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Johnny Nash, que morreu nesta terça-feira, viu o reggae nascer quando se mudou dos Estados Unidos para a Jamaica em 1965 e descobriu uma banda local promissora chamada The Wailers liderada por um cantor e compositor carismático chamado Bob Marley. Tentou fazer sucesso como um intérprete de rocksteady local, mas logo estava incorporando a nova sonoridade que surgia na ilha caribenha à medida que Marley misturava o mento e o ska locais com a soul music que chegava pelas ondas do rádio dos Estados Unidos. Nash logo começou a compor suas canções, tornou-se o primeiro não-jamaicano a gravar reggae em Kingston e, após uns pequenos hits na Inglaterra, ganhou o planeta com o hit avassalador “I Can See Clearly Now”, um dos grandes hinos fundadores do gênero e o primeiro single de reggae a vender mais de um milhão de discos, lançado no mesmo 1972 que Bob Marley derrubava tudo com seu álbum Catch a Fire.

De timbre doce e sinuoso, ele foi um nobre coadjuvante no início da história do gênero e um dos responsáveis por tornar Bob Marley mais conhecido – e a ter seu primeiro contato assinado com uma gravadora. Nash chegou a emplacar mais hits através dos anos 70, entre eles versões reggae para canções de Sam Cooke. Mas desde os anos 80 não conseguiu levar sua carreira adiante, embora seu papel histórico seja claro como a forma que ele conseguia ver em seu grande hit.

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Angel Olsen tocando quatro músicas dela na varanda de sua nova casa, em Asheville, na Carolina do Norte, nos EUA. Precisa de mais algo?

“Whole New Mess”
“Iota”
“What It Is (What It Is)”
“Waving, Smiling”

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Acompanho o trabalho da Renata Simões bem antes de nos tornarmos amigos e sempre fui fã de sua curiosidade cara-de-pau, que descobre histórias nos intervalos das gravações, puxa personagens improváveis para assuntos pouco óbvios ou simplesmente aponta pessoas que estão fazendo diferença, sempre experimentando linguagem, tom e abordagem num meio tão engessado como a televisão. Do Vídeo-Show ao Urbano, passando por seu documentário e agora as reportagens no Metrópolis, ela mistura jornalismo, entretenimento e crônica de um jeito em que tanto ela, o espectador e o entrevistado se sintam bem à vontade. E como ela é comadre, o papo nunca termina…

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Nem bem nos atualizou com uma série de lançamentos ao vivo que está sendo lançada neste ano – além de finalmente agendar a data do segundo volume de sua caixa Archives -, Neil Young acaba de anunciar que seis de seus clássicos discos piratas serão lançados oficialmente pelo seu próprio selo, Shakey Pictures Records. A série Official Bootlegs começa a ser lançada no início de 2021 e ele abre os trabalhos com um registro de uma apresentação solo que fez no clube nova-iorquino The Bottom Line, no Village nova-iorquino, às duas da madrugada do dia 16 de maio de 1974. A apresentação, que será oficializada com o título The Bottom Line — Citizen Cane Jr. Blues, trouxe pela primeira vez ao vivo músicas que Neil Young lançaria dois meses depois, com a chegada de On the Beach às lojas. Além de músicas inéditas e versões para standards do folk como “Greensleeves” e “Roll Another Number”, traz versões tocantes para clássicos pessoais como “Helpless” e “Dance, Dance, Dance”. Como é um disco pirata, ele já pode ser ouvido online, embora sua versão oficial tenha uma qualidade fonográfica que faz jus às expectativas do autor.

Abaixo, a ordem das músicas desta apresentação – e Young ainda não revelou quais são os outros títulos desta sua nova série…

“Citizen Cane Jr. Blues”
“Long May You Run”
“Greensleeves”
“Ambulance Blues”
“Helpless”
“Revolution Blues”
“On The Beach”
“Roll Another Number”
“Motion Pictures”
“Pardon My Heart”
“Dance, Dance, Dance”

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E o viral do ano começou a ganhar outras versões, incluindo do próprio autor da música que o inspirou, Mick Fleetwood…

E ele está longe de ser o único…

https://twitter.com/ThePest89/status/1312854390194212866

Outros tantos virão… Duvida? Agora que apareceu o primeiro famoso…

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O fundador do Velvet Underground, John Cale, começou o ano preparando-se para lançar seu primeiro disco desde 2016 – até conversamos sobre isso quando ele passou pelo Brasil em março -, mas a pandemia teve de fazê-lo adiar o disco que indefinidamente. Mas isso não o estagnou e ele preparou algo específico para esse período de quarentena: ” então me ocorreu que eu tenho algo para o momento, uma música que eu terminei recentemente…”, explicou em um comunicado. “Com o mundo saindo de sua órbita, eu queria parar a guinada e desfrutar de um período em que podemos tomar nosso tempo e respirar nosso caminho de volta para um mundo mais calmo”, encerra, apresentando seu novo single, “Lazy Day”.

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Dois dos filmes mais bem-sucedidos do ano passado – Bacurau e Parasita – reforçaram uma tendência cinematográfica recente de questionar o sistema a partir da realização que ele é composto por pessoas. São filmes como Nós, Sobre Facas e Segredos, Coringa, entre vários outros, que parecem despertar uma consciência das classes oprimidas ao mesmo tempo em que revêem o papel dos ricos nessa história. No Cine Ensaio desta semana, eu e André Graciotti nos aprofundamos nessa tendência recente para também lembrar a forma dúbia que milionários foram retratados na história do cinema.

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Nossa musa regrava o standard “I’ll Be Seeing You”, composto por Sammy Fain com letras de Irving Kahal em 1938, que foi mais tarde imortalizado por Frank Sinatra e Billie Holiday. São poucos segundos dessa voz celestial acompanhada apenas do piano, mas é o suficiente para aquecer os corações:

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Working on some covers, some expected, some not. This one’s been close to the heart lately. “I’ll be seeing you” Original music by Sammy Fain and lyrics by Irving Kahal. Published in 1938, it was inserted into the Broadway musical Right This Way, which closed after fifteen performances. Later made famous by Billie Holiday, Frank Sinatra, and my favorite jazz/ swing/ blues singer Mildred Bailey. – -Speaking of which, if you’re unfamiliar check out some of Mildred Bailey’s work. From Wikipedia: “Mildred Bailey (born Mildred Rinker; February 27, 1907 – December 12, 1951) was a Native American jazz singer[2] during the 1930s, known as "The Queen of Swing", "The Rockin' Chair Lady" and "Mrs. Swing". Some of her best-known hits are "For Sentimental Reasons", "It's So Peaceful in the Country", "Doin' The Uptown Lowdown", "Trust in Me", "Where Are You?", "I Let a Song Go Out of My Heart", "Small Fry", "Please Be Kind", "Darn That Dream", "Rockin' Chair", "Blame It on My Last Affair", and "Says My Heart". She had three singles that made number one on the popular charts.[3]”

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E ela diz que está “trabalhando em alguns covers” – o que será que ela está aprontando?

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Dona de um dos melhores discos do ano, a popstar inglesa Dua Lipa convida o rapper norte-americano Dababy para calibrar ainda mais sua ótima “Levitate” – e, na boa, ficou melhor que a versão que ela fez com a Madonna e a Missy Elliot

Ah que saudade de uma pista de dança…

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O Gorillaz está prestes a lançar seu próximo álbum, Song Machine: Season 1 — Strange Timez, e entre as várias participações que já apresentaram para o disco, agora mostram esta e contam com a nobre presença de Sir Elton John em seu novo single, a balada “The Pink Phantom”, que ainda conta com a participação do rapper inglês 6lack.