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Um dos principais nomes da cena dance australiana da década passada, o grupo Cut Copy não dava notícias desde que lançou seu disco mais recente, Freeze, Melt durante a pandemia. Até que, com a entrada do novo ano, o grupo voltou a se movimentar, lançando alguns singles que se revelaram sinais de mais um novo capítulo de sua carreira. O disco Moments deve sair em setembro deste ano e foi anunciado com com o lançamento de mais uma canção, “When This Is Over”, que vem com um coral infantil que dá outra cara para a dance tranquila do grupo de Melbourne. Junto do anúncio do novo disco, eles também revelaram a capa e a ordem das faixas, incluindo “Solid”, que abre o disco, e tirando a viajandona “A Decade Long Sunset”, faixas que lançaram neste primeiro semestre do ano. O disco já está em pré-venda.

Veja a capa, o nome das músicas e o novo single abaixo: Continue

Nesta terça-feira, Taylor Swift voltou aos palcos depois que encerrou sua turnê The Eras, com a qual atravessou os anos de 2023 e 2024 para chegar ao topo do mundo do pop. Em um evento organizado por seu namorado, ela subiu de surpresa no final do show de uma das bandas que participavam da festa em Nashville, nos EUA, e pinçou seu maior hit, “Shake It Off”, para delírio da plateia presente. Bem-vinda de volta, Taylor!

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E os Yeah Yeah Yeahs continuam mantendo aquele climão na turnê Hidden in Pieces, que começaram no início do mês e que seguem, agora em território europeu, e depois de desenterrar algumas faixas que não tocavam ao vivo há mais de uma década e trazer uma versão deslumbrante para “Hyperballad” da Björk, eles começaram a abrir os shows citando David Lynch, um autor que é a cara da banda, ao incluir uma versão inacreditável para “In Heaven (Lady in the Radiator Song)”, presente no primeiro filme do mestre, Eraserhead, de 1977, que aos poucos se transforma em “Blacktop”. Lindo demais:

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Agora foi a vez da guitarrista e diretora musical de seus shows Kim Tee chamou a velha comadre para participar do clipe da música que acabou de lançar em dupla com Koby, a grudenta “Lemonhead”, e lá foi ela esbanjar seu carisma pra aumentar o alcance da amiga.

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As irmãs Este, Danielle e Alana acabaram de lançar disco novo sexta passada e na rodada de divulgação de I Quit passaram pela BBC, quando fizeram uma versão para “Headphones On”, da sensação Addison Rae, e aproveitaram para emendar com “Got ’til It’s Gone”, hit de Janet Jackson, que, por sua vez, sampleia “Big Yellow Taxi”, da Joni Mitchell, que Danielle reforçou ao reverenciá-la dizendo que “Joni Mitchell nunca mente”, antes de cair num solo daqueles. Coisa fina.

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E em sua segunda apresentação do estádio de Wembley em Londres, Dua Lipa recebeu ninguém menos que Charli XCX para cantar a música local que a cantora está fazendo a cada país que passa. Depois de chamar o vocalista do Jamiroquai na sexta, no sábado ela recebeu a própria rainha brat para cantar a faixa de abertura de seu disco do ano passado, “360”, num dos grandes momentos ao vivo deste ano. Que maravilha.

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Sexta passada Kim Deal fazia seu show solo na Roundhouse londrina – quando apresentava uma versão ao vivo de seu ótimo Nobody Loves You More, lançado no passado -, o próprio foo fighter deu as caras para saudar os Pixies. Convidado por Kim para acompanhá-la em uma música, Dave Grohl acompanhou nossa eterna musa na música mais emblemática de sua antiga banda com sua voz e juntos fizeram uma ótima versão para “Gigantic”, com direito a um time de metais, que acompanha a senhora Deal neste show, fazendo partes de uma das guitarras. O show ainda teve outras versões para músicas de sua outra banda, as Breeders, e ela tocou as imortais “Safari”, “Drivin’ on 9”, “No Aloha” e a clássica versão que fazia para “Happiness is a Warm Gun”, dos Beatles, entre outras.

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Dua Lipa segue desbravando territórios musicais à medida em que sua turnê passa por outros países, sempre cantando músicas de autores nativos dos locais pelos quais ela apresenta-se. Ela perdeu a oportunidade de cantar Kraftwerk em seu último show na Alemanha (preferindo cantar “Stolen Dance”, da banda alemã Milky Chance) e passou primeiro pela Holanda, quando cantou “Bloed, Zweet en Tranen” de André Hazes no primeiro show e “Scared to Be Lonely” pela primeira vez ao lado de seu parceiro no single de 2017, o DJ Martin Garrix; depois pela Itália, quando cantou “A Far L’Amore Comincia Tu” da cantora Raffaella Carrà; e finalmente pela Bélgica, quando cantou primeiro “Sensualité”, da cantora Axelle Red, depois “Un Jour Je Marierai Un Ange”, convidando o autor da canção Pierre de Maere, e finalmente “Fever”, quando fez dupla com a cantora Angèle, com quem gravou originalmente a canção. E no primeiro show que fez no estádio de Wembley, em Londres, nessa sexta-feira, ela convidou o próprio JK, do grupo Jamiroquai, para dividir vocais com ela na imortal “Virtual Insanity”. Coisa fina.

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Assim Lorde recepciona os ouvintes de seu quarto álbum, Virgin, que sai na próxima sexta, mas já teve sua faixa de abertura revelada uma semana antes. “Hammer” segue a mesma linha de crescendos dos dois singles anteriores, mas puxa mais pelo primeiro, “What Was That” (eletrônica classuda que aos poucos vai criando clima de pista), do que pelo segundo, “Man of the Year” (mais dramática e épica), estabelecendo um padrão que possivelmente repete-se pelo disco, saindo de climas intimistas para mais expansivos, sempre tratando de temas ao mesmo tempo íntimos e maduros – “não sei se é amor ou ovulação”, canta logo na abertura. O clipe tá aí embaixo: Continue

Don L conseguiu de novo e subiu o sarrafo de 2025 ao lançar, sem aviso, seu melhor disco e sério candidato ao título de grande disco do ano. Com o segundo volume de sua série Caro Vapor – tecnicamente seu quarto disco solo -, o MC (“favorito do seu favorito”, como reza seu adágio) se supera novamente e lança mais um disco contundente e… pop. Em Caro Vapor II: Qual a Forma de Pagamento?, ele retoma o disco original, de 2013, à luz do ano que marca o fim do primeiro quarto do século 21, mencionando todos os problemas que atravessam nossas rotinas, a brutalidade das ruas, a ilusão babilônica e a tormenta mental e emocional desvirtuada de cada um nessa idade das trevas pós-pandêmica, tudo filtrado por paixões pautadas pela confusão entre sucesso e fama, influenciadores, reality shows, Trump, bets, likes e algoritmos. Mas em vez de tornar o clima pesado, prefere lembrar que somos brasileiros e sublinha essa tensão com uma leveza que traz pérolas musicais únicas, que além de citar Itamar Assumpção, Milton Nascimento, o disco clássico do Pessoal do Ceará e a primeira música (“Morra Bem, Viva Rápido”) do primeiro volume dessa série, ainda consegue arregimentar um elenco que reúne o melhor do pop brasileiro que está fora do radar do mainstream, como Fernando Catatau, Anelis Assumpção, Thiago França, Luiza Lian, Terra Preta, Alt Niss, Giovani Cidreira, Alice Caymmi, Terra Preta, entre outros, todos conduzidos pela produção de Iuri Rio Branco (que equilibra samples, bases eletrônicas e instrumentos tocados ao vivo com maestria) e do grande Nave (que produz três faixas). Diferente de seu disco mais recente (Roteiro Pra Aïnouz, Vol. 2, lançado em 2021), Caro Vapor II tem um caráter menos aguerrido, mas não por isso menos revolucionário – o dedo segue no gatilho e a mira segue na cabeça da serpente, mas L desta vez prefere seduzir e fazer dançar do que apontar o dedo na cara. “Se eu não consegui me derrubar, cês não vão” – estamos vendo, Don.

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