Karina Buhr é uma artista completa: canta, compõe, toca, escreve, pinta e se posiciona de forma veemente sobre assuntos que dizem respeito a todos – e paga um preço por isso. Baiana criada no Recife, ela é um dos principais pilares da música pernambucana contemporânea e minha convidada desta terceira edição em vídeo da coluna Tudo Tanto, que antes era publicada na revista Caros Amigos e agora ganha este novo formato. Conversamos sobre como sua carreira foi afetada pela pandemia, o que ela tem feito neste período e aproveitamos para dissecar sua carreira desde o início, antes de ela tocar no Eddie, banda que pertenceu à primeira formação, formar o Cumade Fulozinha, trabalhar com Zé Celso Martinez Correia e assumir a carreira solo ancorada por dois dos maiores guitarristas do Brasil. E enquanto ela fala sobre a própria trajetória, aproveita para falar sobre preconceitos, processo criativo, da cena contemporânea e das novidades que está planejando para o ano que vem.
Dissecando mais uma vez a relação da música com o jornalismo no Brasil, chamei a querida carioca Kamille Viola para contar sua trajetória – ela que está lançando seu primeiro livro, sobre o disco África-Brasil de Jorge Ben e aproveita esta deixa para voltar para o início da internet no Brasil,. quando redações de jornais ainda eram objetivo de estudantes de jornalismo, e traça sua carreira cobrindo música para a Bizz, o jornal O Dia e suas duas revistas eletrônica, Bala e Vertigem, lançadas em momentos muito distintos. Ainda falamos sobre a dificuldade da vida como autônomo e da precarização do jornalismo cultural nas últimas décadas, além de lembrar de nosso querido irmão Fred Leal.
Kevin Parker até canta mais grave para encarnar maravilhosamente o hit “A Girl Like You” de Edwyn Collins no já clássico quadro Like a Version da rádio australiana Triple J.
Que maravilha, hein…
Por que finais de filmes e séries são tão difíceis de agradar o público? Por que nos agarramos tanto a personagens e sagas a ponto de nos incomodar com qualquer tipo de final que nos é apresentado? Por que encerramento de obras, quando contraria nossas expectativas, parece matar o legado de obras inteiras? Em mais este episódio do Cine Ensaio eu e André Graciotti discutimos o impacto que fins de filmes e séries têm em diferentes obras e tentamos explicar porque isso é uma questão tão delicada para espectadores em geral.
2020 seria o ano em que a vocalista do Paramore, Hayley Williams, engataria sua carreira solo, ao lançar o ótimo Petals for Armor logo no começo do ano. Mas com a pandemia, ela ficou limitada a fazer versões em sua conta no Instagram e, finalmente, fez a primeira apresentação ao vivo de seu disco com banda nesta apresentação para o Tiny Desk Concerts da emissora norte-americana NPR. Três músicas, tudo redondinho, uma hora ela retoma essa história direito…
“Pure Love”
“Taken”
“Dead Horse”
Livros, discos, filmes, séries, peças, fotografias, telas… A arte é uma porta de entrada para sair da zona de conforto pessoal, um momento em que você abraça algo que não é o que você é para tentar entender o que acontece para além dos domínios ao seu redor. O quanto a alteridade define nossa própria noção individual? Eu e Polly Sjobon falamos do outro no episódio do Polimatias desta quinzena – e não de qualquer outro.
O mestre do horror John Carpenter mostra a intensa “The Dead Walk”, mais uma música do disco que está gravando com seu filho Cody e seu enteado Daniel Davies. Ele já havia mostrado algumas faixas do disco anteriormente.
Lost Themes III: Alive After Death será lançado em fevereiro do ano que vem e já está em pré-venda.
A MC brasiliense Flora Matos está aproveitando a quarentena para produzir músicas novas e lançou “Boy Magia” no mês passado, depois de mostrar “I Love You” em setembro…
Duas faixas deliciosas que parecem apontar o rumo de seu novo álbum – que parece que ainda vem esse ano… Será?
O MC paulista Edgar começa a apontar para o ano que vem ao antecipar o primeiro single do segundo disco da trilogia O Novíssimo Edgar, Ultraleve. O novo disco, que também terá produção de Pupillo, como o anterior Ultrassom, começa a ser mostrado agora, com a distópica “Também Quero Diversão!”, que mistura toques orientais, beats quadrados e um deprimente diagnóstico de onde estamos agora.
O líder do Cure Robert Smith reinventa “Teenager“, do melhor grupo de nu-metal Deftones, que está preparando uma nova edição comemorativa de vinte anos de seu clássico White Pony chamada Black Stallion. Smith pegou os elementos oníricos do início da faixa, desligou toda a percussão e levou o grupo para passear em Twin Peaks – ficou lindo.
Além do remix de Smith, o grupo já mostrou outros que fizeram de músicas do mesmo disco, como Purity Ring revisitando “Knife Prty” e Mike Shinoda recriando “Passenger”. A nova edição do disco lançado no ano 2000 já está em pré-venda e sai no início deste mês.









