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A musa inglesa Dua Lipa faz seu primeiro show com banda desde o início da pandemia em mais um Tiny Desk Concert gravado em casa – e imagina esse show se pudéssemos ter um 2020 sem pandemia… Que arraso.

“Levitating”
“Pretty Please”
“Love Again”
“Don’t Start Now”

Depois de dois discos reflexivos- tanto seu primeiro disco solo Recomeçar quanto o Atrás/Além de sua banda O Terno -, Tim Bernardes começou 2020 pensando em seu próximo disco solo, mas a quarentena o obrigou a voltar ao modo introspectivo que já vinha atravessando nos anos passados. Aproveitei para conversar com ele na edição desta semana do Tudo Tanto sobre o diálogo entre este 2020 e sua jornada interior recente, quando falamos sobre criação, composição e perspectiva de carreira, também a partir do ponto de vista de sua geração, num papo em que ele ainda falou de suas novas parcerias – de Gal Costa a Fleet Foxes – e de suas perspectivas de futuro.

E essa versão deslumbrante que Billie Eilish fez de “Something” dos Beatles tocando-a somente ao piano, em uma apresentação na terça passada na emissora de rádio norte-americana SiriusXM’s Alt Nation?

E ela cantarolando inclusive o solo de guitarra? Não aguento…

Fazendo contraponto a outro programa quinzenal deste canal, o Jornalismo-Arte, apresento agora o Artejornalismo, que também disseca alguns dos principais nomes do jornalismo que cobre música no Brasil, só que com ênfase na geração que surgiu neste século, já fora das redações e com a internet em suas veias. E para abrir este programa, convidei um dos fundadores do site Outros Críticos, o pernambucano Carlos Gomes, para falar de como seu site passou a provocar discussões aprofundadas sobre a música brasileira atual tanto online quanto em versões para além do digital, sejam impressas ou presenciais. E anuncia mais uma mudança de fase no projeto.

Maior conglomerado de entretenimento do mundo, a Disney também detém algumas das maiores propriedades intelectuais que conhecemos. Dona da Marvel, da Pixar e da Lucasfilm – além de todo o catálogo próprio que seu fundador Walt Disney forjou nos primeiros anos -, a empresa está lançando seu serviço de streaming, o Disney+, o que é mais um passo rumo à sua dominação do mercado do showbusiness. Mas essa história não aconteceu de uma hora pra outra e eu e André Graciotti aproveitamos esta edição do Cine Ensaio para dissecar um século sob a marca do rato.

bomsaber-031

Velho compadre de outros carnavais, já fiz muita coisa junto com o Bruno Natal e a primeira edição brasileira da Wired, que acaba de sair, foi só mais uma delas. Bruno foi meu sócio no falecido consórcio de blogs OEsquema, capitaneou por um dos principais blogs de música do Brasil (o URBe, que anda num outro ritmo) e fundou a plataforma de shows Queremos. Mas em vez de falar de sua trajetória, assunto para um outro programa futuro, resolvi focar em seu filhote mais recente, o podcast Resumido, e entender sua relação com as notícias, a urgência do jornalismo, o excesso de ofertas e o papel da internet.

altos-massa-07

Eu e Pablo Miyazawa resolvemos pegar mais leve e puxamos música como assunto deste Altos Massa, mas em vez de falarmos de artistas, discos ou canções, resolvemos discutir como a música mexe com nosso comportamento, nossas rotinas e nossos sentimentos, ajudando a moldar nossa personalidade ao mesmo tempo em que abre portas para percepções bem diferentes de mundo.

O coletivo carioca Digitaldubs convoca o MC britânico YT para recriar a faixa-título do disco de 2016 do grupo baiano Baianasystem em duas versões – uma mais tradicional e outra deformada pelos ecos do dub.

Sonzeira!

PaulinhoViola

Que alento assistir à apresentação de Paulinho da Viola ao vivo no meio desta quarentena às vésperas de uma eleição tão improvável. Um segundo turno de eleições para prefeito em algumas das principais cidades do Brasil que mostra novos nomes de uma esquerda nada reacionária, positiva e pra frente, funciona como um horizonte possível neste tétrico 2020 e a aparição sensível e delicada de Paulinho na noite deste sábado, agiu como um portal para um Brasil que vem sendo vilipendiado desde que tiraram Dilma à força da presidência. Com um tato específico seu, ele nos conduziu a um repertório invejável que mostra não apenas toda sua majestade, como o quanto a cultura brasileira é mais forte que o lado mais abjeto do país numa apresentação memorável, que segue disponível online (embora a Globoplay ainda não tenha descoberto a tecnologia que permite incorporar seus vídeos em outros sites). Olha esse rosário de hits:

“Onde a Dor Não Tem Razão”
“Peregrino”
“Ruas Que Sonhei”
“Vela no Breu”
“Coração Imprudente”
“Amor à Natureza”
“Ela Sabe Quem Eu Sou”
“Retiro”
“Para um Amor no Recife”
“Dança da Solidão”
“Roendo as Unhas”
“Coisas do Mundo, Minha Nega”
“Ainda Mais”
“Pecado Capital”
“Argumento”
“Eu Canto Samba”
“Talismã”
“Coração Leviano”
“Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida”
“Timoneiro”
“Sinal Fechado”

georgeharrison

O clássico disco triplo de George Harrison, All Things Must Pass, o primeiro disco que lançou após sair dos Beatles e uma rara unanimidade entre os fãs do grupo (pois é o melhor disco solo de um ex-beatle), completa 50 anos nesta sexta e começa a ganhar tratamento de luxo a partir de uma nova versão estéreo para a faixa-título.

Segundo o filho de George, Dhani Harrison, contou ao NME, é o início do resgate do disco como seu pai gostaria que ele soasse. “Este novo mix em estéreo da faixa-título é só um aperitivo do que está por vir em 2021 quando celebraremos os 50 anos do lendário álbum All Things Must Pass, do meu pai. Estamos escavando entre montanha de fitas e elas continuam surgindo – caixas e caixas delas. Fazer o som deste disco mais claro sempre foi um dos maiores desejos do meu pai e é algo que nós estávamos trabalhando juntos nisso quando ele faleceu. Mas com a ajuda da nova tecnologia e com o trabalho de Paul Hicks neste projeto, nós vamos conseguir fazer isso acontecer”. O disco original foi produzido por Phil Spector, que entupiu algumas faixas com sua clássica parede-de-som deixando-as com o som embolado, tornando difícil reconhecer os instrumentos isoladamente, o que George sempre havia lamentado. E Hicks acaba de trabalhar tanto na caixa que os Stones lançaram para seu disco de 1973 Goat’s Head Soup e a nova versão para “Gimme Some Truth”, do John Lennon, lançada quando em seu aniversário deste ano.