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mgmt2019

Depois de ter mostrado a inédita “In the Afternoon” em um show em Las Vegas no mês passado, a dupla norte-americana MGMT lança sua versão em estúdio por conta própria.

Dura e estranha como seu disco mais recente, Little Dark Age, a nova faixa (que já está em pré-venda e será lançada em vinil em março do ano que vem, com a inédita “As You Move Through the World” como lado B) é o primeiro lançamento da MGMT Records, selo que o grupo oficializa com este single e marca sua despedida da gravadora Columbia, marcando o início de sua fase verdadeiramente independente. Mas não há previsão de novo disco, pelo menos não por enquanto.

kaytranada-bubba

O produtor haitiano-canadense pega todo mundo de surpresa ao anunciar o lançamento de seu segundo álbum para esta sexta-feira, dia 13, soltando um single com Kali Uchis pra não deixar nenhuma dúvida.

E como se o delicioso groove de “10%” não fosse suficiente, ele anuncia que Bubba (o título do disco, já em pré-venda, veja a capa acima e o nome das músicas abaixo) ainda contará com participações ilustres de outros nomes, como Pharrell Williams, Estelle, Mick Jenkins, Tinashe, entre outros.

“DO IT”
“2 the Music (feat. Iman Omari)”
“Go DJ (feat. SiR)”
“Gray Area (feat. Mick Jenkins)”
“Puff Lah”
“10% (feat. Kali Uchis)”
“Need It (feat. Masego)”
“Taste (feat. VanJess)”
“Oh No (feat. Estelle)”
“What You Need (feat. Charlotte Day Wilson)”
“Vex Oh (feat. GoldLink, Eight9Fly and ARI PenSmith)”
“Scared to Death”
“Freefall (feat. Durand Bernard)”
“Culture (faet. Teedra Moses)”
“The Worst in Me (feat. Tinashe)”
“September 21”
“Midsection (feat. Pharrell Williams)”

Dan-Snaith

Depois de cinco anos sem lançar nada como Caribou, o produtor canadense Dan Snaith voltou a dar as caras com seu projeto que é autor de pelo menos dois clássicos desta década que está chegando ao fim (os discos Swim e Our Love). E se já tinha lançado “Home” em outubro (em cima de um loop perfeito feito sobre um pedaço da faixa de mesmo nome, da cantora Gloria Barnes, lançado em seu disco Uptown, de 1971), agora, vem com o single “You and I”, que funciona como anúncio para seu próximo disco, Suddenly, programado para sair em fevereiro do ano que vem – e já em pré-venda. O groove sinuoso e manhoso da nova faixa conversa com o clima sussa da faixa anterior e juntas parecem antever um disco beeem suave…

A capa e o nome das músicas seguem abaixo:

caribou-2020

“Sister
“You and I”
“Sunny’s Time”
“New Jade”
“Home”
“Lime”
“Never Come Back”
“Filtered Grand Piano”
“Like I Loved You”
“Magpie”
“Ravi”
“Cloud Song”

kevinbarnes

O grupo dance psicodélico norte-americano Of Montreal, liderado pelo excêntrico e inconstante Kevin Barnes, anunciou o lançamento do sucessor de White Is Relic/Irrealis Mood, que lançou no ano passado – e Ur Fun, que já está em pré-venda, teve dois singles apresentados ainda este ano, a irresistível “Peace To All Freaks”…

…e a new wave “Polyaneurism”, com seu adorável clipe canino.

O disco segue a nova fase inaugurada no álbum anterior em que Barnes passa a se relacionar – e a compor junto – com Christina Schneider, que assina como Locate S,1, reforçando as referências oitentistas que foram trazidas em White is Relic. A capa de Ur Fun e o nome das músicas seguem abaixo.

ofmontreal2020

“Peace to All Freaks”
“Polyaneurism”
“Get God’s Attention By Being An Atheist”
“Gypsy That Remains” (com Locate S,1)
“You’ve Had Me Everywhere”
“Carmillas Of Love”
“Don’t Let Me Die In America”
“St. Sebastian”
“Deliberate Self-Harm Ha Ha”
“20th Century Schizofriendic Revengoid-man”

Posthumous-Forgiveness

Em “Posthumous Forgiveness”, terceiro single do próximo álbum do Tame Impala, The Slow Rush, o líder da banda australiana Kevin Parker lamenta a perda do pai, grande incentivador de seu trabalho, que morreu antes de ver o primeiro disco da banda do filho ser lançado…

…e aos poucos leva a psicodelia do grupo para um lugar introspectivo e recolhido.

simsaopaulo2019

Em mais uma participação no programa Metrópolis da TV Cultura, comentei sobre a edição deste ano da Sim São Paulo, que começou nesta quarta-feira e vai até o domingo. Dei dicas de shows que vão acontecer durante a semana, de Luedji Luna a Ava Rocha, passando por Sessa, Jessica Caitano, Nômade Orquestra, Saskia, Glue Trip, Brvnks, Mombojó, Vitor Araújo, Samuca e a Selva, Chico Bernardes, Bia Ferreira, Ana Frango Elétrico, entre outros.

Do baú do Spoon

spoon2002

O grupo norte-americano Spoon anunciou em sua conta no Instagram que a faixa “Is This The Last Time?”, lançada originalmente como lado B do compacto “Something Something”, que o grupo lançou em 2002.

Num ano em que o grupo lançou apenas uma coletânea – Everything Hits at Once: The Best of Spoon – não dá pra acusá-lo de viver só do passado, uma vez que eles também lançaram a inédita “” junto com a coleta.

MERCURYREV

Não conhecia essa versão da balada psicodélica “Planet Caravan” do Black Sabbath que o Mercury Rev gravou numa Peel Session em 2001.

Dica do Mumu.

Pappon e Volta, em Maastricht. Holanda, 1994

Pappon e Volta, em Maastricht. Holanda, 1994

Ambos no hemifério norte, cada qual em um continente, Cadão Volpato e Thomas Pappon criam seu primeiro projeto conjunto pós-Fellini, batizado apenas com seus sobrenomes. Volpato & Pappon começou há cinco anos com Thomas, que já está em Londres há quase três décadas, brincando com samples e os dividindo com Cadão, que ainda morava em São Paulo, num processo parecido com o do disco mais recente do Fellini, Amanhã é Tarde, de 2002. De lá para cá, compuseram cinco canções e nesse meio tempo, Cadão mudou-se para Nova York, tornando a dupla central do clássico grupo indie paulistano ausente de seu país no momento mais bizarro de sua história. E é assim, exilados do Brasil, que lançam, nas plataformas digitais, seu primeiro EP, batizado ironicamente com o título de uma das faixas, “Eles Ressuscitarão”. Bati um papo com os dois por email sobre este novo projeto.

Como este Volpato & Pappon começou?
Cadão – Acho que foi em 2015. A ideia do Thomas era fazer algo diferente do Fellini, mais experimental.
Thomas – Há 4 anos, voltei a fazer música aqui em casa, em Londres, comecei a brincar com um sample do Quarteto em Cy. Achei que podia servir para algo tipo Fellini, e o Cadão topou fazer letra e voz. Ele estava em Sao Paulo. Mandei a música, ele fez a letra, gravou a voz num iPhone ouvindo a música no fone de ouvido, e me mandou a voz. Eu mixei, acrescentei umas coisas.
Cadão – Começamos com… “Dinheiro” – claro, tudo foi sempre uma mera questão de…. Ele me mandou a música, eu fiz a letra e gravei no celular. Mandei de volta e ele fez o trabalho todo. Simples assim.
Thomas – Fizemos quatro canções em quatro anos. Nesse ano, achei que estava na hora de lançar isso de algum jeito, e que, para um EP, precisávamos de mais uma música.
Cadão – Lembro que a sensação foi sempre mais ou menos a mesma ao receber as músicas ao longo dos anos – a última, “Tudo tem seu tempo”, chegou aqui em Nova York em maio de 2019, e foi a que mais demorou para sair – e é a de que gosto mais no momento -: espanto. O Thomas sempre me surpreende.
Thomas – Insisti com o Cadão, que nesse meio tempo se mudara para Nova York, para retomar uma musica que a gente havia abandonado. Assim, rolou ‘Tudo Tem Seu Tempo’. Et voilà.
Cadão – Acho que os arranjos que ele fez para as cinco músicas são notáveis, estão em outro patamar da evolução de um talento que sempre admirei muito. E ele também sabe ser engraçado e devotado à ideia, toques naturais do Fellini.

A composição remota inspirou a criação?
Thomas – Acho que sim. O ‘Amanhã é Tarde’ foi criado assim, funcionou bem. A diferença é que, naquela vez, o Cadão veio a Londres pra gravar as vozes aqui em casa. Dessa vez foi tudo remoto.
Cadão – Não a distância, mas a composição em si. Porque sempre foi assim: a música primeiro, depois a letra. A música dita o que ela quer – e às vezes ela é uma tirana. O importante é que o barato de compor em dupla continua intacto.

O fato de vocês serem brasileiros exilados deste Brasil do final dos anos 10 influenciou no projeto?
Thomas – Difícil ser categórico nessa resposta. Será que a distância influencia? No caso do Cadão, o ‘exílio’ foi recente. Eu estou há 28 anos fora do Brasil, mas tenho fortes laços emocionais e culturais com o país. E em música, tudo o que faço é pensado como MPB. É onde enquadro Fellini, The Gilbertos e Pappon & Volpato. Por outro lado, sim, os dois ouvem bandas e artistas de fora. O Cadão curte Patti Smith, Bob Dylan, adora os poetas beat – deve ter sido uma das razões para curtir a ideia de morar em Nova York. E tudo isso tá no EP.
Cadão – Bom, eu estou em Nova York há dez meses, o Thomas já perdeu a conta do tempo em que está na Europa. Mas para mim o tempo tem passado como um jato – “O tempo envelhece depressa”, segundo o Antonio Tabucchi. Minha impressão é de estar longe há anos. Então, acho que “exílio” pode ser um definidor, porque muita coisa ficou para trás, incluindo um país. Note que uma das músicas já fala de Nova York. Outra (“Dinheiro”), parece não ter um país. Outra (“Eles Ressuscitarão”), recorda velhos verões. Outra diz: “Eu sempre estive longe”. E assim por diante. Tudo é muito sincero, podes crer.

Há planos de fazer shows?
Cadão – Não me parece que eles ressuscitarão. No entanto, quem sabe o cara não vem a Nova York e a gente arruma alguma coisa aqui, na raça, como fizemos em 1990 – e como está na música “Nova York 90”? Amanhã nunca se sabe.
Thomas – Não pra tocar essas musicas, elas são meio ‘intocáveis’. Mas outro dia consideramos— e curtimos — a ideia de fazer um show numa livraria em Nova York, e outro num cafe aqui em Londres. Em duo: voz e violão. Tocando musicas do Fellini. O saco é ter de ir atrás para agitar essas coisas.

Outra da Grimes

grimes-

O disco novo da Grimes, Miss_Anthrop0cene, só sai no ano que vem, mas ela aproveita o fim de ano pra esquentar ainda mais as expectativas e lança mais um novo single, “My Name is Dark”:

É a melhor música do disco novo que ela mostrou até agora (além de “We Appreciate Power“, “Violence” e “So Heavy I Fell Through the Earth“). O mais curioso é que as músicas que ela mostrou até aqui não diferem tanto do seu trabalho anterior, que ela diz odiar atualmente. Vai entender…