Bobby Gillespie anunciou disco novo do Primal Scream ainda no fim do ano passado – o disco chamado Chaosmosis deve ser lançado em março deste ano. O primeiro gostinho traz a presença da esperta Sky Ferreira, que assume os vocais ao lado de Gillespie em “Where The Light Gets In”, que pesa a mão na new wave. As irmãs Haim também participam do disco.
Nossa musa PJ Harvey dá mais um gostinho de seu próximo disco, o aparentemente catártico The Hope Six Demolition Project ao lançar o clipe de uma das músicas que já havia nos mostrado. O vídeo de “The Wheel” foi filmado em Kosovo, que a cantora já havia visitado como inspiração da canção – cujo refrão, que responde “ouvi dizer que foram 28 mil” a cada verso, dá uma dimensão do pesar de todo uma sociedade.
Clipe novo do Ratatat, que lançou o ótimo Magnifique no ano passado e agora vão mostrando-o parte a parte. A da vez é a bucólica “Supreme”, cuja vibe triste de surf music eletrônica é traduzida em vídeos que metade da dupla, Evan Mast, fez durante suas viagens de avião. Maior viagem.
Duas das maiores sumidades da psicodelia brasileira neste século, os goianos Boogarins e os cariocas dos Supercordas, apresentam-se em Sâo Paulo neste domingo (mais informações aqui), na Clash, e tenho três pares de ingresso para quem quiser assistir a este show. Para concorrer, basta dizer que música que você queria que as duas bandas tocassem juntas e por quê aí nos comentários.
De quebra, um momento de cada banda: os Supercordas mostram o clipe com letras de “Colunas”, de seu último disco, Terceira Terra…
…e os Boogarins tocam três músicas no programa Sessões de Cerão, do Escritório do Lê Almeida:
O resultado sai ainda neste sábado – e o show de domingo é bem cedo, as 18h, se liga.
O encontro dos Boogarins com O Terno não foi só um dos melhores shows do ano passado como gerou uma versão absurda para um clássico do Clube da Esquina (você já tinha visto quando eu os filmei no ano passado). Agora as duas bandas oficializam a gravação que fizeram em estúdio para a clássica “Saídas e Bandeiras N°1”, um delírio mineiro que aponta um futuro inusitado para as bandas goiana e paulistana.
E não custa lembrar que os Boogarins tocam em São Paulo neste domingo, no Clash, dividindo o palco com outra grande banda psicodélica brasileira, os Supercordas – mais informações aqui.
O grupo BaianaSystem está prestes a lançar seu segundo disco e provar que já faz parte do primeiro escalão do pop nacional. Conversei com o grupo, que está preparando-se para seu sexto carnaval em Salvador, em uma reportagem para o UOL – e o grupo mostrou a música nova “Lucro”, que pode ser ouvida abaixo.
O lendário DJ inglês Keb Darge apresenta-se na edição desta sexta-feira da clássica festa Talco Bells e eu pedi para que ele separasse cinco faixas – entre as inúmeras raridades – que deverão estar em seu set desta noite. Mas antes, pedi para o Filipe Luna, um dos capitães da Talco, apresentar o DJ e falar de sua importância para o universo do soul e do groove:
“Quando a gente começou a curtir mais discos de soul e funk mais obscuros, tinha um nome que sempre era mencionado: Keb Darge. Era ele que discotecava no Madame Jojo’s, clube do SoHo londrino, e tornou o clube, um antigo bordel, icônico por tocar as músicas mais maravilhosas e obscuras que você já ouviu. Todos nossos amigos que iam pra Londres voltavam maravilhados dizendo que era a melhor noite que havia (pelo menos pra quem curtia esse som).
Keb é o cara que descobre as pérolas e por isso ele é uma referência para nós. Começou no Northern Soul, depois praticamente criou o gênero Deep Funk (lá na noite do Madame Jojo’s), que eram compactos de 7 polegadas muito, mas muito obscuros, de artistas que, na maioria das vezes, só tinham lançado um ou dois discos. Muitas das músicas que nos influenciam estão lá nas coletâneas lançadas por Keb no selo BBE ou na Kay Dee Records (do DJ Kenny Dope).
Como todo DJ que é bom de faro para descobrir coisas novas, Keb já está com o pé em outros sons além do soul e funk. Já teve uma coleção de R&B e Rockabilly e agora está investindo 60’s garage – músicas que ele tem mostrado ao redor do mundo e que estão balançando muitas pistas de dança. Para nós, será uma honra e um sopro de originalidade trazer o Keb pra tocar na Talco.
Já são 8 anos tocando soul e funk nessa festa, “criamos” alguns hits na nossa pista e é sempre bom trazer alguém que pode tirar a nós e nosso público da zona de conforto com um repertório de altíssima qualidade. Vai ser sensacional ter essa experiência acontecendo na nossa festa e a gente não vê a hora de ceder os toca-discos para Keb Darge.”
E agora as cinco pérolas escolhidas pelo mestre:
Sands of Time – “Red Light”
“Em primeiro lugar no momento está ‘Red Light’, de The Sands of Time, lançado pelo selo Sterling. Comprei de um vendedor dos Estados Unidos há uns seis meses e depois descobri que só existem cinco cópias disponíveis no mundo todo. Não é tão pesado quanto as coisas que costumo tocar, mas adoro o sentimento leve, saltitante e feliz que esse disco tem.”
The Savoy’s – “Can It Be”
“Aqui fica mais pesado. Essa canção é conhecida por colecionadores há muitos anos, mas também só existem poucas cópias conhecidas. Está em algumas compilações, mas a qualidade é péssima em relação ao original. Uma faixa poderosa com uma batida que explode nas caixas de som.”
New Fugitives – “She’s My Baby”
“Essa é uma faixa sinistra que não estaria deslocada na cena do punk dos anos 70. Primitiva e assustadora com bastante atitude. Novamente, um compacto muito raro que vai soar novo a todos, menos aos colecionadores obcecados de garage dos anos 60.”
The Tigermen – “Tiger Girl”
“Essa é mais sutil que as outras que sempre agrada às garotas toda vez que toco. Suponho que elas se imaginam sendo as ‘Tiger Girls’ enquanto fazem sua dança provocante. A banda tem apenas dois compactos conhecidos: esse e ‘Close the Door’, ambos no selo Buff. Não é tão raro quanto os outros três, mas raro o bastante pra ficar longe das mãos de DJs muquiranas.”
The Spacemen – Modman * Big Sound
“Essa é uma faixa que obviamente foi feita para a cena Mod crescente dos anos 60, nos Estados Unidos que se apaixonavam pelo som britânico da época. Ouvi a música nesse link do YouTube há um ano e fiquei louco pela canção. Não consegui achá-la em lugar nenhum, então fui atrás do cara que havia postado o link e o convenci a me vender sua cópia.”
A festa acontece nesta sexta, no Cine Jóia, a partir das 23h – mais informações aqui.
Os Chemical Brothers sempre souberam utilizar a tecnologia e os efeitos especiais para realçar sutilezas mais do que simplesmente impressionar – e o mesmo vale para seus clipes. É o caso deste belo “Wide Open”, parceria da dupla com Beck, em que vemos a coreografia dançada por Sonoya Mizuno revelar os sentimentos da canção de forma literal.
O herói progressivo Rick Wakeman – que tocou piano na versão original de “Life on Mars” – celebra o legado do amigo com uma versão tocante desta música.
Nossa musa PJ Harvey anuncia o título, o nome das músicas e duas amostras de seu próximo disco, chamado de The Hope Six Demolition Project. A faixa-título e a música “The Wheel” foram antecipadas neste trailer, que mostra ela gravando o disco em público, como fez há quase um ano.
Essa é a capa do novo disco e logo abaixo vem o nome das músicas. Dá pra ver que o tom vai ser ainda mais politizado que o Let England Shake, seu disco anterior:
“The Community of Hope”
“The Ministry of Defence”
“A Line in the Sand”
“Chain of Keys”
“River Anacostia”
“Near the Memorials to Vietnam and Lincoln”
“The Orange Monkey”
“Medicinals”
“The Ministry of Social Affairs”
“The Wheel”
“Dollar, Dollar”









