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Os Beatles finalmente anunciaram quando será o lançamento da nova versão de seu Anthology, série em que contaram sua própria história há trinta anos e que agora ganha uma nova versão com direito a um episódio inédito, que traz imagens e entrevistas sobre o reencontro dos três integrantes remanescentes da banda em 1995. A nova versão da série terá nove episódios e entre os dias 26, 27 e 28 de novembro o canal Disney+ disponibilizará três episódios diariamente. O lançamento do novo Anthology coincide com o de sua versão em disco, que agora traz quatro discos duplos, em vez de três, como foi nos anos 90, com raridades do grupo que não foram lançadas à época. O pacote completo ainda inclui uma nova edição do livro, que não traz nenhuma novidade em relação à edição de 1995.

Veja o novo trailer da série abaixo: Continue

2025 está sendo um ano ótimo para o indie rock no Brasil e não só pelos shows gringos que estão passando por aqui (tá contando? Já foram Supergrass, Teenage Fanclub, Mogwai, Weezer, Yo La Tengo, Stereolab e dá até pra botar o Massive Attack nessa conta), mas também por boas movimentações no indie rock local, uma delas motivada justamente por um desses shows internacionais por aqui, quando a banda carioca PELVs voltou à ativa para abrir o show do Teenage Fanclub no Circo Voador. Foi a deixa pro grupo lançar em vinil um de seus discos mais memoráveis, Península, de 2001, que sai pelo selo responsável por grande parte da cena indie no Rio, o Midsummer Madness. E o herói responsável pelo selo, Rodrigo Lariú, colocou a íntegra do show da PELVs deste ano no YouTube, comemorando mais um capítulo na história da banda. “Lançar o Peninsula em vinil é um papo antigo”, ele me escreve comentando o lançamento. “A banda queria ter lançado em 2020/21 quando o disco fez 20 anos mas naquele momento não engrenou porque ainda estávamos no meio da pandemia e eu sempre achei que o Peninsula era um disco que traduzia bem a Pelvs e, assim como foi no Bingo do Cigarettes, mexer nas gravações originais e remixá-las agora daria outro brilho pro disco. Quando a Pelvs mixou e masterizou o Peninsula, eles dominavam totalmente a gravação mas não a finalização. Agora, 25 anos depois, eu acho que o disco foi finalizado a contento”. Assista ao show abaixo: Continue

A vida é feita de escolhas e tive que ficar com o Planet Hemp a ir ao Morumbi ver a primeira apresentação que Dua Lipa fez de sua nova turnê no Brasil. E perdi a oportunidade de vê-la cantando músicas da Timbalada ao lado de Carlinhos Brown e Caetano Veloso. Mas a passagem de Dua Lipa pelo Brasil está rendendo para além desta primeira apresentação e falo mais sobre isso em breve. Mas será que consigo vê-la no Rio sábado que vem? Quem poderá cantar com ela nesse show? Façam suas apostas! Eu aposto no Gil!

#dualipa #caetanoveloso #carlinhosbrown #timbalada #morumbi

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Há pouco mais de um mês a dupla Magdalena Bay vem conduzindo um interessante experimento pop, lançando, quase semanalmente, duas músicas novas. Nessa sexta-feira eles chegam com mais duas (a doce “This Is The World (I Made It For You)” e a etérea “Nice Day”) que se juntam ao conjunto de seis músicas que lançaram há pouco tempo (pra quem não tá anotando, “Black-Eyed Susan Climb”, “Unoriginal”, “Paint Me A Picture”, “Human Happens”, “Second Sleep” e “Star Eyes”). Com oito músicas eles já têm um EP tranquilamente, talvez até um álbum, mas falta da um título comum que entrelace essas canções para além da estética visual, enunciada no clipe de “Second Sleep” e seguida nas artes de cada uma das músicas. Mas precisa ser uma obra conjunta? É uma fase de transição? Sobras do disco passado ou prenúncios de um novo álbum? Lançando músicas com pouco intervalo de tempo, os dois encontram uma forma esperta de manterem-se em público sem necessariamente estarem fazendo shows ou alimentando as redes sociais. É um bom teste sobre como mostrar um novo trabalho para seu público e tentar ampliá-lo sem precisar realizar um grande evento, como a expectativa do lançamento de um novo álbum ou nova turnê. O mais importante é que as músicas são boas e vasculham novos aspectos do universo musical da banda – elas são o centro dessa discussão, não há truque, gracinha ou sacada pra vender o que eles sabem e gostam de fazer.

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Courtneyzinha lançou single novo há um mês e não deu mais nenhum pio pra dizer se tem algo novo em vista ainda pra esse ano ou se só lançou “Stay in Your Lane” pra nos deixar pilhados em relação a 2026. E ela reforça o lançamento ao lançar um vídeo que fez numa sessão que gravou no estúdio do Levon Helm no fim do mês de setembro. Como essa mina é foda…

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Pulp no Tiny Desk!

Olha que maravilha esse Tiny Desk com o Pulp: além de reunir sua banda com direito a cordas e tudo, Jarvis Cocker ainda fez uma bela seleção pinçando músicas de diferentes fases da banda num minirrepertório que abre de forma surpreendente com “This is a Hardcore”, passa por uma das minhas favoritas da banda (“Something Changed”, que eles não têm vergonha de recomeçar depois de se confundir) e puxa uma do disco desse ano (“A Sunset”) e outra de um passado pré-britpop (“Acrylic Afternoons”). É pedir demais que o Pulp tenha ao menos um quinto da popularidade que o Oasis conseguiu em seu revival? Porque bagagem pra isso eles têm de sobra…

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“Elegante e brutal”: a descrição que John Cale fez no pacto com Lou Reed para criar o Velvet Underground, descrita no documentário com o nome da banda dirigido por Todd Haynes em 2021, mexeu com Charli XCX a ponto de, quando foi convidada para compor uma das músicas da trilha sonora da nova versão para o cinema de O Morro dos Ventos Uivantes (dirigida por Emerald Fennell, o mesmo de Saltburn), ela chamar ninguém menos que o próprio Cale para trabalhar junto. A descrição também serve para “House”, música que marca sua nova fase cinematográfica (ela está envolvida em oito – ! – longa metragens, além de ter hypado sua conta no Letterboxd) e que ela revelou essa semana e que consagra sua parceria com o mestre do Velvet Underground e que é o avesso de sua fase dance, eternizada com o Brat que marcou o ano passado. Fino demais.

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Às vésperas de completar o aniversário de um ano do lançamento de seu primeiro disco, Muitos Caminhos Prum Lindo Delírio, a banda paulistana Miragem resolveu fazer um evento para consolidar as versões alternativas conduzidas pelo grupo em suas festas particulares, quase sempre conduzidas pela líder da banda, a guitar heroine Camilla Loureiro, assumindo as músicas ao piano. “Tantas vezes vi Camilla desconstruir e reconstruir as canções do disco ao piano, floreando e dramatizando os arranjos conforme ditava o clima e o grau de embriaguez dos presentes ao redor…”, explica Mariana Nogueira, que começou na banda cuidando da parte de audiovisual e entrou para o grupo em alguns shows como tecladista. Ela idealizou a ideia de uma sessão audiovisual de aniversário, que estreia nesta quinta-feira e que o grupo antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. Serão quatro músicas que compõem Outros Delírios (Fim de Festa): “Ócio”, “Apelo”, “Nada é Urgente” e a faixa-título, escolhida para ser mostrada antes do lançamento. Continue

TV Clara Bicho

A sensação indie Clara Bicho vai encerrando um bom 2025 já pensando nos planos pra 2026, mas antes lança mais uma música nova, que vem acompanhada de seu primeiro clipe, que antecipa em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. “Confesso que no início fiquei meio perdida porque nunca tinha gravado nada desse tipo, mas a Mariana Barbosa e a equipe da produtora Slimbi foram muito prestativos e me ajudaram a me entender na gravação”, diz a it girl mineira, que surge no clipe fazendo o papel de si mesma dando uma entrevista ao programa que batiza a nova música, “Telejornal Animal”. Assim ela reforça a ideia no título de seu primeiro EP, Cores na TV, da televisão como uma mídia retrô, ultrapassada e, por isso mesmo, digna de ser revisitada. Foi um jeito que ela encontrou de ampliar também seu universo imaginário, essa psicodelia light via Hanna-Barbera que vem estampada em suas ilustrações: “Parece que, nesse clipe, eu tinha entrado na minha cabeça, com meus personagens, cores e cenários vivos”, explica.

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Big day coming!

Yo La Tengo e Stereolab num mesmo domingo foi um presente que a Balaclava deu aos indies brasileiros que poucos poderiam esperar – e pelas apresentações que os dois grupos já estão fazendo pelo continente vai ser uma noite de chorar. Continue