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Aproveitando o auê ao redor do ótimo O Agente Secreto (já foram ver?), Wagner Moura foi convidado para o armário da Criterion e pinçou algumas obras-primas brasileiras (Glauber sempre!) e outras europeias, sem esquecer de saudar Scorsese – a forma como ele usa o mestre de Nova York pra chamar Pixote e Limite é genial, além de ser um aceno pessoal pra ver se o velho Marty o chama pra fazer algo. Imagina..
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Bob Dylan é foda. Ao passar pela capital irlandesa na terça-feira passada com sua turnê, o maior de todos (já que João morreu) reverenciou um dos principais filhos daquela terra ao cantar “A Rainy Night In Soho”, dos Pogues. Na plateia do 3Arena em Dublin estava a viúva de Shane McGowan, líder banda que morreu há dois anos, Victoria Mary Clarke, que logo após a apresentação, que encerrou lindamente o show de Dylan, twittou a felicidade de ouvir a versão da música do marido no dia de aniversário de casamento dos dois. Não foi a primeira vez que ele tocou essa música ao vivo (tocou em maio quando dividiu o palco com Willie Nelson em seu Outlaw Music Festival Tour), mas ouvi-la na terra-natal da banda tem um gosto especial… Felizmente um herói registrou esse momento.

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“A Julia, além de ser uma grande compositora de música instrumental, ela vai lá e mete uma letra maravilhosa dessas numa canção linda dessas, não dá, não aguentei”, confessou a maravilhosa Marina Marchi após deixar as lágrimas correrem quando cantava a deslumbrante “Autorretrato”, uma das muitas músicas próprias que Julia Toledo apresentou no espetáculo Preto no Branco, que fez nesta terça-feira no Centro da Terra. Além de ter reunido um time de cobras – o sentimento sinuoso e classudo que Fábio Sá coloca em seu contrabaixo acústico e a impressionante leveza torta das baquetas de Henrique Kehde, à bateria, além da divina voz de Marina, que só participou de algumas canções, mas pode exibi-la maravilhosamente quando chamada ao palco -, Julia mostrou canções que esparramam beleza e inventividade musical, abrindo espaços para todos os músicos – inclusive ela mesma, que começou e terminou no violão e passou o miolo da noite entre o piano e o teclado – mostrarem suas destrezas instrumentais, sempre à disposição de suas composições. Essas por si só são um espetáculo à parte e mostram que, mesmo com pouca idade, ela já desabrocha como uma grande cancionista deste novo século da música brasileira – e começou a experimentar essa nova carreira solo em frente a uma plateia que sabia do privilégio que tinha ao ouvir tal repertório em primeira mão. Bravo!

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Mais de dez anos depois, o clipe brasileiro que o Sebadoh gravou em São Paulo finalmente tem estreia marcada pro próximo dia 28, no canal do YouTube da banda e seus diretores, os compadres Ricardo Spencer e André Peniche, disponibilizam um trecho do clipe em primeira mão no Trabalho Sujo. O trabalho foi idealizado pelo baiano Spencer, que, depois de dirigir dezenas de clipes para artistas brasileiros, tinha o sonho de fazer um clipe para algum dos artistas – indies, claro – que o motivaram a cair na música. A primeira tentativa foi em 2008, quando registrou um clipe em Super 8 com a passagem do Mudhoney pela Bahia, cujo material foi destruído por um laboratório de São Paulo. Depois de tentar fazer algo com Lee Ranaldo (sem sucesso), a oportunidade surgiu quando a banda de Lou Barlow veio para o Brasil, em 2014.

Foi quando Spencer convidou o paulistano André Peniche – ele mesmo outro diretor de clipes para vários artistas nacionais – para dirigir parte das cenas do clipe que, seria filmado parcialmente com uma das novidades da época: o drone. “A ideia era um único take, com um drone em direção a uma das quitinetes que aluguei por um dia no Copan”, lembra Ricardo. “Seria 75% da música ‘Love You Here’ num único take sobrevoando São Paulo, até enquadrar uma das janelas da meca da moradia paulistana, com a banda tocando sua mágica. Acontece que o piloto do drone não tinha coragem de se afastar muito, mesmo comigo arrancando os cabelos, em terror, num terraço vizinho.”

“Sorte a minha que meu parceiro André Peniche era o responsável por uma segunda unidade, filmando a banda dentro do apartamento”, continua Ricardo. Eu novamente me frustrei e engavetei o clipe. André não.” Peniche, que mora desde 2020 em Helsinque, na Finlândia, pediu o material do clipe para Spencer, para tentar extrair dali um material a partir de outra ideia, já que a original não havia funcionado. “Aí em 2022, o Lou Barlow veio tocar na Finlândia com o Dinosaur Jr., me convidou pra ir no show e antes do show a gente ficou conversando sobre aquela turnê no Brasil, até que o clipe veio à tona”, lembra Peniche, que usou aquela conversa como gancho para finalmente finalizar o material, que só conseguiu fechar neste ano, por conta de questões de agenda de trabalho – e ele finalmente chega entre nós na próxima sexta.

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Depois de 16 anos sem lançar disco novo, o Cure finalmente atendeu à espera dos fãs no ano passado, quando lançou o soberbo Songs of a Lost World no início de novembro do ano passado. No mesmo dia do lançamento, fez um show para três mil pessoas na casa de shows londrina Troxy e lançou o vídeo no YouTube para os fãs de todo o planeta na mesma semana, na única apresentação em que tocaram o longo disco do ano passado na íntegra. E agora eles aumentam ainda mais a escala desse show ao transformá-lo em um documentário que estará nos cinemas do planeta a partir do dia 11 de dezembro. The Show of a Lost World já está com ingressos à venda e vai passar em várias cidades do mundo – inclusive em várias no Brasil. Confira aqui e assista ao trailer abaixo: Continue

Enquanto Dua Lipa se apresentava no Brasil, perdia a oportunidade de dividir o palco com um de nossos maiores artistas pois Gilberto Gil também estava em plena turnê. E nos dois fins de semana que a diva passou por São Paulo e pelo Rio de Janeiro, Gil estava entre Fortaleza e Recife, sempre recebendo convidados. Em Fortaleza, no fim de semana anterior, recebeu Ednardo (que cantou “Andar com Fé”) e o sanfoneiro Waldonys (que tocou em “Esperando na Janela”). Já no Recife (ou melhor, tecnicamente em Olinda, já que os shows foram no Classic Hall, que fica na divisa entre as duas cidades), Gil recebeu dois convidados por noite. Na primeira, sábado passado, contou com a presença de Alceu Valença (que cantou “Aquele Abraço”) e Elba Ramalho (que esteve em “Andar Com Fé”) e na segunda, domingo, recebeu João Gomes (com quem dividiu “Esperando na Janela”) e Lenine (que cantou “Extra II”). E ele ainda fará um terceiro show em Pernambuco na próxima sexta. Quem serão os convidados?

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Outro nome de peso passou pelo Tiny Desk da NPR essa semana, quando a voz do Led Zeppelin não apenas passeou por seu disco mais recente como visitou alguns clássicos. Robert Plant acaba de lançar o primeiro disco ao lado da banda que o acompanha há seis anos, Saving Grace, num álbum solo batizado com o nome do grupo .O álbum, com várias versões, foi a base do repertório da apresentação, com saudações à banda psicodélica Moby Grape (“It’s a Beautiful Day Today”), ao grupo indie Low (“Everybody’s Song”), à cantautora estadunidense Martha Scanlan (“Higher Rock”) e à canção tradicional (“Gospel Plough”). Plant, que virá ao Brasil no ano que vem no C6 Fest, encerrou o programa visitando o próprio Led Zeppelin na versão que ele e Page fizeram para outra música tradicional “Gallows Pole”, que Plant lembrou ter conhecido na versão do bluesman Lead Belly.

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Eis o trailer do novo filme da Charli XCX, The Moment, um documentário de mentira sobre o fenômeno Brat, que ela “concebeu a partir da ideia de ser pressionada a fazer um documentário” sobre como ela dominou o verão do ano passado no hemisfério norte a partir de seu disco mais recente. É mais um projeto de sua nova fase cinematográfica, anunciado na semana seguinte em que ela revelou que seu próximo álbum é a trilha sonora da nova adaptação para a telona do clássico O Morro dos Ventos Uivantes. The Moment está marcado para estrear lá fora no dia 30 de janeiro e ainda não tem data de lançamento para o Brasil.

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O My Bloody Valentine está preparando sua volta para os palcos que não frequentam desde 2018 e que, tecnicamente, aconteceria neste sábado, quando a banda tocaria em Dublin, na Irlanda, pela primeira vez desde 1992. Mas ninguém esperava que eles fossem fazer um show de aquecimento, como fizeram para 2 mil pessoas na mesma cidade nesta quarta-feira. O show aconteceria em um lugar ainda menor, mas o auê em torno da aparição-surpresa tomou as ruas da capital irlandesa e foi transferido para o National Stadium, que apesar do nome, é um ringue de boxe conhecido por sediar shows de médio porte na cidade desde os anos 70. O grupo passou por várias pérolas de seu repertório num show que teve quase 20 músicas, a estreia ao vivo de “Off Your Face” (do EP Glider, de 1990) e encerrou com “You Made Me Realise”. Depois de pegar todo mundo de surpresa, a banda de Kevin Shields prepara sua turnê, que segue por Dublin (no sábado), Manchester (na segunda), Londres (na terça) e Glasgow (na quinta), saindo do Reino Unido para o outro lado do mundo, quando tocam em Hong Kong, dia 7 de dezembro. Eles retomam a turnê em fevereiro do ano que vem no Japão, com duas datas em Osaka (3 e 4) e duas em Tóquio (6 e 9), e uma única outra data já anunciada, quando estarão no elenco do Primavera em Barcelona (tocam dia 6 de junho). Provavelmente outros shows serão anunciados e Kevin Shields voltou a falar em novo disco, mas sabemos que é mais fácil eles tocarem no Brasil… (Aliás, falando nisso, alô Balaclava!)

Assista a algumas músicas do show e veja o setlist completo abaixo: Continue

O Geese também fez erguer as sobrancelhas de Nigel Godrich, lendário produtor indie que trabalha com o Radiohead desde o OK Computer e já fez discos com o Air, Beck e Paul McCartney, que abriu mais uma temporada das sessões From the Basement, que realiza em seu estúdio com a banda nova-iorquina da vez. E eles, pra variar, quebraram tudo.

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