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fiona2020

Fiona Apple finalmente toca a obra-prima que lançou há um semestre ao vivo em público, dentro da programação do festival da revista New Yorker, que também teve a oportunidade de trazer um papo com ela. Foram só três músicas do impressionante Fetch the Bolt Cutters (“I Want You to Love Me”, “Shameika” e a faixa-título), queremos mais!

Tennis_Superstar

O casal indie norte-americano Patrick Riley e Alaina Moore, que juntos assinam projetos musicais como a dupla Tennis, faz reverência a uma de suas grandes influências musicais e regravar o clássico dos Carpenters “Superstar”, em versão quase pista de dança.

Ficou fera.

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Fui convidado para fazer três provocações em vídeo para a série Tenso, da produtora Urubu, e no primeiro deles falo sobre o estado da música no Brasil em 2020 – e porque acho que estamos vivendo a melhor época da música brasileira.

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⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ “A música quase sempre é um farol, uma espécie de antena que capta as principais sensibilidades e transformações culturais do seu tempo.” ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Nessa quarta edição do Tenso, convidamos nosso camarada Alexandre Matias para produzir uma série de três vídeos-colunas sobre música e jornalismo no Brasil. Matias inicia essa jornada com uma afirmação e provocação: “Eu acredito que a gente tá vivendo a melhor época da música brasileira. Não só em termos de profusão criativa – nunca se fez tanta música boa quanto hoje – como em termos de estrutura, mercado, como as coisas funcionam.” Sua crença não é a toa, especulativa. Ao longo de quase vinte minutos, ele faz um recorrido das transformações que a indústria da música sofreu nas últimas duas décadas a partir do impacto do Napster na forma que consumimos, vendemos e criamos música. Da indústria á mídia, do público ao artista. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Alexandre Matias, renomado jornalista de cultura, comportamento, tecnologia e música, é criador do Trabalho Sujo. Site que a 25 anos, tem um papel de vanguarda na cobertura das transformações culturais e digitais na produção e consumo de conteúdo e comunicação no Brasil. Atualmente, se dedica a produção de conteúdo para o site, youtube e newsletter do Trabalho Sujo, ao mesmo tempo que vive um processo de abandono do Twitter, Instagram e Facebook, redes sociais que ele enxerga e detecta com cada vez menos relevância jornalística. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Tenso é uma série de encontros, conversas e reflexões entre a Urubu e aqueles que não coincidem perfeitamente com o seu tempo.

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O próximo vídeo é sobre jornalismo.

Rakta sem parar

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Mesmo durante a quarentena, a dupla Rakta, formada por Carla Boregas e Paula Rebellato, que agora conta com Maurício Takara como terceiro integrante, não fica parada elança música e clipe novos. O clipe da faixa-título de seu disco mais recente foi lançado no fim do mês passado e traz toda atmosfera tensa feminina, mística e aterradora do grupo, capturada com estilo pela diretora mexicana Michelle Garza Cervera.

Já o épico ambient “Rubro Êxtase”, com mais de dez minutos, foi lançado na semana passada para download pago, mas só agora elas abriram para a audição.

Vão bem, como sempre.

Haim sem frescura

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O diretor norte-americano Paul Thomas Anderson assume a direção de mais um clipe das irmãs Haim, desta vez colocando a vocalista Danielle sozinha para cantar enquanto trabalha no balcão do Canter’s Deli, em Los Angeles. A bela e crua versão para a ótima “Man From the Magazine” coloca o grupo cada vez mais como um trio de musas de um cultura norte-americana que segue intacta, como se ainda fossem os anos 50 ou anos 80, dentro do caos político social dos EUA nestes últimos anos, tornando-se um Normal Rockwell deste século a partir das canções das três.

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Há seis anos sem dirigir nenhum filme (apenas produzindo sériados foda como House of Cards, Mindhunter e Love Sex and Robots), David Fincher apresenta, de uma hora pra outra, o trailer de seu novo filme. Mank, cujo roteiro foi escrito pelo falecido pai de Fincher, Jack, conta a história de Herman J. Mankiewicz, o roteirista original do filme Cidadão Kane, de Orson Welles, e a conturbada relação entre os dois à medida em que o hoje clássico estava sendo realizado. Filmado todo em preto e branco e com ninguém menos que o mutante Gary Oldman no papel-título, o filme estreia em alguns cinemas em novembro para chegar ao Netflix no dia 4 de dezembro. Eis o primeiro trailer:

Na paralela, Aaron Sorkin, autor do roteiro de A Rede Social, sobre a ascensão do Facebook, contou, em entrevista ao podcast Happy Sad Confused, disse que topa escrever uma continuação sobre o filme de 2010 se seu diretor original, o próprio David Fincer, topar dirigir, contando “como o Facebook está derrubando a democracia”… Imagina o estrago…

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Prestes a lançar a nova versão para o clássico de David Bowie de 1970 The Man Who Sold the World, que agora ressurge com sua capa e título originais, o produtor inglês Tony Visconti mostra a nova cara da antiga faixa-título, uma vez que o álbum será relançado em novembro como Metrobolist, em referência ao clássico filme de Fritz Lang.

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A primeira novidade da terceira temporada do CliMatias é um programa para discutir, mais que jornalismo e música, seus protagonistas. Ainda não defini se o programa é semanal ou quinzenal, mas começamos com um longo papo com o mano Ricardo Alexandre, o jundiaiense mais prolífico do nosso jornalismo, que já editou o Zap no Estadão, o site da Som Livre, a finada Usina do Som, a última fase da Bizz, a Época São Paulo, a Trip, sem contar seus livros e documentários. Atualmente apostando suas fichas num podcast recém-lançado, aproveitei essa deixa para ouvi-lo contando sobre sua carreira e mostrando o caminho das pedras – se é que existe um – para quem quiser trilhar por esse rumo.

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Mais uma vez eu e Pablo Miyazawa questionamos a forma como valorizamos a cultura a partir do momento em que a usamos para nos rotular – seja em tribos, em estilos de vida, em estilos artísticos, preferências e gostos pessoais. Estas tags se misturam à imagem que queremos que as pessoas tenham sobre a gente ao mesmo tempo em que moldamos nossa própria personalidade a partir desta criação, que é quase um escudo. E o Altos Massa dessa quinzena fala sobre como transformamos substantivos próprios em adjetivos para nossa conveniência emocional – e como podemos sair disso.

Johnny-Nash

Johnny Nash, que morreu nesta terça-feira, viu o reggae nascer quando se mudou dos Estados Unidos para a Jamaica em 1965 e descobriu uma banda local promissora chamada The Wailers liderada por um cantor e compositor carismático chamado Bob Marley. Tentou fazer sucesso como um intérprete de rocksteady local, mas logo estava incorporando a nova sonoridade que surgia na ilha caribenha à medida que Marley misturava o mento e o ska locais com a soul music que chegava pelas ondas do rádio dos Estados Unidos. Nash logo começou a compor suas canções, tornou-se o primeiro não-jamaicano a gravar reggae em Kingston e, após uns pequenos hits na Inglaterra, ganhou o planeta com o hit avassalador “I Can See Clearly Now”, um dos grandes hinos fundadores do gênero e o primeiro single de reggae a vender mais de um milhão de discos, lançado no mesmo 1972 que Bob Marley derrubava tudo com seu álbum Catch a Fire.

De timbre doce e sinuoso, ele foi um nobre coadjuvante no início da história do gênero e um dos responsáveis por tornar Bob Marley mais conhecido – e a ter seu primeiro contato assinado com uma gravadora. Nash chegou a emplacar mais hits através dos anos 70, entre eles versões reggae para canções de Sam Cooke. Mas desde os anos 80 não conseguiu levar sua carreira adiante, embora seu papel histórico seja claro como a forma que ele conseguia ver em seu grande hit.