
“Tem umas coisas estranhas e bizarras acontecendo”, disse Bruce Springsteen, durante seu segundo show em Manchester, na Inglaterra, no fim de semana passado. “Nos Estados Unidos, estão perseguindo pessoas por usarem seu direito à liberdade de expressão e por manifestarem opiniões contrárias. Isso está acontecendo agora. Nos Estados Unidos, os homens ricos estão abandonando as crianças mais pobres do mundo para morrer. Isso está acontecendo agora. No meu país, estão sentindo um prazer sádico pela dor que prejudicam trabalhadores leais americanos e estão revertendo legislações históricas de direitos civis que levaram a uma sociedade mais justa e moral. Estão abandonando nossos grandes aliados e se aliando com ditadores contra aqueles que lutam por sua liberdade. Estão retirando moradores das ruas americanas e, sem o devido processo legal, os deportando para centros de detenção e prisões estrangeiras. Tudo isso está acontecendo agora.” No primeiro show, realizado na quarta da semana passada, ele já havia levantado a voz contra a administração Trump, o que fez o presidente dos EUA twittar falando mal de Bruce feito uma criança mimada (ele já havia feito algo parecido no dia anterior, falando que foi só ele tornar-se presidente pra Taylor Swift deixar de ser “HOT”). Mas após a fala acima, Trump engrossou o tom e resolveu sair falando mal de todos os artistas que apoiaram sua ex-adversária na eleição do ano passado, Kamala Harris, avisando que iria perseguir os artistas que a apoiaram, incluindo Bono e Beyoncé. Fico pensando na possibilidade dos músicos anti-Trump se reunirem para gravar uma música contra seu regime totalitário e o nível de bizarrice que seria se o “We Are the World” desta geração for uma música contra o presidente dos Estados Unidos. Bem a cara dessa época, se você parar pra pensar…
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A turnê mundial de Dua Lipa entrou no continente europeu na semana passada mantendo o padrão que ela estabeleceu quando passou pela Oceania, e após apresentar sua banda em “These Walls”, vai para um palco menor no meio da plateia para cantar músicas de artistas de cada país em que ela passa. Foi assim quando esteve em Madri, quando saudou Enrique Iglesias cantando “Héro” e emocionou a todos pinçando “Me Gustas Tu” do repertório de Manu Chao. Quando passou pela França, nos dois shows que fez na cidade de Auvergne-Rhône-Alpes, perto de Lyon, cantou primeiro, em francês, a balada “Dernière Danse” da cantora Indila, e depois “Get Lucky” da dupla Daft Punk. E começou essa semana com dois shows em Hamburgo, o primeiro esta segunda, quando atreveu-se a cantar em alemão – e saiu-se bem! – o hit mundial da cantora new wave Nena, a imortal “99 Luftballons”. Ela faz outro show na cidade nessa terça… Será que ela vai tocar Kraftwerk?
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Mais notícias de Cannes: o grande Richard Linklater revelou mais um projeto que é bem a cara dele – embora não tenha sido bem recebido pela crítica – ao mostrar seu novo filme, batizado de Nouvelle Vague. E como o título deixa claro, é a história do punk rock cinematográfico que críticos da Cahier du Cinema transformados em cineastas deram na sétima arte ao livrá-la de diversas amarras impostas pela versão norte-americana que a ainda infante disciplina foi submetida por Hollywood ao transformá-la em indústria. Linklater é um dos diretores americanos contemporâneos que melhor subverte estas regras ao encabeçar projetos tão distintos quanto a deslumbrante trilogia Antes, o lindo Apollo 10 e ½, o paranoico Homem Duplo o ousado Boyhood, o onírico Waking Life e os divertidos Escola do Rock, SubUrbia e Jovens Loucos e Rebeldes e resolveu contar a história da cena impulsionada por nomes como François Truffaut, Jean-Luc Godard, Éric Rohmer, Claude Chabrol, Alain Resnais, Agnès Varda e Jacques Demy transformando-a não apenas em um documentário fantasiado de ficção como também em uma espécie de bula sobre os valores estéticos e políticos do movimento (ao ser filmado como foi Acossado, o marco-zero daquela cena). Independentemente de ser um bom filme ou não, não tenho dúvidas que fará muita gente descobrir a nouvelle vague e buscar rever os clássicos, além de, a médio prazo, fazer filmes (ou clipes ou vídeos pro YouTube ou pra próxima plataforma de vídeo) inspirados nessa iniciativa.
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É uma cena de tirar o fôlego que o próprio System of a Down anunciou em suas redes sociais que “não é uma zona de guerra, nem um tumulto”. Depois de Madonna, The Weeknd e Lady Gaga, foi a vez do System of a Down engrossar o coro de artistas que vêm para o Brasil fazer shows gigantescos que contam com a excitação do nosso público pra tirar onda e virar notícia lá fora ao encerrar a turnê de nove shows (cinco no Brasil) em que fizeram pela América do Sul. A moda pegou e pode ficar tranquilo que nos próximos meses veremos cada vez mais demonstrações dessa grandeza – o que inevitavelmente trará estrangeiros pra ver esses shows gigantescos por aqui.
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“Party 4 U”, música que Charli XCX fez em 2016, quase foi lançada em 2017 no disco Pop 2 (quando o produtor A.G. Cook acabou por tirá-la da seleção final) e finalmente veio a público no disco que ela lançou durante a pandemia, How I’m Feeling Now, viralizou no começo do ano e deu a dica para que a sensação inglesa relançasse a música para comemorar os cinco anos deste que ela considera seu disco mais desafiador, por ter sido organizado e lançado durante o período mais crítico da pandemia, com gravações feitas à distância e sem expectativas sobre shows no horizonte. Ela agora celebra o aniversário de seu disco pandêmico lançando um clipe para a música, idealizado, gravado e editado em quatro dias, mas algo me diz que ela não está fazendo apenas isso. Afinal, mudou mais uma vez a capa do disco (que, como fez com todos os seus álbuns durante a era Brat, o grande acontecimento fonográfico de 2024), restaurando a imagem original que a mostrava adeitada na cama, apontando sua handycam para o alto. Não duvide se nos próximos dias ela aparecer com uma versão do disco de 2020 cheia de extras, repetindo a fórmula que Taylor Swift inventou para permanecer nas paradas das plataformas de streaming por mais tempo, e que ela mesma atomizou de forma intensa com seu disco do ano passado. E isso se ela não começar este processo em relação a todo seu catálogo, uma boa deixa para preencher o período sem novidades pós-Brat. A ver.
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Os Feelies, clássica banda da cena pós-punk nova-iorquina (embora seja de Nova Jérsei), só queriam oficializar sua versão para “Dancing Barefoot”, da Patti Smith, para as plataformas de streamings, mas uma conversa puxa a outra e o que seria apenas um single tornou-se uma compilaçao, chamada Rewind, que reúne diferentes versões que o grupo fez para as músicas que amam de alguns de seus artistas favoritos. Algumas versões são clássicos inclusive na história da banda, outras, como a versão para o hit de Patti Smith, nunca foram lançadas. O disco será lançado dia 20 de junho (e já está em pré-venda) e ainda conta com versões de músicas dos Beatles (“She Said She Said” e “Everybody’s Got Something to Hide Except Me and My Monkey”), dos Stones (“Paint It Black”), de Dylan (“Seven Days”), dos Doors (“Take It As It Comes”), Modern Lovers (“I Wanna Sleep in Your Arms”) e Neil Young (“Sedan Delivery” e “Barstool Blues”, esta última também recém-lançada. Ouça as duas primeiras músicas que eles soltaram abaixo: Continue

How I’m Feeling Now, o disco que a Charli XCX gravou em casa sozinha durante a pandemia, completa cinco anos nesta quinta-feira e parece que a comemoração é das boas. Além de ter escrito uma carta à mão sobre o impacto do disco para ela e como ela agradecia aos fãs que a apoiaram sempre, ela também promete uma celebração que, até onde ela falou, conta com o relançamento do disco em vinil e um clipe para “Party 4 U”, que voltou a tocar desde o final do ano passado, principalmente nas redes sociais, mas parece que não vai ser só isso…
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Se o primeiro Kung Fury, lançado há dez anos, já era o cúmulo dos anos 80, que dizer de sua continuação, que foi finalizada há dois anos mas ainda não foi lançada por questões legais? Olha esses 10 minutos absurdos que vazaram essa semana provavelmente pra reaquecer o interesse no filme, que ainda conta com Michael Fassbender, Schwarzenegger e David Hasselhoff no elenco…?
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