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Em tempos de quarentena, eu e Polly Sjobon resolvemos falar sobre arte, cultura, solidão e reclusão, cutucando questões que são sempre associadas a grandes nomes da nossa história. Por que se retirar da vida pública? A solidão é amiga da criatividade? A popularidade é inimiga da inspiração? E falamos sobre Stanley Kubrick, Dalton Trevisan, Thomas Pynchon, Greta Garbo. Rubem Fonseca e J.D. Salinger, na edição desta semana do Polimatias.

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Te convido a um passeio pela biografia do jovem mestre Tatá Aeroplano comentada por ele mesmo. O cantor e compositor paulista já passou por inúmeras bandas e cenas, da pista de dança ao retropicalismo passando pela psicodelia e pela música folk, sempre reunindo histórias e amigos, equilibrando-se entre a loucura e a lucidez enquanto amadurece a própria musicalidade a olhos vistos. Convidei-o para essa conversa que foi longe e passa por Tom Zé, Júpiter Maçã, pelo D-Edge e pela Serrinha, sempre com o astral pra cima característico do mister.

O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas que chega primeiro para quem colabora com meu trabalho, como uma das recompensas do **Clube Trabalho Sujo**. Além do Tatá, já conversei com Bruno Torturra, Negro Leo, Janara Lopes, João Paulo Cuenca, Eduf, Pena Schidmt, Roberta Martinelli, Dodô Azevedo, Larissa Conforto, Ian Black, Fernando Catatau, Mancha, André Czarnobai e Alessandra Leão – todas as entrevistas podem ser assistidas aqui ou no meu canal no YouTube, assina lá.

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Não tem erro: basta passar pelo crivo reconstrutor dos irmãos belga David e Stephen Dewaele, que carregam este trunfo como Soulwax, que qualquer música torna-se um colosso da pista de dança. Veja a singela “What Moves“, delicado tecnofunk minimalista solto no meio do segundo disco solo que o produtor californiano Sam Dust, que assina como LA Priest (e que liderava o Late of the Pier, lembram deles?) lançou no começo do ano, chamado Gene. Depois de remixada pelos dois, ela atinge uma tensão, um peso e um clímax que simplesmente não existiam na faixa original, como a linha de baixo sintética, as cordas de disco music , dando-lhe outra vida – além de quadris.

AstroBeck

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O eterno hipster Beck fez uma parceria com a Nasa e transformou seu disco Hyperspace, lançado no ano passado, em uma instalação multimídia online sobre o espaço, com clipes gerados por inteligência artificial a partir de temas selecionados pela agência espacial norte-americana. Os clipes vêm abaixo, mas a viagem pelo site do projeto tem muito mais detalhes sobre este projeto batizado de Hyperspace: A.I. Exploration.

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Quem mais está querendo que os cinemas voltem a funcionar é Christopher Nolan. O criador da trilogia Batman e de clássicos modernos como Interestelar, Dunkirk, Memento e O Grande Truque quer que seu filme de 2020 seja visto ainda este ano nos cinemas e não arreda o pé disso. Mas por quê? O que ele está querendo esconder? Cheio de mistérios como alguns de seus projetos anteriores, Tenet guarda segredos que eu e o André Graciotti tentamos desvendar nesta edição do Cine Ensaio, além de aproveitarmos para comentar sobre o cinema deste diretor que está entre os mais importantes da atualidade.

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Depois de mostrar “Witness 4 The Prosecution (Version 1)” e uma versão de 1979 para “I Could Never Take the Place of Your Man” como parte da caixa de 13 LPs que disseca Sign O’ the Times, a obra-prima que Prince lançou em 1987, eis mais uma pérola deste interminável baú do tesouro. O irresistível funk psicodélico “Cosmic Day”, que Prince cantou com sua voz “Camille”, quando fazia um falsete andrógino, é só uma das 63 faixas inéditas na caixa que será lançada em setembro – a pré-venda pode ser feita aqui.

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Desde que entramos em quarentena, a vocalista do Paramore, Hayley Williams, que lançou seu disco solo no início do ano, dedicou-se a fazer “autosserenatas” para ela mesma, compartilhando com os fãs versões que fez sozinha para músicas de Björk, SZA, Phoebe Bridges, Coldplay, entre outros. Ela encerra esta temporada com uma belíssima versão para “Fake Plastic Trees”, do Radiohead.

Essa música…

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Num universo paralelo em que não houve a pandemia do coronavírus, Letrux conseguiu lançar seu segundo disco Aos Prantos com shows épicos e teatrais, elevando o nível dos já catárticos shows do primeiro álbum para um patamar ainda mais classudo. Infelizmente não vamos ver estes shows tão cedo, mas ela aos poucos começa a mostrar o universo que imaginava habitar o novo álbum com o clipe de “Vai Brotar”, segundo vídeo de Aos Prantos, que vai para além do clima de quarentena do primeiro (“Eu Estou Aos Prantos“, lançado em maio) e que mexe tanto com elementos da natureza quanto com um imaginário ao mesmo tempo fantástico e fashionista. Será que ela vai seguir o disco desta forma audiovisual?

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A primeira live que Caetano Veloso fez serviu de inspiração para que eu e Dodô Azevedo falássemos sobre a luz que o velho baiano joga sobre nossa cultura e a importância desta transmissão ao vivo a partir de diferentes contextos – desde a estante à família, da direção à duração, do repertório à Paula Lavigne -, em mais uma DM gigantesca. Isso sem contar o Superbug!

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Há sessenta anos, o saxofonista norte-americano John Coltrane mudava para sempre a história do jazz ao lançar seu clássico Giant Steps, um dos discos mais importantes de todos os tempos, que colidiu as ousadias de improviso do mestre sem tornar a experiência para o ouvinte hermética, mantendo-se cabeça e pop ao mesmo tempo em seu primeiro lançamento pela clássica gravadora Atlantic. Concebido praticamente ao vivo no estúdio Atlantic em Nova York em 1959, quando o saxofonista tenor foi acompanhado do baixista Paul Chambers, do pianista Tommy Flanagan e do baterista Art Taylor, Giant Steps foi gravado duas semanas após Coltrane ter participado da gravação do seminal álbum Kind of Blue, de Miles Davis.

Para celebrar o aniversário, que aconteceu em fevereiro, a gravadora norte-americana Rhino prepara uma edição de de luxo comemorativa da data cheia de extras. A versão física de Giant Steps: 60th Anniversary Deluxe Edition vem tanto com o disco original remasterizado e um segundo disco com oito faixas extras das gravações originais, tanto na versão em LP quanto em CD. As duas versões vêm com uma réplica da capa original, incluindo o texto de abertura, além de reunir fotos raras, novos textos e mais material de época da gravadora. E a versão digital da caixa ainda trará 20 outras faixas raras da gravação do álbum, parte delas só disponível na monumental caixa The Heavyweight Champion: The Complete Atlantic Recordings, lançada em 1995.

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A reedição sai em setembro, as pré-vendas já estão rolando e essas são as faixas do disco.

Disco 1
“Giant Steps”
“Cousin Mary”
“Countdown”
“Spiral”
“Syeeda’s Song Flute”
“Naima”
“Mr. P.C.”

Disco 2
“Giant Steps (Alternate, Take 1, Incomplete)”
“Naima (Alternate Take)”
“Like Sonny (Alternate Take)”
“Countdown (Alternate Take)”
“Syeeda’s Song Flute (Alternate Take)”
“Cousin Mary (Alternate Take)”
“Giant Steps (Alternate Version Two False Start)”
“Giant Steps (Alternate Take)”

Faixas extra na versão digitial

“Giant Steps (Alternate, Take 1, Incomplete)”
“Giant Steps (Alternate, Take 2, False Start)”
“Giant Steps (Alternate, Take 3, Incomplete)”
“Giant Steps (Alternate, Take 4, Incomplete)”
“Giant Steps (Alternate, Take 5)”
“Giant Steps (Alternate, Take 6, False Start)”
“Giant Steps (Alternate, Take 7, Incomplete)”
“Giant Steps (Alternate, Take 8)”
“Naima (Alternate, Take 1, False Start)”
“Naima (Alternate, Take 2, Incomplete)”
“Naima (Alternate, Take 3)”
“Naima (Alternate, Take 4, False Start)”
“Naima (Alternate, Take 5)”
“Naima (Alternate, Take 6)”
“Like Sonny (Rehearsal 1, False Start)”
“Like Sonny (Rehearsal 2, Incomplete)”
“Like Sonny (Alternate, Take 1, False Start)”
“Like Sonny (Alternate, Take 2, Incomplete)”
“Like Sonny (Alternate, Take 3, Incomplete)”
“Like Sonny (Alternate, Take 4, False Start)”
“Like Sonny (Alternate, Take 5)”
“Like Sonny (Alternate, Take 6, Incomplete)”
“Like Sonny (Alternate, Take 7)”
“Countdown (Alternate Take)”
“Syeeda’s Song Flute (Alternate Take)”
“Cousin Mary (Alternate Take)”
“Giant Steps Take 3 (Incomplete)”
“Giant Steps Take 6 (Alternate)”