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Curtindo a fossa com dance music fuleira.

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Aquele momento em que o clichê é ultrapassado pelo clássico.

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Um experimentalista em busca do pop.

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Crônicas indie.

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Hard rock pegando leve.

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Uma notícia péssima para fechar 2015: embora não haja confirmação 100%, tudo indica que Flavio Basso, o Júpiter Maçã, uma das figuras mais importantes da psicodelia brasileira e do rock gaúcho, passou pro outro plano da existência. A Rádio Guaíba está dando como oficial a notícia em sua conta no Twitter Rádio Guaíba confirma a morte do músico. Júpiter compôs um dos grandes discos do rock brasileiro, a Sétima Efervescência, de 19976, e por esse disco já teria seu nome na história de nossa cultura.

E só por uma das músicas deste disco – “Lugar do Caralho” – ele já está no panteão do rock gaúcho. Mas foi integrante do TNT, banda da primeiríssima leva de bandas gaúchas dos anos 70, e fundou os Cascavelletes ao lado de Frank Jorge e Nei Van Soria na virada dos 80 para os 90 (e xavecou Angélica na cara dura em cadeia nacional). Sempre se reinventando, o multiinstrumentista navegou pelo rock inglês, pela tropicália, pelo krautrock, pela canção francesa, pela bossa nova para exportação, pelo free jazz, pela música eletrônica. E sua figura pública – uma esfinge irônica que misturava Syd Barrett com Raul Seixas – era tão emblemática quanto de outros heróis gaúchos contemporâneos, como Wander Wildner, Frank Jorge e Edu K, mas seu nível de loucura era refinado e grosseiro na mesma medida.

A última vez que o vi, ele fez um show no Sesc Pompéia, em que mostrou alguns de seus clássicos antigos e recentes. Filmei algumas músicas abaixo:

As gerações mais novas devem conhecê-lo apenas pelas entrevistas ultrajantes e sem cabeça que apareciam vez por outra no YouTube. Mas sua morte súbita deixa uma lacuna drástica no inconsciente do rock nacional, justamente no momento em que a psicodelia volta a ser valorizada. Ave Júpiter!

Cartão Bidê ou Balde 2016

15 anos depois de lançar a faixa “Vamos Passar a Noite de Galera” num EP encartado em uma revista que tornou-se item de colecionador para os fãs, o grupo gaúcho Bidê ou Balde encerra 2015 lançando finalmente a música em versão oficial, usando a canção, clássica nos shows da banda desde seu lançamento para poucos, para desejar boas festas.

PJ Harvey 2016!

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Eis uma boa notícia pra entrar do jeito certo no ano que vem: nossa diva PJ Harvey vai lançar disco novo! Lembra daquela história que ela gravou um disco ao vivo numa instalação no começo deste ano? O disco, que ainda não tem nome, foi gravado após temporadas da cantora por lugares tão diferentes quanto Washington, Kosovo e Afeganistão e foi anunciado hoje que será lançado no início de 2016. E pelo jeito ela vai pegar pesado.

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Rasura, da banda curitibana Ruído/mm é o meu disco nacional favorito do ano passado, e também seu disco mais completo, funcionando como seu momento de estabilidade artística e de consciência da própria importância. A gravação do disco foi acompanhada pelo diretor Vitor Moraes e agora o grupo lança o minidocumentário Outros Sonhos, sobre os bastidores do disco de 2014. “Dentro do contexto do disco o documentário foi uma peça vital”, explica o guitarrista André Ramiro. “Acompanhar o processo e evolução das idéias foi o objetivo central. Somos diretos e um tanto excêntricos no método de compor e o vídeo em si vislumbra um pouco desta identidade rodeada de devaneios e sobriedade. Não somos fáceis.” O vídeo está sendo lançado com exclusividade no Trabalho Sujo e a entrevista com o guitarrista, que está de mudança para os EUA, tornando a vida do grupo mais bissexta no próximo ano vem abaixo:

O documentário encerra o ciclo do disco do ano passado ou ainda dá pra espremer algo desse disco?
Acredito que um disco nunca encerra seu ciclo. O documentário abrange as sutilezas e agressividades durante a orquestração das ideias. O Rasura em si perdurará nos nossos cérebros por tempo indeterminado.

Fale um pouco das relações da banda com a parte visual.
Somos como um grande coletivo. E levamos isso como marca fundamental. Nossos eventos já foram recheados com intervenções do Interlux, com cenografias da Mari Zarpellon, nos vídeos em PB do Vitor Moraes e nas capas de Fabio Dudas e Mario de Alencar. No fundo somos provedores de uma parte da arte e nossos amigos fazem dela um grande cenário. Ruído/mm é um coletivo e as tendências surgem ao longo da nossa existência, afinal, nada mais puro do que abrir o peito para a experimentação.

Quais os planos para o ano que vem?
Estou me mudando para o Texas. A banda está mais do que calibrada. Somos um sexteto com um elemento espectral. Vamos viver a experiência de abrir nossos ruidos nos Estados Unidos ano que vem. Disco novo já está em andamento e a mesma seriedade musical continua: sem compromisso, temas ilusórios e sonhos de fugas abrangentes.

E algum show em vista?
2016 tem tudo pra ser muito aberto e produtivo. SXSW é uma possibilidade palpável, já que fomos aceitos e eu estarei em Houston. Festivais no Brasil abriram as portas após o Rasura. Será um ano de trabalhos legais, mas focaremos principalmente no disco novo. Recordar sempre é viver.