
A história da música é racista, classista, machista e colonialista. Esse é o pressuposto básico do qual parte o professor Thiagson para falar especificamente sobre o funk brasileiro do ponto de vista da musicologia acadêmica. Dentro da universidade ele foi aos poucos percebendo o quanto a música popular era colocada em segundo plano como uma forma de disfarçar uma série de preconceitos e privilégios a partir de conceitos como “beleza”, “grande arte” ou “música boa”. A partir de sua própria paixão adolescente – o funk que originalmente nasceu no Rio de Janeiro mas que se espalhou por todo o Brasil – ele começou a quebrar estas barreiras dentro da academia e aos poucos ganhou as redes sociais discutindo questões que devem ir para além dos muros da escola. E ele antecipa em primeira mão o primeiro livro de funk escrito por um músico!
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Começamos julho no Centro da Terra com a segunda apresentação da minitemporada Terranoite que a dupla Carabobina nos proporcionou, mas foi uma experiência completamente diferente. Desta vez tanto a cenografia quanto as projeções ficaram por conta da Anne Santoro, que transformou o palco em um quarto psicodélico deixando Raphael Vaz e Alejandra Luciani ainda mais à vontade (sob os auspícios discretos de um certo Benke Ferraz, que apareceu em cima da hora). Foi uma noite memorável.
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O Estado de Suspensão aconteceu num domingo maravilhoso, que abriu com o transe noise puxado pelo grande Marcelo Cabral. Ao lado de Guilherme Held e de Maria Beraldo, ele visitou seu Motor em formato elétrico, começando os trabalhos na Casa Natura Musical com uma parede de ruído em que equilibrava suas delicadas canções.
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Depois do hiato de um mês sem Aparelho, voltamos à ativa recapitulando os últimos dias, mas com cuidado para não falar em política – mas não há muito como contornar isso. O papo então começa indo por uma gileadzação dos festivais de rock, a consciência de classe da inteligência artificial, a nova fase do Maurício de Souza, a profecia autorrealizável de Top Gun, a esgrima do amor do sabre de luz e a invenção de uma máquina de pogo – vê se é possível uma coisa dessas. Estamos de volta, putada!
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Finalmente entramos em uma nova etapa de uma das melhores séries da atualidade e mesmo depois de uma fraca terceira temporada, Westworld volta com um episódio que parece costurar os desvios da safra anterior de capítulos ao cogitar uma nova realidade em que até a personagem Dolores é reinventada. E assim retomo o Centro Westworld, série de programas que criei em 2020 para comentar semanalmente a série da HBO.
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Longo DM à moda antiga, em que eu e Dodô discutimos sobre a lenta paulistanização da metade carioca desta dupla (que no mês de julho dará um curso em São Paulo, na Casa Waiwai – mais informações aqui – e se você quiser desconto, manda um email pra dodomundi@gmail.com dizendo que soube do desconto pelo DM) ao mesmo tempo em que mais uma vez revisito minha viagem às duas edições do festival Primavera para falarmos sobre Pavement, Dinosaur Jr, Yo La Tengo e outras bandas que queríamos ver ao vivo (como R.E.M., The Cure, Sonic Youth e David Byrne). E não podíamos também ficar sem falar sobre o filme da vez, Everything Everywhere All At Once, que explodiu nossas cabeças.
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Bem bonita a apresentação da dupla Carabobina nesta terça-feira no Centro da Terra, quando Raphael Vaz e Alejandra Luciani tocaram pela segunda vez seu projeto ao vivo (a primeira vez em São Paulo), encerrando com a música que batizou esta minitemporada, Terranoite. Segunda que vem, os dois voltam num show com o mesmo nome, mas uma série de novidades.
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Na última noite da temporada A Luta é Florescer, no Centro da Terra, Izzy Gordon, Tita Reis, Renato Gama e ALldry Eloise, que formam o coletivo D’Águas, tiveram o prazer de receber o grande Tony Gordon, que coroou o mês de junho com muito soul para uma casa cheia.
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Primeiro Altos Massa presencial que, achávamos, seria feito no velho continente, durante nossas férias. Mas eu e Pablo Miyazawa preferimos gravar programas em áudio em vez de ligar a câmera por nossa passagem pela Península Ibérica – nossa primeira viagem juntos – e deixar para conversar sobre este assunto quando já estivéssemos de volta ao Brasil. A novidade é que, além de fazermos o primeiro programa num mesmo ambiente, também voltamos a falar sobre pandemia e a vida depois do Coronavírus, comparando a vida que levamos num país que só não foi completamente negacionista por conta da própria população com a de países que seguiram estritamente os protocolos de segurança e agora quase sequer mencionam a existência da doença.
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Volto com o meu programa de entrevistas depois do recesso chamando a querida Manoela Milkos para falar sobre sua área de atuação: direitos humanos. Ela faz parte da ONG Nossas, que tem diversas iniciativas para reverter a tragédia que habitamos neste Brasil de 2002, como Amazônia de Pé e Mapa do Acolhimento. A gente conversa um pouco sobre essas iniciativas, mas também sobre a soturna fase que o país atravessa e conseguimos até ser otimistas dentro desse cenário deprimente que atravessamos.
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