Em mais um cinquentenário beatle devidamente registrado em uma edição de luxo, o disco Abbey Road recebe o tratamento especial que Sgt. Pepper’s e o Álbum Branco receberam nos anos anteriores, com o lançamento de uma versão remasterizada do álbum que conta com 23 faixas inéditas, entre versões alternativas e faixas que não entraram no disco original.
São três versões: uma quádrupla com três CDs e um bluray com o disco em alta definição, além de um livro de cem páginas cheio de fotos inéditas, uma tripla em vinil com o disco remasterizado e as versões alternativas (sem o livro), além de um CD duplo (e versões picture disc)
Uma boa amostra são estas três versões de “Something”, obra-prima de George Harrison, que vem nas versões demo, cordas e remasterizada. Sente só:
E além das todas as faixas disco em versões diferentes, a nova edição ainda traz versões para “The Ballad Of John And Yoko” (que saiu como compacto), “Old Brown Shoe” (lançada no disco Let it Be, do ano seguinte), “Goodbye” (que John e Paul deram para Mary Hopkin) e “Come And Get It” (que Paul compôs para a trilha de The Magic Christian e depois deu para o Badfinger), além de uma versão preliminar no medley do lado B do disco batizado de “The Long One” – com “Her Majesty” no meio e não no final. Segue a ordem das faixas da nova versão.
CD 1: 2019 Stereo Mix
“Come Together”
“Something”
“Maxwell’s Silver Hammer”
“Oh! Darling”
“Octopus’s Garden”
“I Want You (She’s So Heavy)”
“Here Comes The Sun”
“Because”
“You Never Give Me Your Money”
“Sun King”
“Mean Mr Mustard”
“Polythene Pam”
“She Came In Through The Bathroom Window”
“Golden Slumbers”
“Carry That Weight”
“The End”
“Her Majesty”
CD 2: Sessions
“I Want You (She’s So Heavy)” (Trident Recording Session & Reduction Mix)
“Goodbye” (Home Demo)
“Something” (Studio Demo)
“The Ballad Of John And Yoko” (Take 7)
“Old Brown Shoe” (Take 2)
“Oh! Darling” (Take 4)
“Octopus’s Garden” (Take 9)
“You Never Give Me Your Money” (Take 36)
“Her Majesty” (Takes 1–3)
“Golden Slumbers”/”Carry That Weight” (Takes 1–3 / Medley)
“Here Comes The Sun” (Take 9)
“Maxwell’s Silver Hammer” (Take 12)
CD 3: Sessions
“Come Together” (Take 5)
“The End” (Take 3)
“Come And Get It” (Studio Demo)
“Sun King” (Take 20)
“Mean Mr Mustard” (Take 20)
“Polythene Pam” (Take 27)
“She Came In Through The Bathroom Window” (Take 27)
“Because” (Take 1 – Instrumental)
“The Long One” (Trial Edit & Mix – 30 July 1969)
“You Never Give Me Your Money”, “Sun King”, “Mean Mr Mustard”, “Her Majesty”, “Polythene Pam”, “She Came In Through The Bathroom Window”, “Golden Slumbers”, “Carry That Weight”, “The End”
“Something” (Take 39 – Instrumental – Strings Only)
“Golden Slumbers”/”Carry That Weight” (Take 17 – Instrumental – Strings & Brass Only)
O disco já está em pré-venda e será lançado no dia em que completa 50 anos, dia 26 de setembro.
Em quatro vídeos feitos pela Piauí, o diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Arthur Nestrovski, sintetiza a importância do maior artista brasileiro, João Gilberto, que morreu há um mês.
Nossa musa Lana Del Rey prepara o terreno para seu sexto álbum, Norman Fucking Rockwell, que se tornará público no penúltimo dia deste mês, e lança uma versão para “Season of the Witch”, clássico de Donovan nos anos 60, para manter seu nome quente durante este mês de agosto. Produzida pelo mesmo Jack Antonoff que a produziu em seu próximo disco, a faixa não estará no novo álbum e sim na trilha sonora do novo filme de Guillermo del Toro, baseado na trilogia de livros Scary Stories to Tell in the Dark, que estreia agora em agosto nos EUA.
O single reforça a aura de feitiçaria que ela vem assumindo desde seu disco mais recente, Lust for Life. Já Norman Fucking Rockwell teve sua capa e nome das músicas revelados no fim do mês passado, além de um trailer (abaixo). Todas as músicas que Lana mostrou antes do novo lançamento (“Venice Bitch”, “Mariners Apartment Complex”, “Hope Is a Dangerous Thing for a Woman Like Me to Have – But I Have it” e a versão para “Doin’ Time” do grupo Sublime) entraram no álbum.
Dividindo a capa com ela surge Duke Nicholson, neto de Jack Nicholson. Tira onda essa Lana…
“Norman Fucking Rockwell”
“Mariners Apartment Complex”
“Venice Bitch”
“Fuck it I Love You”
“Doin’ Time”
“Love Song”
“Cinnamon Girl”
“How to Disappear”
“California”
“The Next Best American Record”
“The Greatest”
“Bartender”
“Happiness is a Butterfly”
“hope is a dangerous thing for a woman like me to have – but i have it”
O disco já está em pré-venda em vários formatos.
Mesmo separado em três cidades diferentes (uma delas, além mar), o quarteto carioca Do Amor conseguiu, à distância, encontrar um jeito para gravar um disco novo – e eles lançam seu A Zona Morta nesta sexta-feira, antecipando a primeira faixa, “Guanabara”, com clipe artesanal dirigido pelo guitarrista Gustavo Benjão, aqui no Trabalho Sujo.
“O nome do disco tem a ver com a zona morta do arremesso de três do basquete, mas também tem muito a ver com o mundo de hoje em dia em que vão se criando vazios, vácuos de conhecimento, de cultura, de amor e isso afeta a sociedade de uma maneira geral, mas também abre espaço para novas coisas e manifestações culturais e pessoais florescerem”, me explica Benjão.
“Mesmo com os quatro morando no Rio a gente já teve dificuldade de divulgar o disco anterior, por causa da vida doméstica, das carreiras solo de cada e isso atravancou a divulgação do disco”, continua o baterista Marcelo Callado, que comenta a saída de dois dos integrantes originais da cidade-natal da banda, quando o baixista Ricardo Dias Gomes foi para Lisboa e Gabriel Bubu mudou-se para São Paulo. “Com isso, a banda foi dando uma certa minguada, os trabalhos solo foram tomando proporções maiores e a banda foi ficando de lado. Mas sempre com carinho”, completa, ressaltando que a banda nunca cogitou terminar.
Pelo contrário, o grupo pensou em como continuar desta maneira. “A gente teve uma ideia de fazer um disco de colagens, que não precisava estar junto pra gravar, que um fizesse uma parte de uma música e outro fosse completando, à distância”, lembra Callado. “E esse processo gerou muitas músicas, algumas que foram pro meu disco solo, Caduco.” “A gente foi pré-produzindo com alguns meses antes, trocamos muitas músicas e muitas ideias de maneira virtual, dada à distância – Ricardo tá morando em Portugal, Bubu em São Paulo – é uma junção de ideias”, emenda Benjão.
“Aí no meio desse processo, o Ricardo tava aqui no Rio”, continua o baterista, “e o Bubu teve uma ideia boa de se encontrar os quatro e gravar tudo em dois dias. E foi o que a gente fez. A gente fez uma seleção dessas músicas, escolheu as que tivessem mais a ver com esse formato e gravou como se gravava antigamente, os primeiros discos dos Ramones e dos Beatles, aprendendo a música na hora e gravando.” Gustavo continua: “Escolhemos dez músicas, definimos a forma e ensaiamos rapidamente e gravamos da maneira mais simples, só os quatro gravando numa sala, na Áudio Rebel, ao vivo, sabendo que já ia ser o disco. A gente já pensou nos arranjos de baixo, guitarra e bateria pra não ter nenhuma sobreposição, nenhum instrumento foi gravado posteriormente, só os vocais. Um disco cru como faríamos no palco”.
E Benjão não está exagerando quando diz cru. A placidez de “Guanabara” não traduz as guitarras pesadas que dominam o disco, que está mais para os primeiros discos dos Beatles e dos Ramones como Callado descreve, embora com aquele jeito torto típico das composições dos quatro. Algumas faixas (como a expansiva “Planeta Fome”, o bailinho de “Não Peida no Amor” e a vibe soy darks de “No Cemitério”) até saem da atmosfera musical Ween do iê iê iê que paira sobre o disco, mas as guitarras estão sempre lá, mais incisivas devido à gravação ao vivo.
“É um disco sem adereços, que tem a pilha do encontro, só os quatro, fazendo o que a gente faz juntos, sem outros elementos além daquilo que a gente tá fazendo ali”, explica Benjão. “Fizemos vários takes ao vivo de cada música, escolhemos o melhor, e depois gravamos as vozes. Foi um jeito de dar mais relevância pra esse encontro, já que a gente não tá tão junto fisicamente. Inicialmente a gente pensou em gravar o disco mono em cassete, mas devido à sonoridade a gente abandonou essa ideia.” Essa vibe crua traduz o hiato do grupo, como resume Callado: “A banda nunca acabou, mas realmente ficou numa zona morta”, embora refute que o nome do disco não esteja ligado a isso.
Abaixo, a capa e o nome das músicas de Zona Morta:
“Roquinho Triste da MPB”
“Zona Morta”
“O Tempo”
“Azar”
“Guanabara”
“Não Peida no Amor”
“Planeta Fome”
“No Cemitério”
“Falta”
“Flórida”
Com a saída da baterista Janet Weiss, o grupo norte-americano Sleater-Kinney agora é uma dupla formada pelas guitarristas e vocalistas Carrie Brownstein e Corin Tucker e lança o disco produzido por St. Vincent, The Center Won’t Hold, este mês. Abaixo, a capa e a ordem das músicas, além de mais um single liberado antes do lançamento, “Can I Go On” – é o terceiro, depois de “Hurry On Home” e “The Future Is Here“.
“The Center Won’t Hold”
“Hurry On Home”
“Reach Out”
“Can I Go On”
“Restless”
“Ruins”
“Love”
“Bad Dance”
“The Future Is Here”
“The Dog/The Body”
“Broken”
O disco pode ser comprado antecipadamente aqui.
O trio de irmãs Haim recria “Walking on the Wild Side” de Lou Reed na paisagem californiana ao lançar um novo single- e acerta em cheio. “Summer Girl” – com clipe (e que clipe!) dirigido novamente por Paul Thomas Anderson – é a primeira música nova que lançam desde o disco Something to Tell You, de 2017, e acena um caminho ensolarado para elas.
Quando o diretor Stanley Nelson começou a escrever o documentário que queria fazer sobre Miles Davis, ele tinha como meta tirar a personalidade junkie e problemática que paira sobre o Picasso da música até hoje para mostrá-lo como um artista completo. E o resultado ele traz neste Miles Davis: Birth of the Cool, que chega aos cinemas norte-americanos neste semestre.
Nossa querida musa desta década anuncia disco novo para o início de outubro (já em pré-venda) e começa a nova fase mostrando a irretocável faixa-título: “All Mirrors” é densa, épica, dramática, mágica.
Que canção. Que artista. Que bom tê-la de volta.
O cantor cearense Jonnata Doll finalmente começa a mostrar o novo disco de sua banda, Os Garotos Solventes, ao lançar o primeiro single, “Trabalho Trabalho Trabalho” em primeira mão no Trabalho Sujo. Batizado de Alienígena, o disco tem produção de Fernando Catatau, que também participa do primeiro single, bem como a cantora Ava Rocha e o trumpetista Guizado.
“O disco nasceu da minha experiência em São Paulo”, conta o cantor e compositor. “Cheguei aqui em 2013 e morei em vários lugares, em situações e pessoas diferentes, tendo uma amostra do que é a vida em São Paulo da perspectiva de alguém pobre, sem grana nenhuma, sem pai, dependendo de favores, amigos e bicos – atualmente eu passeio com cachorros e com um porco, o George. Pretendo até fazer um clipe com o George, se o dono dele deixar”, ri, antes de voltar para o assunto do disco.
“Observei essa onda de extrema direita efervescente aqui em São Paulo, aqueles seres bizarríssimos na Paulista e isso fez de Alienígena o disco mais político da gente”, continua. “Ao contrário dos outros, pude utilizar minha autobiografia como relato, usando o meu eu em relação ao outro, à cidade. Nunca o foco sou eu mesmo, tentei estabelecer esse método beatnik, que o Kerouac e o Burroughs faziam muito bem.” Este método é ilustrado na intervenção que a banda fez no centro de São Paulo para realizar o clipe.
A relação com São Paulo também está expressa ao chamar o guitarrista do Cidadão Instigado para produzir o álbum. “Foi o cara que me trouxe pra São Paulo e é um grande parceiro. Ele influenciou também na sonoridade quanto na composição, falava pra fugir de fórmulas, de repetições, me mostrando como cantar de forma livre, sem pensar numa regra, o que deixou as músicas bem psicodélicas.” A própria sensação expressa no título do disco traça um parentesco direto com o conceito do Cidadão Instigado de Catatau – alguém que se muda do Ceará para tentar a sorte em São Paulo, mas ao chegar em São Paulo sente saudades do Ceará. É como se Fernando estivesse passando este bastão para Jonnata.
“Escolhi ‘Trabalho Trabalho Trabalho’ para começar porque é uma música bem diferente da gente e mostra bem o que é o disco. É uma crônica sobre o trabalhador”, explica o compositor. “O alienígena quando chega de fora vê esse ritmo de São Paulo, a pressa, a indiferença e a liberdade de poder fazer o que quiser sem que as pessoas se importem muito, mas também a solidão.” O disco será lançado pelo selo Risco no próximo dia 21 de agosto.
Ao pegar pesado nas duas músicas (“Sangue Frio” e “A Casa Caiu“) que usou para anunciar seu quarto disco solo Desmanche, que chega nessa sexta às plataformas digitais, Karina Buhr nos induziu a imaginar que ela viria com um disco agressivo e pesado, subindo o tom em relação ao disco anterior, o forte Selvática (2015). As duas músicas (mais “Temperos Destruidores”) formam apenas um dos sabores do álbum, que também se desmancha em doçura.
“Eu não pensei num tema pra fazer um disco”, ela me conta em uma troca de áudios por WhatsApp. “Fiz as músicas, as letras e ao pensar no nome, achei que Desmanche representava muito, porque ele tem uma coisa tanto de guerrear, de ser agressivo, de ir pra cima e buscar as coisas, o desmanche do país, o desmanche de carro, o imperativo do verbo desmanchar, como também tem uma tranquilidade, um bailar na festa, um carnaval, tem as duas coisas. Eu não parti do nome Desmanche pra criar o disco, mas não tem um tema, são um monte de coisas misturadas. E feminista todo meu disco vai ser, porque eu sou.”
O disco foi criado a partir da tríade que montou com o guitarrista Régis Damasceno (guitarrista do Cidadão Instigado e coprodutor do disco, que vem se reinventando musicalmente de uma forma bem interessante nos últimos anos) e o percussionista Maurício Badê. “Eu faço as músicas partindo da percussão, que é o meu instrumento”, ela me explica. “Não tem muita ordem na hora de fazer melodia ou letra, mas o ritmo tá sempre por perto, mesmo que eu não esteja com o tambor ali, eu toco na mesa, no que tiver, sempre com uma coisa rítmica junto.”
Esse sim é o tema musical de Desmanche, um disco com tambores que pulsam pesados ou com delicadas texturas rítmicas que sustentam os devaneios – alguns deliciosos, outros ríspidos – de Karina. “Nos outros discos, desde que comecei minha carreira solo, mas nos discos isso não aparecia. Eu tirava a percussão quase que totalmente, usava esse material pra mostrar pra banda pra criar os arranjos, mas depois os tambores saíam. E nesse disco resolvi mostrar essa percussão, tirar a bateria, deixar só a percussão. Eu trouxe pra frente e prum lugar de importância uma coisa que sempre foi fundamental, mas que na hora de mostrar e botar na rua, não aparecia.” Além de Badê e Damasceno, o disco conta com participações de outros músicos, como Mestre Nico, Isaar, Sthe Araújo, Lenis Rino, Victor Vieira Branco, Bernardo Pacheco e Max B. O., este último – atual parceiro de vida de Karina – coautor da ótima “Filme de Terror”, um “quase bolero” como diz Karina, que conta com a participação do MC.
“No disco eu aproveitei mais isso, no show vai ter umas bases, mas sou eu e Maurício Badê fazendo percussão”, continua falando sobre o show, que estreia no Sesc Pinheiros no próximo dia 3 (mais informações aqui). “Antes de começar meu trabalho solo, eu sempre cantei tocando percussão, e depois eu descobri essa coisa de cantar sem tocar e descobrir coisas com a voz, que é bem diferente de cantar sem o tamborzão pendurado. Principalmente a alfaia, que eu gosto muito de tocar, que é um tambor de quase dez quilos. Muda muito. Toco mais no show, mas não toco todas as músicas, Maurício faz as percussões e Régis toca guitarra e baixo, enquanto Charles Tixier faz MPC e uma ou outra coisa de teclado.” Aproveitei a deixa do lançamento e pedi para que ela dissecasse-o faixa a faixa.
Desmanche, faixa a faixa
“Sangue Frio”
“Fala sobre extermínio de pessoas pelo exército brasileiro e polícias e como brasileiros que não morrem se colocam diante disso. Ela faz parte – junto com ‘A Casa Caiu’ e ‘Temperos Destruidores’ – do grupo de músicas do disco onde usei o peso dos tambores e levadas influenciadas por caboclinhos e toré, misturando com coco e viradas de maracatu de forma livre e sobreposta criando um tipo de punk rock de tambor.”
“Amora”
“A romântica defeituosa do disco.”
“Lama”
“Caminhada psicodélica de palavras e tambores por Recife, nos bairros de São José, Santo Antônio, Casa Amarela, Bomba do Hemetério. Festa, pesca, leveza, tensão, calor, memórias de carnaval, de dormir no asfalto esperando a hora de tocar na avenida Guararapes, os ônibus lotados das agremiações, escolas de samba, ursos.”
“Temperos Destruidores”
“Sobre os fins dos mundos, as justificativas falsas de guerra e os verdadeiros motivos, os assassinos legalizados que comandam as nações.”
“Nem Nada”
“Calma, mar, falta de pressa, desapego, descanso, esquecimento momentâneo dos gritos, uma zerada, por motivo de sobrevivência.”
“Chão de Estrelas”
“Baile, pista, globo, fumaças, bebidas, luzes.”
“Filme de Terror”
“De verdade só os filmes de terror. E o quase bolero e a rima viva de Max. B.O.”
“A Casa Caiu”
“Sobre latifúndio, ocupação, exploração desenfreada da terra e das pessoas, Brumadinho, revoluções e líderes delas em ação, MST, MTST, MSTC…
“Peixes Tranquilos”
“Jah love, coração transposto num rio que corre no leito original dele, águas mornas e tranquilas, Oxum, Yemanjá, lembranças de Os Sertões com o Teatro Oficina, um mapa no chão.
“Vida Boa é a do Atrasado”
“E quem dirá que não? Côco com Isaar e seu brilho cantando junto”













