
Robbie Williams adiou o lançamento de seu próximo disco, batizado de Britpop, para o ano que vem, pois não queria correr o risco de ser destronado por Taylor Swift. “É bem egoísta, eu quero meu décimo sexto disco no topo da parada”, disse ao jornal Guardian, explicando a nova data de um disco cujos singles que já foram mostrados contam com participações especiais de Tony Iommi, do Black Sabbath, e da dupla mexicana Jesse & Joy. E para não perder o espaço nos holofotes, pinçou o primeiro hit da banda “Wet Leg” para tocar em uma apresentação que fez no programa Radio 1 Anthems Live Lounge da BBC londrina. Além de misturar o hit “Chaise Longue” com sua própria “Candy” e com o grito de guerra dos Ramones, ele ainda mudou o início da música, falando de sua própria carreira, ao cantar que “eu entrei no Take That e ganhei diploma de pop star”. Ficou massa.
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Se Dua Lipa já tinha subido bem o sarrafo ao puxar uma música do Mamas & The Papas e outra do Fleetwood Mac como suas primeiras celebrações californianas, durante sua turnê pelos EUA, nas duas outras noites que tocou em Los Angeles, ela trouxe talvez duas de suas melhores participações locais dessa turnê. Na primeira noite, na terça-feira, ela trouxe para o palco ninguém menos que o senhor Lionel Richie, irretocável, para celebrar sua essencial “All Night Long”. No dia seguinte, ela foi ainda mais fundo e trouxe a própria Gwen Stefani para dividir os vocais do maior hit de seu grupo No Doubt, a baladaça “Don’t Speak”. É tão bom vê-la não apenas mapeando os hits da cidade em que passa, mas colocando-os em uma genealogia própria, que parece seguir a cronologia do rock clássico, mas que também apóia-se em grandes hits pop (e não importa se é um rap, uma música latina ou um rock farofa) e baladaças arrasa-quarteirão, mostrando de onde ela veio. A próxima parada ainda é na Califórnia, mas dessa vez em São Francisco.
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PinkPantheress vem comendo pelas beiradas e pode devagarinho puxar 2025 pra si mesma. Ela lançou um dos discos mais divertidos do ano – Fancy That, que ela mesma chama de mixtape, com suas 9 canções em parcos 20 minutos – e aos poucos vem dando passos consideráveis para mostrar que pode mais do que fazer a gente rir e dançar. Primeiro ao lançar seu próprio Tiny Desk com músicos de verdade, cantando sem autotune pela primeira e fazendo bonito e depois ao vocalizar seu apoio à causa palestina no grande evento produzido por Brian Eno. O próximo estágio é um disco de remixes, batizado de Fancy Some More?, que ela revelou essa semana e deverá ser lançado já nessa sexta. Mas o que poderia ser só uma releitura do disco do começo do ano tornou-se um evento épico com a participação de mais de duas dezenas de artistas, incluindo nomes como Kylie Minogue, Oklou, Kaytranada, Basement Jaxx, Joe Goddard do Hot Chip, Groove Armada, Bladee, os brasileiros Caio Prince, Adame, Mochakk, Anitta e vários outros. E você achava que o ano já estava chegando no fim…
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Ainda em sua extensa turnê pelos Estados Unidos, Dua Lipa continua sua longa visita ao cancioneiro estadunidense agora fazer versões para músicas do Texas e da Califórnia. Na terça passada ela tocou a primeira data em Dallas, quando puxou o maior hit de Kelly Clarkson, “Since U Been Gone”, para emendar, no dia seguinte, com “Beyond”, do cantor e compositor Leon Bridges (que, nascido em Atlanta, foi criado em Forth Worth, no Texas – a mesma cidade em Clarkson nasceu), que subiu ao palco para dividir os vocais com a cantora. Já nos dois dos quatro shows que agendou em Inglewood, na região de Los Angeles, ela não mediu esforços e foi em dois clássicos, primeiro, no sábado, uma versão arrasadora para “The Chain” do grupo Fleetwood Mac (que apesar de inglês tornou-se outra banda com a entrada dos californianos Lindsey Buckingham e Stevie Nicks) e depois, no domingo, visitando o hino hippie “California Dreaming”, do grupo The Mamas & The Papas. Ela ainda faz mais duas datas na mesma cidade – terça e quarta – e o repertório que pode ser visitado é muito extenso. Alguma aposta?
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Duas polaróides divulgadas nesta terça-feira mostram um retrato bem diferente do Brasil – não apenas para si mesmo como para o resto do planeta. A primeira delas revela que o pernambucano João Gomes é o primeiro artista a figurar no primeiro show do Tiny Desk Brasil, num golaço da produção do novo programa. Num show de vinte minutos, ele enfileira vários de seus novos clássicos (“Dengo”, “Meu Cafofo”, “Reencontro”, “Aquelas Coisas” e “Eu Tenho a Senha”, entre outras, assista abaixo) e aumenta ainda mais o sarrafo e a expectativa para os próximos programas – você chuta quem pode ser o próximo? A outra traz o baiano Wagner Moura, fazendo o tour de promoção de O Agente Secreto, dentro do armário da Criterion, escolhendo filmes clássicos como o canal de streaming e selo de DVDs faz ao convidar grandes nomes do cinema. O vídeo com a íntegra de sua participação ainda não foi divulgado, mas entre os títulos escolhidos estão o cubano Memórias do Subdesenvolvimento (1968), o franco-belga Rosetta (1999), o italiano Ladrões de Bicicletas (1948) e o brasileiro Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964). E pensar que dois anos e meio atrás estávamos saindo de um abismo tão profundo (ainda estamos, é verdade) que a possibilidade de um futuro parecido com este 2025 era ínfima. E tem muito mais pra vir por aí…
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A volta do Rush era inevitável, só não sabíamos quando, mas Geddy Lee e Alex Lifeson acabam de anunciar que a espera termina em 2026, quando dão início à turnê Fifty Something, em que visitarão clássicos de sua banda ao lado da baterista Anika Nilles, que vinha tocando com Jeff Beck. Os dois já haviam tocado músicas de seu grupo após a morte do baterista Neil Peart no início de 2020 em ocasiões específicos e no vídeo que publicaram nessa segunda em seu Instagram fica claro o quanto eles gostam de estarem juntos, tocar e anunciar essa tão aguardada turnê. Lee também aproveita a nova formação para não tocar teclados e a banda passará por Los Angeles (dias 7 e 9 de junho), Cidade do México (18), Fort Worth (24 e 26), Chicago (16 e 18 de julho), Nova York (28 e 30), Toronto *6 e 9 de agosto) e Cleveland (17 de setembro) – e não duvide se pintarem mais datas na programação. Será que alguém vai trazer pro Brasil?
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Magdalena Bay e Japanese Breakfast dividiram mais do que a escalação do sábado no festival Austin City Limits, nos EUA, que aconteceu neste fim de semana quando a dona da última banda, Michelle Zauner, convidou a dupla da primeira para subir ao palco no final de sua apresentação. E a música que escolheram para tocar bateu tanto no ponto de vista nostálgico quanto no tema da canção, quando voltaram à já clássica “Time to Pretend”, da dupla MGMT, numa versão muito astral.
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E o Saturday Night Live que fez uma paródia do Chaves e escalou o Bad Bunny pra interpretar o Quico? São tantas camadas de interpretação…
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Aproveitando essa discussão sobre a briga velada entre Taylor Swift e Charli XCX, ressuscitaram esses dias uma entrevista de 2016 dada para a Noisey, o canal de música da falecida Vice, em que o mestre Neil Tennant, dos Pet Shop Boys, chama a loira hoje bilionária de “Margareth Thatcher da música pop” por sua atenção dedicada à abordagem da música como negócio. O comentário vem a partir de uma pergunta sobre o estado atual da música pop naquele ano e depois de citar The Weeknd, Skrillex, Justin Bieber, Zayn Malik e Lady Gaga, faz o comentário sobre a senhorita Swift, mas não o fez de modo pejorativo, reforçando que “pelo menos alguém está fazendo isso”. E isso muito antes dos discos folk lançados durante a pandemia e da turnê The Eras. Vale ver a entrevista inteira, inclusive porque num dado momento ele fala sobre quadrinhos da Marvel (!).
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Taylor Swift lançou mais um disco essa semana, mas uma música em especial está chamando mais atenção – e por motivos que vão para além da música. “Actually Romantic” é uma resposta mal educada ao Brat de Charli XCX, disco que, a partir das inseguranças de sua autora, busca tocar em temas delicados na música pop como, por exemplo, a competição entre artistas – especialmente artistas mulheres. Enquanto “Sympathy is a Knife” – que reclama que “toda essa simpatia é uma faca” – parece ser destinada a Taylor Swift (especificamente por mencionar ter que encontrar alguém nos bastidores do show da banda do namorado da Charli – ela que hoje é casada com o baterista do The 1975, cujo vocalista namorou Taylor), mas fala sobre inseguranças com o mundo do entretenimento como um todo. Pois parece que Taylor achou que não só essa música, mas todo o Brat, era sobre ela, a ponto de ela batizar sua faixa de desforra em referência à faixa “Everything is Romantic” do disco de Charli. Só que o mesmo havia acontecido em relação a “Girl, So Confusing” do mesmo disco em relação à cantora neozelandesa Lorde, que em vez de responder à Charli em outra música, preferiu juntar forças à suposta antagonista numa versão remix da música do Brat, rendendo uma versão ainda melhor da música original, uma parceria – e uma amizade – improvável e uma resposta à pretensa inimizade que deve florescer entre quaisquer cantoras. Havia uma expectativa que Taylor participasse do Brat and It’s Completely Different but Also Still Brat (como tantos outros fizeram, da Robyn a Ariana Grande, passando por Addison Rae, Caroline Polachek, Lorde, Tinashe, Julian Casablancas, Bon Iver, Billie Eilish e tantos outros), mas pelo jeito ela não entendeu nada, fez uma música de resposta bem forçada (e, vamo falar a real, bem infantil) e vai dar mais holofote ainda pra Charli, que já tinha desligado seu Brat pra focar na carreira de atriz. E se a gente compara a música da Charli com a da Taylor então, pobre menina rica…
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