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E essas cenas do Velvet Underground tocando em São Francisco em 1966 que apareceram agora? Originalmente era uma reportagem do canal local KRON-TV que foi ao ar dia 3 de julho de 1971 sobre o fechamento da lendária casa de shows californiana Fillmore West e trazia cenas de quando a performance Exploding Plastic Inevitable de Andy Warhol – evento que revelou o Velvet Underground para o resto do planeta – apresentou-se no local no dia 30 de maio de 1966. Na mesma noite teve show do Mothers of Invention do Zappa, imagina isso!

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A súbita morte de Lô Borges no ano passado pegou a todos de surpresa, especialmente quem o acompanhava de perto e via como sua produção havia se tornado prolífica nos últimos anos. Sempre com a mesma banda de apoio (Henrique Matheus nas guitarras, Thiago Corrêa no baixo e teclados e Robinson Matos na bateria), desde 2019 ele vinha gravando um disco de inéditas por ano e antes de partir estava fazendo seu oitavo disco em oito anos, este em homenagem ao irmão e principal parceiro de sua vida, o letrista Márcio Borges, que completou 80 anos no início de 2026. No entanto, este disco foi concluído postumamente e A Estrada, que leva este título por comparar a carreira de artista com a vida em trânsito, será lançado no dia 10 de junho, com participações de Marcos Suzano e Tavinho Moura. Antes disso, podemos ouvir seu primeiro single póstumo, “Campo Alegre KM 500 Mil”, que chega às plataformas nesta sexta-feira, em primeira mão no Trabalho Sujo e traz aquela psicodelia beatle-mineira que sempre atravessou suas canções. Saudades, Lô Borges.

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Eis o primeiro single da Orfeu Menino, “Imagina”, que chega às plataformas de áudio nesta sexta-feira, mas que a banda antecipou em primeira mão para o Trabalho Sujo. Há quase três anos na guerrilha da música independente, a banda conseguiu que o grande Gustavo Ruiz produzisse este primeiro single, que traduz a vibe bem brasileira da banda, misturando pop dos anos 80 com MPB dos anos 70 – esta última aprofundada na parte instrumental da segunda metade da música. “Escolhemos começar por essa música primeiro porque é uma das que a galera canta mais e depois porque é uma composição 100% coletiva, e uma das primeiras que fizemos”, explica a vocalista Luíza Villa, que lidera o grupo à frente de Pedro Abujamra (teclados), João Vaz (guitarra), João Ferrari (baixo) e Tommy Coelho (bateria). Groove suave, saca só…

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Um dos nomes mais influentes do pós-punk inglês não tem ataques abruptos, colagens pós-modernas ou colisões rítmicas – e sim trabalha com texturas de guitarras que mais soam hippies do que punks, dedilhados de sonho que eram o oposto do que o status quo do novo gênero pedia à época e que soaram como universos paralelos para diferentes artistas décadas seguintes – e ele está de volta. O Durutti Column do guitarrista Vince Reily é um dos produtos musicais mais notáveis de Manchester e estamos falando da mesma cidade que nos deu os Buzzcocks, o Joy Division/New Order, os Smiths, o Fall, os Stone Roses, os Happy Mondays, os Charlatans, o Verve, o Oasis e o Floating Points. Seu estilo único de tocar guitarra é a base para experiências sonoras transcendentais que fundem free jazz, folk, jazz fusion e música erudita contemporânea e inspiraram artistas tão diferentes quanto Brian Eno, Blood Orange, John Frusciante, Harry Styles e Frank Ocean. E ele está voltando para o disco depois de mais de uma década longe do estúdio devido a problemas de saúde que atravessou, contando alguns derrames. Estes o deixaram longe da guitarra para apresentações ao vivo, mas ele mantém a chama acesa ao anunciar o que pode ser o último disco de sua banda – um trio, que mantém ao lado do eterno parceiro e baixista Keir Stewart e do velho camarada percussionista Bruce Mitchell -, o álbum Renascent, anunciado nesta quarta-feira com o lançamento do single “Liars”. O disco chega aos ouvidos públicos no último dia de julho e já está em pré-venda. É o primeiro disco da banda desde o A Paean to Wilson, de 2010, e possivelmente o último disco que lançará com gravações novas, uma vez que sua saúde andaria delibitada no limite. Ouça abaixo o primeiro single e veja o nome das músicas deste próximo trabalho: Continue

No fim do ano passado, Henry Rollins mencionou que estava trabalhando com Ian McKaye e começaram as especulações que dois dos maiores nomes da cultura faça-você-mesmo do punk dos Estados Unidos estavam compondo ou gravando disco. Mas o vocalista do Black Flag e da Rollins Band e o cérebro por trás do Minor Threat e do Fugazi logo desmentiram que pudessem estar fazendo algo autoral e agora a verdade vem à tona: os dois estão começando a chafurdar no extenso arquivo dos Cramps, reativando a seminal gravadora do próprio grupo, a Vengeance Records, para mostrar joias enterradas no passado da banda que finalmente verão a luz do dia. Uma das bandas mais transgressoras da história da música gravada, o grupo liderado pelo casal Lux Interior e Poison Ivy é o monstro que o rock’n’roll deveria ter sido caso não fosse cooptado pela indústria fonográfica. Embora sejam mais reconhecidos por fundar o gênero chamado psychobilly, os Cramps eram viciados em música pop que gostavam de se enfiar até o pescoço no pântano do rock sujo, causando comoções por onde passavam. O primeiro lançamento desta nova fase vem dos estúdios da gravadora Ardent, quando o líder do Big Star resolveu, ainda em 1977, produzir o primeiro disco da banda, que só seria lançado em 1980 com o título de Songs the Lord Taught Us, E na primeira sessão que fizeram no clássico estúdio de Memphis, Chilton pediu pra banda gravar várias músicas para depois escolher as que lançariam como compactos antes do lançamento do disco. E, como Rollins detalha no texto de apresentação do disco (leia abaixo), eles fizeram essas gravações que não foram lançadas à época e quase viram a luz do dia no final dos anos 80, quando Lux e Poison voltaram àquelas gravações e fizeram novos mixes para a seleção de música, que seriam lançadas como um disco voltado para os fãs chamado de Gravest Gravy. Mas, por algum motivo, o projeto foi engavetado e só agora volta a surgir para o público, quando Rollins e MacKaye começam a mostrar o que conseguiram levantar nos arquivos da banda a partir deste primeiro registro dos Cramps em estúdio, que chega ao público dia 21 de agosto e já está em pré-venda. Ouça abaixo o primeiro single deste novo álbum, “TV Set”, bem como um texto de Rollns sobre a descoberta deste disco perdido e o nome das faixass: Continue

Flea lançou um belo disco solo no começo do ano (chamado Honora, vale conferir) e ao passear pela Europa tocando ao vivo o novo trabalho, convidou o chapa Thom Yorke para dividir o palco no show que fez em Londres nesta terça-feira. Parceiros na banda Atom for Peace, o baixista do Red Hot Chili Peppers e o vocalista do Radiohead já quebraram o gelo de cara quando Flea convidou Thom para subir ao palco para acompanhá-lo em “Traffic Lights”, música da banda que têm juntos, logo na segunda música. O show realizado na casa Koko ainda contou com a participação de Warren Ellis (na faixa “Frailed”) e versões para músicas de Jimmy Webb (“Wichita Lineman”), Frank Ocean (“Thinkin Bout You”) e Funkadelic (“Maggot Brain”) e logo após esta última Flea chamou Thom de volta ao palco para dividir uma versão de dez minutos para a irresistível “Got to Give It Up”, do Marvin Gaye. Que delírio.

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Blonde Redhead, Diiv, Dry Cleaning, Beach Fossils, Pedro The Lion, Wednesday, Bar Italia e High Vis: eis o elenco da décima sexta edição do Balaclava Fest, que segue no Tokio Marine Hall, mas pela primeira vez em dois dias. O festival acontecerá nos dias 26 e 27 de setembro e infelizmente não terá os nomes que vínhamos especulando (como My Bloody Valentine ou Geese, ambos mais torcida que especulação), mas mesmo assim o selo paulistano realiza sua edição mais robusta e mais ousada, trazendo nomes clássicos do indie das últimas décadas. Além dos gringos, o festival ainda terá os brasileiros Ludovic, Adorável Clichê e Budang. Os ingressos já estão à venda.

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Temos Mike D!

Toma mais uma música do beastie boys Mike D solo, “What We Got”, dentro de seu projeto (e possível futuro álbum) Mike D 5D, que está gravando com seus filhos. Só vem!

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O documentário que o Questlove dirigiu sobre o Earth Wind & Fire já tem data de lançamento na HBO, dia 7 de junho. Mas não há previsão se será exibido no Brasil… Sempre isso…

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Quem deu o segundo passo de um novo disco nesta sexta-feira foi Olivia Rodrigo, que revelou sua “The Cure” como novo degrau – para baixo – de seu vindouro terceiro disco, You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love. E depois de filmar “Drop Dead” no Palácio de Versailles como uma princesa Disney – símbolo do pop perfeito -, ela começa a descida rumo à tristeza enunciada em seu título em uma ode folk emoldurada em um hospital dos anos 50 nos Estados Unidos, em que, fantasiada de enfermeira de publicidade, vai mostrando suas vísceras como um personagem de desenho animado num filme de terror. Ao batizar a faixa com o nome da banda de seu ídolo e agora camarada Robert Smith, ela sintoniza a melancolia agridoce do papa do gótico pop ao mesmo tempo em que acena para a geração seguinte à do Cure, imediatamente influenciada por eles, a quem ela vem tateando contato, do rock alternativo dos anos 90, soando como uma balada acústica de bandas tão diferentes quanto Smashing Pumpkins, Hole, Weezer e Foo Fighters. Resta saber se este será o disco em que ela, de uma vez, abraçará o rock, tornando-se um improvável ícone para o gênero. Mas ao final do clipe, ela revela que o hospital vintage que é o cenário do clipe é (como era o palácio do clipe anterior) uma ilusão, pisada por ela mesma ao mostrar-se sem fantasias numa casa encaixotada, como se tivesse acabado de chegar de uma mudança. Vamos ver o que ela nos mostrará a seguir…

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