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Sensação psicodélica da década passada, a francesa Melody Prochet revive seu Melody’s Echo Chamber com um sabor mais adocicado que as canções que compunha até há pouco tempo. Em parceria com o norte-americano Leon Michaels – que assina como El Michels Affair -, ela ressurge com a hipnótica “Daisy”, que ao mesmo tempo que ecoa de leve as vibes lisérgicas de seus trabalhos anteriores, prefere focar na tradição da chanson française e nos presenteia com uma pérola doce e solar.

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Dua Lipa segue sua turnê pelos Estados Unidos e, como tem feito em todos os shows, sempre homenageia um artista local quando chega a uma nova cidade. E no primeiro show que fez em Boston, nesta terça, resolveu celebrar uma das maiores (e mais malas) bandas de rock daquele país ao escolher cantar a balada “I Don’t Want to Miss a Thing”, do Aerosmith. Como ela tem mais um show para fazer na cidade, resta saber que outro artista local ela pode celebrar – escolher pérolas dos Pixies, do New Edition, dos Lemonheads, do New Kids on the Block ou dos Cars? Minhas apostas: “I Feel Love” da Donna Summer, alguma do James Taylor ou “More than a Feeling” da banda que leva o nome da cidade.

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Las chicas da banda Hinds, espanholas que fizeram um dos discos mais divertidos do ano passado, imortalizaram a versão que fizeram para o hit “Girl (So Confusing)” da Charli XCX que vêm cantando em versão rock desde o início do ano em seus shows, juntando-se às já clássicas versões que fazem para “Spanish Bombs” do Clash e “Davey Crockett” dos Headcoats. Siente el drama: Continue

Mês passado Sessa deu um gostinho de seu próximo disco em sua apresentação no Centro da Terra, quando aproveitou para mostrar algumas inéditas, tocar com os músicos que participaram da gravação (Biel, Cabral e Ina), além de apresentar um novo instrumento na formação (o piano) e revelar o nome de seu próximo disco em primeira mão. Pois hoje ele não só mostra a bela capa do novo trabalho, Pequena Vertigem de Amor, que será lançado no dia 7 de novembro e já está em pré-venda, como mostra seu primeiro single, a singela “Vale a Pena”, cujo verso do refrão – “viver vale a pena, minha galera” – sintetiza a onda do disco, gravado logo após ele ter se tornado pai e aberto seu próprio estúdio ao lado do baterista Biel Basile. Ele ainda traz um clipe para comemorar o novo lançamento, que você assiste abaixo: Continue

Não esqueci da Dua Lipa não! Ela começou a perna norte-americana de sua turnê no início de setembro, quando passou primeiro pelo Canadá e depois seguiu para os EUA. E as escolhas que fez ao chegar nestes países – até agora – foram boas surpresas em homenagem ao repertório local. Primeiro com ela ressuscitando “I’m Like a Bird” da Nelly Furtado no primeiro show em Toronto e depois trazendo o rapper Mustafa the Poet para dividir “Name of God” com a presença do próprio. E ao entrar nos Estados Unidos nessa sexta-feira, Dua Lipa trouxe uma diva e tanto para acomapanhá-la em seu primeiro show em Chicago, quando convidou a mestra Chaka Khan para cantar juntas a irresistível “Ain’t Nobody”. No sábado, ela celebrou um dos maiores hits daquela cidade quando visitou a inconfundível “September”, do Earth Wind and Fire. Que maravilha.

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Gilberto Gil retomou sua turnê de despedida neste fim de semana, quando tocou em Porto Alegre e, como de praxe, convidou um artista local para dividir uma canção – e desta vez a escolhida foi Adriana Calcanhotto, com quem dividiu os vocais de “Punk da Periferia”. “Cálice” com Chico Buarque, “Estrela” com Djavan (ou será que ele vai preferir o dueto que fez coma Sandy em São Paulo?), “A Paz” com Marisa Monte, “Superhomem – A Canção” com Caetano Veloso, “Extra II (O Rock do Segurança)” com Arnaldo Antunes, “Andar com Fé” com Lulu Santos, “Funk-se Quem Puder”/”Aquele Abraço” com Anitta, “Vamos Fugir”, com Samuel Rosa, “A Gente Precisa Ver o Luar” com Nando Reis, “Realce” com Liniker, “Extra”, com Alexandre Carlo do Natiruts, “A Dança” com MC Hariel, “Não chore mais (No Woman, No Cry)” com Marjorie Estiano, “Refazenda” com a neta Flor Gil, “Drão, com a filha Preta Gil. Ele ainda passa por São Paulo (duas vezes), Rio (outras duas), Santiago no Chile, Fortaleza (duas vezes), Recife (três vezes), Salvador e Belém e ainda não gravou versões com participações em músicas como “Palco”, “Banda Um”, “Tempo Rei”, “Aqui e Agora”, ‘Eu Só Quero um Xodó”, “Eu Vim da Bahia”, “Procissão”, “Domingo no Parque”, “Back in Bahia”, “Refavela”, “Extra”, “A Novidade”, “Se Eu Quiser Falar com Deus”, “Esotérico”, “Expresso 2222”, “Emoriô”, “Toda Menina Baiana” e “Esperando na Janela”. Façam suas apostas! As minhas: “Toda Menina” com Daniela Mercury em Salvador, “Xodó” (ou “Janela”) com João Gomes no Recife e “Emoriô” com a Fafá em Belém.

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E por falar no Tiny Desk, vocês viram que a Pink Pantheress (dona de um dos melhores discos de 2025) fez uma senhora apresentação no programa? Ela reuniu uma senhora banda para traduzir suas bases eletrônicas em instrumentos analógicos em versões maravilhosas para seus hits curtos e irresistíveis – e temperou suas músicas com suas já conhecidas e deliciosas gracinhas, como quando ela puxa uma gaita pra acompanhar o final da primeira música, “Attracted to You”, ou quando pede um aplauso para a banda entre as ótimas “Illegal” e “Girl Like Me”.

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No mês passado, o My Chemical Romance (única banda desse espectro do rock chamado emo que me faz erguer as sobrancelhas) surpreendeu seu público ao fazer uma versão para “Bullet with Butterfly Wings” no show que fez em São Francisco, nos EUA. Sexta passada, o grupo levou a versão para um outro patamar ao passar por Chicago, cidade-natal da banda homenageada, e convidar ninguém menos que o próprio Blly Corgan para dividir o palco na clássica canção do disco Mellon Collie & The Infinite Sadness (um disco que conversa e muito com essa mesma safra de bandas emo). Já já os dois grupos tão dividindo turnê, vai vendo…

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Na flor dos seus 72 anos, Cyndi Lauper está fazendo uma memorável turnê de despedida pelos EUA, mas neste sábado ela elevou o status de suas apresentações a um outro patamar, ao reunir convidados ilustres no show que fez no Hollywood Bowl, em Los Angeles. Além de ter cantado alguns de seus hits sem participações (“She Bop”, a música-tema do filme Goonies “I Drove All Night” e “Change of Heart”, entre outras), ela chamou pesos pesados para participar de seus maiores sucessos, com John Legend dividindo os vocais da rasga-coração “Time After Time”, SZA como dupla de “True Colours”, outra balada daquelas, e ninguém menos que a maior diva de todas, Cher, para tocar com ela seu maior hit, o hino “Girls Just Want to Have Fun”. Mas mesmo com essa constelação de primeira grandeza, o maior momento da noite foi quando ela recebeu ninguém menos que Joni Mitchell, sua maior inspiração, que ela já interpretou inúmeras vezes, para dividir os vocais em “Carey”, um dos pontos centrais da obra-prima da senhora folk, o disco Blue, de 1971. Cyndi não estava pra brincadeira…

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Nem o Trent Reznor se aguentou! Quarta passada, enquanto seu grupo Nine Inch Nails tocava a penúltima música – justo “Head Like a Hole” – em sua apresentação na Filadélfia, nos EUA, um fã apareceu no meio da plateia fazendo um mosh FANTASIADO DE PAPAI NOEL. A cena foi tão bizarra que nem o líder da banda, conhecido por sua seriedade no palco, não conseguiu disfarçar o riso. Ride Trent Reznor, risonhai!

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