
Desde o ano passado Chappell Roan vem incluindo a clássica “Barracuda”, do grupo Heart, em seus setlists, mas neste domingo, quando tocou no Forrest Hills Stadium em Nova York, ela teve uma participação especial digna dos shows da Dua Lipa, quando convidou a guitarrista do grupo original, Nancy Wilson, para tocar um dos riffs mais memoráveis de sua carreira. Ficou foda.
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Quatro noites em Nova York e quatro homenagens à música da cidade e à própria biografia. Assim Dua Lipa celebrou sua passagem pelo Madison Square Garden quando, na quarta-feira, abriu a série de tributos à cidade ao resgatar um vídeo de quando ela ainda era adolescente e cantava “No One”, de Alicia Keys, música escolhida para iniciar as homenagens à cidade. Na quinta-feira foi a vez de saudar a cena punk e new wave da cidade ao pinçar “One Way or Another” do Blondie como escolha da noite. Depois, no sábado, ela teve a presença de um dos homenageados ao convidar o mestre Nile Rodgers para tocar “Le Freak”, maior clássico disco de sua banda Chic, e no dia seguinte chamou ninguém menos que Lenny Kravitz para dividir o palco em sua melhor canção, a balada irresistível “It Ain’t Over ‘til It’s Over”. Veja os vídeos abaixo: Continue

Eis o trailer de Ozzy Osbourne: No Escape From Now, o documentário que relata os últimos seis anos do vocalista fundador do Black Sabbath. Dirigido por Tania Alexander, o documentário começou como o registro de turnê de despedida antes da pandemia, que teve de ser interrompida em 2019 após Ozzy ter sofrido uma queda. O acidente trouxe uma série de questões de saúde à tona, tornando-o infeliz e insatisfeito com a vida até que sua esposa Sharon Osbourne propôs que ele fizesse um concerto para despedir-se dos fãs, seu principal arrependimento, além de ter largado os palcos. O filme então conta como Ozzy superou a barra de sua péssima saúde com a ajuda da família e retomou a vontade de viver a partir da realização do espetáculo Back to the Beginning, último adeus do vocalista e de sua banda com a formação original, que aconteceu em sua cidade–natal em julho deste ano, além de mostrar seus encontros com grandes nomes do metal que apresentaram-se no evento para celebrar sua importância até sua morte – previsível mas inesperada – no dia 22 de julho deste ano. O documentário deverá estrear no dia 7 de outubro no canal de streaming Paramount+, mas bem que podia ir para os cinemas para ampliar a catarse – e o luto – coletivo.
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Entre os vários revivals noventistas que estamos assistindo neste 2025, vale pinçar a volta dos Charlatans, que lançaram o ótimo single “We Are Love” para marcar o anúncio do lançamento do disco de mesmo nome que irão lançar no final de outubro, o primeiro disco do grupo inglês desde Different Ways, de 2017. Agora eles reforçam a mesma canção em um remix feito pelo MGMT que, como todo bom remix deveria fazer, abre novas possibilidades sonoras a partir da canção original – que marca uma produção inédita entre o clássico Stephen Street e o moderno Dev Hynes -, quando a dupla norte-americana estica o single em oito minutos, reforçando a natureza da psicodelia indie-dance típica do grupo em seus primeiros anos. Bem bom.
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Teremos Depeche Mode nas telonas brasileiras, inclusive em telas Imax. Seguindo uma tendência cada vez mais forte entre shows e cinema, o documentário-concerto do decano grupo inglês pai do tecnopop filmado na Cidade do México entre os dias 21, 23 e 25 de setembro de 2023, no início da turnê Memento Mori, logo após o grupo se recuperar da morte do tecladista e fundador Andy Fletcher em 2022. Batizado apenas com a letra maiúscula que dá graças à turnê, M, o filme dirigido pelo mexicano Fernando Frias, registra a devoção do público local à banda, quando seus fundadores Dave Gahan e Martin Gore desfilam o enorme rosário de sucessos do grupo em uma apresentação em larga escala. O filme estreia mundialmente em salas de cinema em todo o mundo no dia 28 de outubro e estará em salas em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Guarulhos, Campinas, Sorocaba e Ribeirão Preto (e nada de Rio de Janeiro, Goiânia, Floripa, Natal, Belém e outras capitais, pelo menos por enquanto), segundo o próprio site do filme. Há sessões no dia 28 e 30 do mesmo mês e os quase todas já estão com ingressos à venda, se liguem. E assista ao trailer abaixo: Continue

O concerto pró-Palestina que Brian Eno realizou nesta quarta-feira em Londres não teve a cobertura que um evento dessa magnitude deveria ter justamente por abordar o genocídio palestino como tal, não apenas como um conflito no Oriente Médio, como prefere a imensa maioria da mídia convencional. E entre as mais de uma centena de atrações de diversas áreas que estiveram no palco do estádio de Wembley (nomes tão diversos quanto Damon Albarn, Paul Weller, Hot Chip, Rina Sawayama, Neneh Cherry, PinkPantheress e os atores Richard Gere, Benedict Cumberbatch e Florence Pugh, entre outros), uma delas não pode estar presente e mandou sua colaboração à distância – e pela primeira vez em mais de dez anos (fora uma apresentação em 2022 num pequeno show em benefício das vítimas da guerra da Ucrânia) o Portishead voltou a se reunir para revisitar um de seus clássicos do primeiro álbum Dummy, a tensa “Roads”, gravada com um quarteto de cordas. Tomaara que funcione como uma deixa pra fazer mais shows. E ainda vou falar mais sobre este Together For Palestine.
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A primeira notícia oficial sobre a volta do Xx marcou sua volta aos palcos para o festival de Coachella do ano que vem, mas o grupo postou há pouco trechos em vídeo mostrando seus três integrantes no estúdio, avisando que estão voltando a pegar seus instrumentos e perguntando quem irá vê-los no deserto – californiano, no caso. Mas isso não quer dizer que sua volta oficial acontecerá apenas em abril do ano que vem, muito menos o quarto disco que vêm atiçando desde 2024… Será que sai em breve?
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Se tecnicamente ainda não saímos do período pandêmico, que dizer mentalmente? A arte mais uma vez mostra que não estamos 100% resolvidos em relação a esse período nefasto que atravessamos e cada vez mais obras vêm rever essa fase com uma certa distância no olhar. Uma delas é o EP que Thiago França lança nesta quinta-feira ao lado de Marcelo Cabral. Samples & Naipes, como seu título entrega, é composto de partes de músicas que Thiago gravou durante a quarentena interminável e decidiu compartilhar com o compadre baixista, que usou seu viés produtor para picotar as músicas e recriá-las incluindo até gravações do saxofonista em outros contextos. “Durante a pandemia, quando eu me dei conta de que a coisa ia longe eu me dediquei a ficar gravando coisas em casa, como exercício, pra não ficar parado sem criar nada”, França começa a lembrar, “e uma das empreitadas foi esse EP, que eu comecei regravando músicas minhas, já que tava sem idéia pra compor, entreguei pro Cabral e dei carta branca pra ele, já mirando nas coisas que ele fez no Naunym, disco eletrônico dele.” “Quando ele me convidou comemorei porque podia voltar a criar, que é a coisa que a gente mais sentia falta e comecei a picotar sax, respiração, o som dos dedos batucando nas chaves, com o ouvido atento à cada coisa, não só ao tema, mas quebrando a cabeça pra onde poderia ir, sem precisar respeitar nada, métrica, sampleei coisas dos outros discos dele, tem um monte de Thiago aí”, continua Cabral, falando que jogou muitas coisas da máquina de sampler, inclusive coisas do Marginals, grupo de free jazz que ele tinha com o Thiago. “Eu e o Cabral tocamos junto há muito tempo, então mesmo remotamente tem muito entrosamento e muita confiança um no outro também, e por mais que eu desejasse essa estética mais eletrônica, super produzida, não queria perder orgânico, o ‘tocado’, e eu sabia que ele ia entender isso sem precisar explicar.” Entre as faixas do EP estão a faixa título do disco RAN da Space Charanga, “Nostalgia Perus” do disco que Thiago fez em homenagem ao clássico livro Malagueta, Perus e Bacanaço de João Antonio, “Pedra do Rei” que ele gravou com sua Espetacular Charanga do França e a clássica “Angolana”, do Metá Metá, que ele antecipou em primeira mão para o Trabalho Sujo. Ouça abaixo: Continue

Olha a Luiza Brina no Tiny Desk! Mas não confunda com o Tiny Desk Brasil, que ainda não anunciou sua data de estreia, embora já esteja gravando sua primeira temporada por aqui. A aparição da cantora mineira na versão original do programa da NPR foi gravada no fim do primeiro semestre deste ano, quando ela fez uma pequena turnê pelos EUA, e a exibição de desta participação coincidiu em ser após o anúncio da versão brasileira do Tiny Desk no país. Brina foca sua apresentação em seu disco do ano passado, Prece, quando apresenta cinco de suas orações acompanhada da mesma banda que faz seu show: Lucas Ferrari (teclados), Kastrup (bateria e percussão), Patrícia Garcia (oboé) e Ester Muniz (fagote). Lembro quando ela ainda estava finalizando o disco, gravado com orquestra, na época da temporada que fez em março do ano passado no Centro da Terra, tocando estas músicas ao vivo pela primeira vez, e é tão bom vê-la alçando voos ainda mais altos com estas mesmas canções – e estendendo a bandeira de Minas Gerais pra todos verem. Voa Luíza!
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Tão acompanhando a turnê da Dua Lipa pelos EUA? Ela segue homenageando cada cidade que passa, cantando músicas de artistas locais a cada novo show. E se no primeiro show que fez em Boston celebrou o Aerosmith, no segundo ela foi na veia da disco music puxando o clássico “Bad Girls”, da Donna Summer. Depois, passou por Atlanta e, em cada um dos dois shows que fez na cidade, saudou primeiro a dupla Outkast (cantando a inevitável “Hey Ya”) e depois o célebre trio TLC (com a imortal “No Scrubs”). E agora ela tem quatro datas em Nova York, vamos ver…
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