
26 de fevereiro: eis a data de lançamento de The Moment no Brasil. O pseudodocumentário sobre o fenômeno Brat conduzido por Charli XCX entre 2024 e 2025 e dirigido por Aidan Zamiri, acaba de estrear no festival de Sundance e, às vésperas do lançamento da trilha sonora produzida por seu compadre A.G. Cook, anuncia a data de lançamento do filme em diversas praças no clipe da música “Residue”, estrelado pela própria Charli e por outra atriz do filme, Kylie Jenner. Boa notícia!
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Nossa querida Chanzinha acaba de revisitar um dos discos mais importantes de sua carreira como Cat Power ao lançar o EP Redux, espécie de posfácio ao seu fabuloso The Greatest, de 2006, quando estabeleceu-se como a Lana Del Rey de seu tempo ao gravar um disco intenso e confessional, além de ser seu primeiro álbum sem versões para músicas alheias. Mas isso não quer dizer que ela não estivesse influenciada por alguns de seus mestres — e esse novo adendo ao disco de 20 anos atrás traz duas joias dessas: sua versão para “Try Me”, de James Brown, e uma releitura arrebatadora de “Nothing Compares 2 U”, escrita pelo Prince e eternizada por Sinéad O’Connor. Se a do James Brown levanta defunto, essa do Prince é puro encantamento. Prepare seu lenço…
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“Don’t sleep, don’t eat, just do it on repeat”, respondeu Charli XCX, citando ela mesma (na “365” que encerra seu disco Brat) quando alguém da plateia perguntou como é que ela conseguia tempo para fazer tudo que conseguia. Ela estrelou a entrevista coletiva neste sábado no festival de Sundance quando apresentou seu documentário de mentira The Moment ao lado do elenco do filme e do diretor Aidan Zamiri e falou sobre o que ela mais queria agora, diferente da personagem do filme, é que o Brat – disco-motor do fenômeno retratado no pseudodocumentário – parasse.
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Vamos voltar a falar de Geese? A banda da vez começou 2026 na maciota e seu líder Cameron Winter apresentou-se solo nesta segunda-feira na casa nova-iorquina TV Eye sob o infame e genial pseudônimo de Chet Chomsky dentro de um evento organizado pela Olive Grove Initiative para arrecadar fundos para ajudar famílias carentes em Gaza. Nessa mesma noite, a guitarrista do grupo Emily Green também mostrou seu trabalho solo, tocando sozinha canções ainda sem título um pouco antes do show do vocalista de sua banda. 2026 promete…
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Eis “Opening Night”, música nova dos Arctic Monkeys que abre os trabalhos da coletânea Help(2), mais uma iniciativa da ONG War Child para ajudar as crianças que vivem em zonas de conflito. Como a compilação que deu origem a esse novo disco (a primeira Help foi lançada em 1995 e reunia nomes como Oasis, Blur, Radiohead, Orbital, Portishead, Massive Attack, Suede, Sinéad O’Connor, Manic Street Preachers, entre outros), a nova versão, que será lançada dia 6 de março, também junta um elenco invejável: Damon Albarn junto com Johnny Marr, Beth Gibbons, Depeche Mode, Pulp, Beck (gravando “Lilac Wine” do Jeff Buckley com Arooj Aftab) e artistas mais novos como Cameron Winter, Black Country New Road, Last Dinner Party, Arlo Parks, Beabadoobee, Big Thief, Fontaines D.C., Wet Leg e Olivia Rodrigo (cantando “The Book of Love’” dos Magnetic Fields ao lado do Graham Coxon!), entre outros – veja a relação completa e a capa da coletânea abaixo. E essa música nova dos Monkeys apesar de seguir a vibe pop adulto dos discos mais recentes da banda tem um quezinho do disco AM que tanto sentimos falta (aqueles “uh-uh” de “One for the Road” parecem surgir a qualquer minuto) e parece anunciar uma nova fase do grupo. Será?
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Quando Charli XCX despediu-se do verão Brat no final do festival de Coachella do ano passado, ela não estava apenas colocando o ponto final em seu bem sucedido experimento pop de 2024, como também estava esticando-o como reticências para um novo momento para o disco. O momento em si (er…) era o próprio filme The Moment, que estreia no próximo dia 30 nas telas do hemisfério norte, pseudodocumentário feito no meio da turnê do infame disco verde-limão que lida com a dor e a delícia de se cumprir uma agenda intensa quando se chega um ponto alto do showbusiness (que inclui, mais infâmia de piada interna, documentários sobre turnês gigantescas). O documentário começou a ser revelado ali, quando, no telão, ela duvidava sobre o fim do verão Brat e, no som, ouvíamos um remix de “I Love It”, hit da dupla sueca Icona Pop que colocou Charli no mapa mundial da dance music em 2012, que dá ênfase em dois versos da canção: “Eu amo” e “eu não me importo”. Foi revelado no ano passado que o remix era, na verdade, uma faixa inédita do produtor e broder de Charli, A.G. Cook, que assina a trilha sonora do documentário e batizou aquele último suspiro de Brat de “Dread” (nojo), sintetizando o lado pesado da fama multimilionária que quase nunca é mencionado por seus protagonistas. Na semana passada, Cook lançou mais uma música da mesma trilha, um IDM pesadíssimo chamado “Offscreen”, o que indica que Brat seguirá vivo por mais alguns meses mesmo que Charli esteja mais ocupada com sua carreira nos cinemas – e siga dando aulas de como lidar com o mondo pop na terceira década do século 21.
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O disco novo de Courtney Barnett estava quicando e finalmente é anunciado! Creature of Habit abre com a música que ela lançou no ano passado (“Stay In Your Lane“) e foi revelado com o lançamento de mais um single, “Site Unseen”, em que nossa querida Courtneyzinha convida a heroína alt.country Waxahatchee para um dueto. É seu primeiro disco desde o instrumental End Of The Day, de 2023, e o primeiro com canções desde Things Take Time, Take Time, de 2021. Creature of Habit será lançado no dia 27 de março e já está em pré-venda. Confira a capa, o nome das músicas e o clipe da música nova abaixo: Continue

Depois de parelharem Radiohead com Nosferatu e A Woman of the World com Pearl Jam (!?), o coletivo norte-americano Silents Synced, que coloca bandas indies para funcionar como trilha sonora para filmes mudos, atravessa o Atlântico para mostrar o excelente Sherlock Jr. de Buster Keaton ao som de músicas dos discos Monster e New Adventures in Hi-Fi do R.E.M. em sessões na Inglaterra e na Irlanda. Tomara que essas excursões para o exterior desses mashups em salas de cinema consiga chegar por aqui, imagina…
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Começou de brincadeira, mas agora é sério: as Sleater-Kinney oficializaram seu tributo aos Ramones ao lado do comediante Fred Armisen depois de alguns shows no ano passado tocando com o nome de “Moans”. O grupo adotou um novo nome – Return Of Jackie And Judy, tirado da faixa de mesmo título do disco do quarteto nova-iorquino produzido por Phil Spector em 1980, End of the Century -, já criou uma conta no Instagram e marcou shows esse ano em alguns festivais (quando tocam em maio no Bottlerock na Califórnia e no Mooswood Meltdown em Oakland, ambos nos EUA). O tributo era meio inevitável pela relação que as Sleater-Kinney têm com o mitológico grupo punk – seu primeiro hit underground, em 1996, chamava-se “I Wanna Be Your Joey Ramone” e o grupo sempre toca músicas dos nova-iorquinos em seus shows e a conexão com Armisen, que fazia dupla com a guitarrista e vocalista Carrie Brownstein na clássica série Portlândia e vive tocando com bandas indie de seus amigos (como fez recentemente no Hanukkah do Yo La Tengo), também parece meio óbvia pela proximidade dos envolvidos. Tomara que descubram o tamanho dos Ramones na América do Sul e se arrisquem fazer shows por aqui, imagina….
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“A próxima música é provavelmente uma das principais canções. E não quero demorar muito esta noite, mas escrevi esta canção como uma ode à possibilidade americana… Tanto ao belo mas imperfeito país que somos, quanto ao país que poderíamos ser. Agora, exatamente agora, estamos vivendo tempos incrivelmente críticos. Os Estados Unidos, ideais e valores que o representam nos últimos 250 anos, estão sendo testados como nunca antes nos tempos modernos. Esses valores e ideais nunca estiveram tão ameaçados quanto agora. Então, enquanto nos reunimos esta noite nesta bela demonstração de amor, cuidado, consideração e comunidade, se você acredita na democracia, na liberdade; se acredita que a verdade ainda importa e que ainda vale a pena falar em seu nome e lutar por ela; se você acredita no poder da lei e que ninguém está acima dela; se você se opõe às tropas federais fortemente armadas e mascaradas que invadem cidades americanas usando táticas da Gestapo contra nossos colegas cidadãos; se você acredita que não merece ser assassinado por exercer seu direito americano de protestar; então mande uma mensagem para esse presidente. E como disse o prefeito daquela cidade, o ICE deveria vazar de Mineápolis. Então, esta é pra você e pela memória de Renee Good, mãe de três filhos e cidadã americana”. Assim Bruce Springsteen apresentou sua “The Promised Land” em sua aparição surpresa no Light Of Day Winter Festival, evento que acontece há anos em sua cidade-natal Nova Jérsei, nos EUA, bradando contra o regime de milícia que tem baixado no dia-a-dia daquele país. Esse tipo de protesto ainda segue tímido devido à decadência tétrica que Trump vem conduzindo seu país, mas deve tornar-se cada vez mais frequente se o clima continuar pesando cada vez mais…
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