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chicoscience

Logo abaixo segue a íntegra do show que Chico Science fez na primeira vez que tocou no festival de Montreux, em 1995, na primeira turnê da Nação Zumbi para o exterior (o grupo voltou ao festival no ano seguinte, quando tocou com os heróis locais Young Gods). Embora só haja a íntegra do áudio e algumas músicas em vídeo (acima), tinha uma história que o grupo iria entrar para o seleto time de artistas que transformaram sua apresentação no ancestral festival suíço em disco (e DVD!), integrando uma coleção que reúne, só pra ficar nos brasileiros, nomes como Hermeto Pascoal, família Caymmi, Ivinho, Olodum, e três dos meus discos discos favoritos ao vivo: Elis Regina, Gilberto Gil e A Cor do Som. Mas o papo meio que morreu. Com a Nação no páreo, daria pra inclui-la nesse rol, porque ouve só esse show (que encerra improvavelmente com uma versão para o hino surf “Mr. Motto“, da banda brasileira dos anos 60 The Pops).

O áudio melhora depois da primeira música.

“Monólogo ao Pé do Ouvido”
“Banditismo por uma Questão de Classe”
“Etnia”
“Antene-se”
“Maracatu de Tiro Certeiro”
“Rios Pontes & Overdrives”
“Salustiano Song”
“Sobremesa”
“A Praieira”
“Macô”
“Samba Makossa”
“Enquanto o Mundo Explode”
“Filha de Gaiamun”
“Da Lama ao Caos”
“Coco Dub (Afrociberdelia)”
“Todos Estão Surdos”
“A Cidade”
“Corpo de Lama”
“Mister Motto”

andy-gill

Andy Gill nos deixou no primeiro dia deste mês e antes de sua morte, que veio após uma súbita crise respiratória, ele ainda trabalhava no EP que havia acabado de gravar no mês passado. Batizado de This Heaven Gives Me Migraine, o disco traz versões novas para canções diferentes de diferentes fases do Gang of Four, da clássica “Natural’s Not In It” à recente “Toreador”, lançada no disco Happy Now, de 2019. Entre elas figura “The Dying Rays“, que foi gravada no disco de 2015 do grupo What Happens Next, com o vocalista alemão Herbert Grönemeyer como convidado. A nova versão, com o atual vocalista do Gang of Four, John “Gaoler” Sterry, foi o primeiro single a ser revelado:

O vocalista comentou o EP em um comunicado diznedo “esta coleção de canções foi gravada logo antes de Andy morrer e ele queria que fosse lançada para caracterizar a forma como a tocamos na turnê do ano passado. Todas as músicas foram gravadas no estúdio caseiro de Andy em Londres e há uma intimidade como se fosse possível estar no estúdio em todo o EP, da escolha das músicas aos trechos falados”. Estes trechos foram incluídos a pedido da viúva de Andy, Catherine Mayer, que também pronunciou-se sobre o disco: “Andy seguiu fazendo as anotações finais para a mixagem das músicas que ele queria lançar mesmo quando estava no hospital. Desde sua morte, venho trabalhando com a banda para que ele possa completar sua visão. A única mudança que fizemos foi incluir dois trechos curtos de Andy falando, ambos, de diferentes maneiras, são a sua essência.” Abaixo, a capa e o nome das músicas do EP, que será lançado no dia 26 de fevereiro.

Gang-of-Four-Migraine

“Anthrax (Andy speaks)”
“The Dying Rays (2020)”
“Natural’s Not In It”
“Toreador”
“Purple in Nature (Andy speaks)”

andrewweatherall

E pra não deixar a passagem do grande Weatherall passar em silêncio, saca essas duas horas de groove que ele enfileirou em sua segunda apresentação no clássico programa Essential Mix da BBC, numa madrugada no final de 1996. Ele exibe toda sua maestria ao discotecar ao mostrar na prática porque foi um dos maiores DJs da história – e isso há quase vinte e cinco anos! E sempre no mesmo beat…

The Hydronaut vs Morgan Geist – “Deep In The Feeling”
Nimbus Quartet – “Hep Cat Speaketh”
Two Lone Swordsmen – “Glide By Shooting”
Two Lone Swordsmen – “Spin Desire”
Two Lone Swordsmen – “Bim, Jack And Florence”
Deanne Day – “The Long First Friday”
Communication X – “Duality (Phase Two)”
Urban Farmers – “Last Chance To Dance”
Aphrodisiac – “Earth Whispers”
Nail – “Try”
N.Y. Connection – “Bless The Funk”
Q-Burns Abstract Message – “Mess Of Afros (Glenn Underground Remix)”
Boo Williams – “Make Some Noise”
Stacy Kidd – “Think Of You (Paul’s Party Mix)”
Wyndell Long – “She Heard Me Cry”
Motorbass – “Neptune”
Discocaine – “Keep On”
Two Lone Swordsmen – “Turn The Filter Off”
Freaks – “One For The Diary”
Restless Soul – “Sykodelik”
Kenlou III – “What A Sensation (Sensational Beats)”
DJ Camacho – “Renegade (The Dance Tracks Fugitive Version)”

thundercat2020

Ao mostrar o segundo single de seu próximo álbum, It Is What It Is, o ás baixista declara todo seu amor ao anime Dragonball Z, batizando inclusive a faixa de “Dragonball Durag”:

Groovezinho manhoso classudo, uma das vertentes favoritas deste soulman virtuoso, que tem até uma tatuagem do anime protagonizado por Goku. No início do ano, ele havia anunciado o sucessor do ótimo Drunk ao apresentar o single “Black Qualls”, além de mostrar a capa e a ordem das músicas do novo disco, que sai em abril e já está em pré-venda. E a versão do álbum do primeiro single, que ainda conta com Steve Lacy e Steve Arrington, ainda terá a participação de Childish Gambino – e é aí que o clima Funkadelic do single vai pro espaço de vez.

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“Lost in Space / Great Scott / 22-26”
“Innerstellar Love”
“I Love Louis Cole” com Louis Cole)
“Black Qualls” (com Steve Lacy, Steve Arrington e Childish Gambino)
“Miguel’s Happy Dance”
“How Sway”
“Funny Thing”
“Overseas” (com Zack Fox)
“Dragonball Durag”
“How I Feel”
“King of the Hill”
“Unrequited Love”
“Fair Chance” (com Ty Dolla $ign & Lil B)
“Existential Dread”
“It Is What It Is”

A terceira temporada da melhor série atual estreia daqui a um mês e pouco sabemos sobre ela até agora… A maior novidade recente foi o lançamento do belíssimo cartaz que tenta dar o tom de que esperar da nova safra de episódios, que começa a ser exibida a partir do dia 15 de março.

westworld3

O slogan que anuncia a temporada conta com um duplo sentido em inglês – “livre arbítrio não é livre” também pode ser lido como “livre arbítrio não é de graça” e isso pode conversar estranhamente com a era que vivemos atualmente, principalmente a partir da linha do tempo que a série mostrou no início do ano, finalmente a localizando num futuro próximo.

É interessante notar que após os incidentes catastróficos que mudariam a cara do século 21, há a criação de algo referido como “um sistema”, que controlaria a história. Se cogitamos que Westworld não seja um simples playground de bilionários, mas uma realidade virtual em que endinheirados podem fazer o que quiser, a conversa com o slogan do cartaz recém-lançado pode dizer que toda a humanidade que não tem tanto dinheiro, não tem também livre arbítrio – e talvez o tal sistema criado seja uma realidade virtual que abranja toda a população do planeta, encapsulando indivíduos em realidades alternativas – como bolhas de realidade virtual, embora num formato mais próximo de Matrix que dos desertos virtuais imaginados pelo falecido (?) Dr. Robert Ford.

O elenco principal permanece, felizmente. Os sensacionais Evan Rachel Wood, Thandie Newton, Ed Harris, Jeffrey Wright, Tessa Thompson, Luke Hemsworth, Simon Quarterman e Rodrigo Santoro estarão todos de volta, ao lado de novos nomes, como o Aaron Paul de Breaking Bad, o rapper Kid Cudi, Vincent Cassel, o jogador de futebol americano Marshawn Lynch, entre outros. O personagem de Aaron Paul, inclusive, parece mais próximo da realidade fora do parque temático e nos ajuda a entender o contexto maior do seriado.

A nova temporada terá menos episódios que as duas anteriores, com apenas oito em vez de dez, e deverá ser contada de forma mais linear, sem exigir tanto do espectador. “Essa temporada vai ser menos um jogo de adivinhação e mais uma experiência com os hospedeiros finalmente conhecendo seus criadores”, disse o criador da série Jonathan Nolan em entrevista à revista Entertainment Weekly.

Pois pode vir Westworld, estamos prontos!

joaogilbertoisdead

“Isso não é um mashup, isso é um manifesto!”, escreve Paulo Beto, o mentor do Anvil FX, na descrição do curto clipe “Bossa Morta (João Gilberto is Dead)”, que publicou nesta sexta-feira, ao sobrepor “Garota de Ipanema” na voz e violão de João Gilberto sobre a bateria, guitarra e efeitos que abrem o marco zero da estética gótica na música pop dos anos 80, a eterna “Bela Lugosi is Dead”, do Bauhaus. Não é uma coincidência, a bateria sincopada que dá o tom de toda a música e que transforma, naquele momento, a banda de Peter Murphy numa espécie de Joy Division com quadris, é nitidamente inspirada no andamento de uma das células rítmicas mais conhecidas da história de nossa música.

Isso é maravilhoso na música, sua influência inconsciente, que se esgueira e fica (tipo “Louie Louie”, que era um cha cha cha, mas isso é outro história).

hopper

O primeiro trailer da quarta temporada de Stranger Things não se passa na cidade original da série, a fictícia Hawkins, e sim na União Soviética, juntando as pontas do final da última temporada ao também revelar que o xerife Jim Hopper está vivo – embora não propriamente bem. Preso do outro lado do planeta, ele teve seu cabelo e bigode raspados e agora trabalha como mão de obra escrava numa ferrovia guardada pelo exército russo.

Além do alívio pela certeza da sobrevivência do personagem vivido por David Harbour o teaser de menos de um minuto atiçou a curiosidade dos fãs para a certeza que aumentará no clima de paranoia da guerra fria durante os anos 80. E também e como tanto Eleven desenvolveu novos superpoderes quanto há um portal interdimensional que eventualmente poderia funcionar como veículo de teletransporte em nossa dimensão, cogita-se até que a nova temporada possa se passar na paisagem gelada da União Soviética e, com isso, permitir que os criadores da série, os irmãos Matt e Ross Duffer possam homenagear outro clássico do horror do período, O Enigma do Outro Mundo, clássico de John Carpenter lançado em 198, que se passa na Antártida. A temporada, no entanto, não tem data de estreia.

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Alguém chegou tão rápido no topo tão cedo? Billie Eilish vem colecionando trunfos pesados em sua curta carreira e o feito mais recente foi assinar uma música-tema para um filme de James Bond, tornando-a a artista mais nova a compor uma canção para a longeva série que acompanha o espião britânico. A balada “No Time To Die” tem o mesmo nome do 25° filme da série, que marca a estreia de Cary Joji Fukunaga (o mesmo da série True Detective) na direção e a despedida de Daniel Craig como o agente 007. A nova canção é simples e carrega um pouco da dramaticidade típica das baladas inspiradas no espião, aumentada pelas cordas regidas por Hans Zimmer.

Ao ser convidada para escrever tal canção, ela se junta ao seleto time de artistas que já compuseram canções para o personagem de Ian Fleming, que inclui Duran Duran, Carly Simon, Adele, Sam Smith, Shirley Bassey, Gladys Knight, Garbage, Nancy Sinatra, Chris Cornell, Tom Jones, Alicia Keys com Jack White, Sheryl Crow, Madonna, Tina Turner, A-ha e os Wings de Paul McCartney, entre outros.

O feito é só mais um a tornar a jovem de 18 anos em uma das principais apostas do mainstream fonográfico. Além do desempenho comercial e de crítica de seu primeiro disco, When We All Fall Asleep, Where Do We Go?, um dos melhores do ano passado, ela ainda levou o título de segundo disco em vinil mais vendido de 2019 (ficando atrás apenas de Abbey Road, dos Beatles, que, por sua vez, além de ter tido uma reedição luxuosa no ano passado, também chegou ao topo da lista dos vinis mais vendidos na década), além de levar quatro dos principais Grammy do ano pra casa (Melhor Novo Artista, Disco do Ano, Canção do Ano e Gravação do Ano), além de apresentar-se na cerimônia de premiação (veja abaixo).

E como se não bastasse tudo isso, ela ainda foi chamada para apresentar-se no Oscar, puxando uma versão de “Yesterday” dos Beatles no momento em que a Academia Cinematográfica norte-americana lembrava-se dos artistas que morreram no ano passado.

Vai longe, hein…

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Não bastasse estar à toda com seus Chromatics (sacando versão dupla do ótimo disco que lançou ano passado, seguido de música inédita), o norte-americano Johnny Jewel parece ter entrado num flow criativo intenso – e acaba de lançar uma versão estridente e sinuosa para a clássica “Bizarre Love Triangle” com mais uma de suas inúmeras bandas, desta vez o trio Desire, composto por ele, o comparsa de Chromatics Nat Walker e a cantora canadense Megan Louise.

Uma versão bem simples, mas absorta no universo sonoro de nosso herói.

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A banda canadense Tops lança o segundo single (“Witching Hour”) antes do lançamento de seu novo álbum, I Feel Alive, e confirma uma suspeita que a faixa-título, anunciada em janeiro, já havia cogitado: o grupo aos poucos está deixando a sonoridade retrô que o caracterizava para abraçar uma atmosfera mais moderna, embora não abandone seu senso melódico nem queira soar contemporâneo demais. Ou seja: mudando um pouco para não mudar muito – e assim os fãs suspiram aliviados.

I Feel Alive (veja o clipe da faixa-título abaixo) será lançado em abril e traz um close na vocalista Jane Penny na capa (acima) e a seguinte ordem de músicas.

“Direct Sunlight”
“I Feel Alive”
“Pirouette”
“Ballads & Sad Movies”
“Colder & Closer”
“Witching Hour”
“Take Down”
“Drowning In Paradise”
“OK Fine Whatever”
“Looking To Remember”
“Too Much”