel de um traficante no filme Tudo Que Aprendemos Juntos, que conta a história da Orquestra Sinfônica da favela de Heliópolis e tem Lázaro Ramos no elenco.
O filme estréia em dezembro e eu não vou fazer nenhuma piada com “Lázaro nos ajude”.
A trilha sonora da série Sopranos é um dos pontos altos de sua narrativa – não apenas da produção, já que seu criador, David Chase, que escolhia pessoalmente as músicas, resolveu reservar parte do orçamento para conseguir os direitos de músicas que custariam caro para uma simples série de TV – coisa que Sopranos está longe de ser. São muitos os momentos em que a musica certa invade uma cena completando-a perfeitamente, como esta, logo no início da segunda temporada:
Por isso imagino o desafio da loja canadense SCR Vinyl em selecionar apenas 14 músicas para compor uma versão em vinil duplo com a trilha sonora da série, que ela começou a vender no fim do mês passado. Eis as músicas que entraram:
Lado A
Alabama 3 – “Woke Up This Morning”
R.L. Burnside – “It’s Bad You Know”
Frank Sinatra – “It Was A Very Good Year”
Lado B
Bob Dylan – “Gotta Serve Somebody”
Little Steven & The Disciples Of Soul – “Inside Of Me”
Cream – “I Feel Free”
Them – “Mystic Eyes”
Lado C
Bruce Springsteen – “State Trooper”
Bo Diddley – “I’m A Man”
Elvis Costello & The Attractions – “Complicated Shadows”
Nick Lowe – “The Beast In Me”
Lado D
Los Lobos – “Viking”
Wyclef Jean – “Blood Is Thicker Than Water”
Eurythmics – “I’ve Tried Everything”
E das tantas músicas boas que ficaram de fora (“Goin’ Down Slow” do Howlin’ Wolf, “Blur” do Aphex Twin, “Moonlight Mile” dos Stones, “One of These Days” do Pink Floyd, “The Blues is My Business” da Etta James, “I (Who Have Nothing)” do Ben E. King, “I’m Not Like Everybody Else” dos Kinks, “Kid A” do Radiohead, “My Lover’s Prayer” do Otis Redding e “Don’t Stop Believing” do Journey – como é que não entrou?) a ausência que mais sinto é a de “You Can’t Put Your Arms Around a Memory”, do Johnny Thunders.
Que música. Que série.
Eis o trailer do episódio especial de fim de ano da série Sherlock, da BBC, que irá ao ar no dia 1° de janeiro de 2016 – e também poderá passar em salas de cinema no mundo todo.
É o primeiro episódio da série que não se passa no século 21 – e, talvez por isso, é um conto de fantasmas.
Eis a íntegra do show que os Los Hermanos fizeram no Espaço das Américas no sábado passado.
O show teve duas horas de duração, “Anna Júlia” e o seguinte setlist:
“O Vencedor”
“Retrato pra Iaiá”
“Além do que se vê”
“Todo carnaval tem seu fim”
“O vento”
“Cadê teu suín-?”
“Do sétimo andar”
“Samba a dois”
“Condicional”
“Azedume”
“Pois é”
“Morena”
“Um par”
“O velho e o moço”
“A outra”
“Paquetá”
“Sentimental”
“Primeiro andar”
“Tenha dó”
“Descoberta”
“Deixa o verão”
“De onde vem a calma”
“Conversa de botas batidas”
“Último romance”
“A flor”
“Adeus você”
“Anna Júlia”
“Quem sabe”
“Pierrot”
Art Angels é o nome do novo disco de Claire Boucher, nossa querida Grimes, está para chegar no começo do próximo mês. E para preparar terreno, ela mandou uma música dupla com clipe surreal de boas vindas: “Flesh without Blood” / “Life in the Vivid Dream”.
O disco tem participações de Janelle Monáe (na faixa “Venus Fly”) e do rapper taiwanês Aristophanes( na faixa “SCREAM”) e a capa foi desenhada pela própria Grimes:
E essa é a ordem das músicas do novo disco.
“laughing and not being normal”
“California”
“SCREAM”
“Flesh without Blood”
“Belly of the Beat”
“Kill V. Maim”
“Artangels”
“Easily”
“Pin”
“Realiti^”
“World Princess part II”
“Venus Fly”
“Life in the Vivid Dream”
“Butterfly”
“Realiti (Demo)”
Segundo Grimes, o disco é inspirado em artistas como Billy Joel, Bruce Springsteen e filmes de gângsters. “Uma das músicas, ‘Kill V. Maim’, é escrita a partir da perspectiva de Al Pacino em O Poderoso Chefão 2, com a exceção de que ele ´é um vampiro que pode mudar de gênero e viajar pelo espaço”, como disse à revista Q. “São coisas completamente viajandonas, de livre associação sobre a natureza e coisas assim. Tem uma música que é escrita da perspectiva de uma borboleta na Amazônia enquanto as pessoas cortam as árvores; há uuma canção escrita da perspectiva de anjos que estão tão poluídos que choram lágrimas poluídas”, contou para a Dazed and Confused.
Outro nível de psicodelia.
A banda paulistana Bixiga 70 recebeu a cantora catalã Indee Style para uma groovezeira chamada “O Tigre”. Saca só:
Entre o tecnopop e a música romântica brasileira, Jaloo aos poucos vai abrindo sua trilha no pop brasileiro de 2015, como dá para sacar no clipe da deliciosa “Ah Dor”.
Eis o primeiro show do Kraftwerk, em 1970, quando parte do antigo grupo Organisation se apresentou ao vivo pela primeira vez, em uma performance de quase uma hora transmitida por um canal de TV alemão. O coração do grupo – a dupla Ralf Hütter e Florian Schneider – está lá, mas estão longe da imersão eletrônica que causariam a partir de 1974 com uma discografia impecável iniciada em Autobahn, de 1974. Hütter já experimentava com sintetizadores, mas sua abordagem era muito mais rocker do que viria a ser depois – a começar pelo visual setentão avesso à imagem clean que o grupo assumiria depois. Schneider, mais contido, tocava flauta e violino, e a dupla ainda era acompanhada pelo metrônomo bate-estaca Klaus Dinger, que depois formaria o Neu, outra banda fundamental na música popular alemã e na história da eletrônica. O show foi presenciado por então adolescente Dimitri Hegemann, que anos depois seria o dono da casa noturna Tresor, em Berlim, uma das principais da cena techno alemã, e ele escreveu sobre o show que redescobriu quatro décadas depois no YouTube na revista Electronic Beats:
“A câmera não fica apenas fixa nos músicos, como fazem hoje em dia, ela balança pelo público e você tem uma sensação imediata do zeitgeist da época. Perto do palco, talvez a um metro de Ralf Hütter, que está tocando um teclado pendurado em seus ombros, estão três garotas hippies de cabelo comprido e um garoto com cabelo ainda mais comprido e franja, de costas para a banda. Naturalmente, todo mundo fuma, muitos homens usam ternos e golas rolê. Por oito minutos, Hütter comanda um som de drone através de pedais de delay, antes do primeiro ritmo começar, com Klaus Dinger na bateria. Florian Schneider toca uma flauta no estilo Jethro Tull e vibrafone, além de vários outros sons indefiníveis, mas quase tudo ainda era criado com instrumentos analógicos. O público está chacoalhando suas cabeças, alguns de olhos fechados. Parte do público senta-se no chão com as pernas cruzadas e alguns aplaudem freneticamente junto com o ritmo. Durante uma das canções, um cara com um visual mod fica soprando um apito.”
Eis o setlist do show histórico:
“Vom Himmel Hoch”
“Ruckzuck”
“Stratovarius”
“Megaherz”
A banda de Rivers Cuomo volta a dar as caras com um clipe ridiculamente herege – ou seria heregemente ridículo?










