
O diretor Paul Thomas Anderson também deixou-se levar pela Geesemania e esteve filmando a apresentação de piano e voz que o vocalista da banda sensação nova-iorquina, Cameron Winter, fez nesta quinta-feira no Carnegie Hall, em sua cidade. Será que vai pro cinema?
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Quem já fechou a lista de melhores de 2025 não incluiu o disco novo que o Emicida acabou de lançar, né? E pelo jeito ainda tem outro vindo aí, porque ele lançou o Volume 3 só com mashups feitos pelo Nyack há pouco tempo e se duvidar o Volume 1 sai esse ano… Será que vem uma colab com os Racionais?
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Depois de seu terceiro disco, Hit Me Hard and Soft, lançado no ano passado, Billie Eilish subiu um degrau considerável em sua carreira e quer ir para o topo do pop. Seu novo passo foi transformar a versão ao vivo do disco em um filme que garantisse sua chegada a este novo patamar e ela fez isso juntando forças com um dos maiores nomes da história do cinema, ao convocar o diretor James Cameron para transformar o filme em um evento. Filmado em 3D com tecnologia nunca vista em apresentações ao vivo, o filme leva o mesmo título do disco e será lançado em março do ano que vem, com direito a sessões em telonas do Imax. Pelo visto ela quer subir para o nível de Taylor Swift e Beyoncé, mas algo me diz que ela pode se perder neste caminho… Tomara que não.
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A primeira exibição do documentário de mentira The Moment, que Charli XCX fez sobre seu momento Brat no ano passado, acontecerá no início do ano que vem, quando o filme dirigido por Aidan Zamiri estreia no festival de cinema de Sundance, nas cidades de Park City e Salt Lake City, nos Estados Unidos, que acontece a partir do dia 22 de janeiro de 2026. O filme, criado a partir da pressão para fazer um filme sobre a turnê, explora o lado irônico e cínico de se fazer tanto sucesso e o trailer final do documentário falso foi lançado aproveitando esse anúncio. O filme, que ainda conta com Kylie Jenner, Alexander Skarsgard, Rachel Sennott, Rosanna Arquette, Shygirl e A.G. Cook, entre outros, no elenco, chega aos cinemas dos EUA no dia 30 daquele mesmo mês e não tem previsão de lançamento no Brasil. The Moment é um dos três filmes com Charli no elenco (além dos outros quatro que ela está envolvida) que estreará no festival, cuja próxima edição é a primeira depois da morte de seu fundador, Robert Redford: The Gallerist, filme sobre o mercado de arte com Natalie Portman e Jenna Ortega, e I Want Your Sex, de Gregg Araki.
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A noite de hoje é menos sobre nostalgia e mais uma reafirmação da importância da resistência, do protesto e da recusa de ser silenciado”, disse Bobby Gillespie no início do show que seu Primal Scream fez nesta segunda-feira, na Roundhouse londrina. Depois de uma avassaladora passagem pelo Brasil, o grupo encerrou sua temporada de shows de 2025 na Inglaterra, celebrando o quarto de século de seu disco mais político, XTRMNTR. Lançado no ano 2000, o disco só foi tocado na íntegra no ano de seu lançamento, em apresentações no Reino Unido, e 25 anos depois voltou a ser celebrado fazendo o grupo recuperar músicas que não tocava ao vivo desde aquela época (caso de “Keep Your Dreams,” “Insect Royalty” e “MBV Arkestra (If They Move, Kill ‘Em)”). Além destas, o grupo ainda visitou “Blood Money” (que não tocava desde 2001), “Shoot Speed/Kill Light” (pela primeira vez desde 2018), “Accelerator” (fora dos shows desde 2019) e “Kill All Hippies” (que tocou pela última vez em 2021), além de ter tocado uma versão para “Swastika Eyes” que causou confusão na Inglaterra ao exibir imagens de diferentes políticos estrangeiros que, ao se posicionar a favor de Israel no conflito da região da Palestina, apareceram com suásticas dentro de estrelas de Davi nos olhos. O aniversário do disco coincide com dois momentos distintos de dois personagens centrais em sua história, pois o lendário baixista inglês Gary “Mani” Mounfield acaba de partir para o outro plano, enquanto o guitarrista Kevin Shields vê seu My Bloody Valentine ser redescoberto em grande estilo com shows ensurdecedores. Depois de tocar o disco na íntegra, o grupo escocês voltou para um bis que incluía “apenas” “Jailbird”, “Loaded”, “Movin’ On Up”, “Country Girl” e “Rocks”. Resta saber se vão seguir comemorando o disco em 2026 em turnê mundial, o que faria muito sentido, dado o tenso momento político que o planeta atravessa.
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O fim de ano da NPR tá finíssimo: depois de soltar o Tiny Desk com o David Byrne, a emissora pública dos Estados Unidos puxa o Air pra fazer seu programa informal e a dupla francesa pinça quatro pérolas de seu repertório – o soberbo épico onírico “Le Voyage de Pénélope”, a “Cherry Blossom Girl” que fizeram esse ano com a Charli XCX (imagina se ela aparece no programa) e duas da trilha sonora do filme Virgens Suicidas, que possivelmente será o tema da nova turnê dos dois, “Highschool Lover” e “Dirty Trip”. Olha que pérola…
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Nada me tira da cabeça que os Talking Heads estão preparando sua volta aos palcos em câmera lenta, testando formatos e aparições na mídia pra medir a temperatura sobre sua popularidade meio século depois de terem surgido. Pode reparar: quase toda semana tem uma notícia nova relacionada à banda. Tá certo que isso se mistura ao lançamento de mais um disco solo de David Byrne e o cabeça original também é conhecido por abrir novas frentes e testar novas vertentes pra atingir um público maior, mas acho que até isso faz parte dessa experimentação nos bastidores. Agora é a vez de ele estrear seu novo show do Tiny Desk da NPR, quando cantou duas músicas do disco novo (“Everybody Laughs” e “Don’t Be Like That”) e duas dos Talking Heads, de duas fases diferentes (“(Nothing But) Flowers” do último disco Naked e a clássica “Life During Wartime” do Fear of Music). Pode ser mais torcida do que intuição, mas vai saber…
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A saudade do Jards não vai passar… E assim Thomas Harres, gênio baterista que tocava com o mestre há mais de uma década, resolveu dar uma geral em suas gravações e subiu cinco shows que vez com Macau quando ele passeou pela Europa em março do ano passado. Além de Thomas, Jards estava muitíssimo bem acompanhado pela guitarra de Guilherme Held e o baixo de Paulo Emmery, e o baterista publicou em seu canal no YouTube a íntegra dos shows que o quarteto fez em Frankfurt (dia 4 de março), Mälmo (dia 6), Copenhagen (dia 7), Bremen (dia 9) e Varsóvia (dia 11), todos com mais de uma hora de som, que vocês podem curtir abaixo: Continue

Apesar de ter enfileirado quatro medalhões da música pernambucana – e brasileira, afinal de contas estou falando de Alceu Valença, Elba Ramalho, Lenine e João Gomes! – em suas duas primeiras apresentações no Recife, foi na última destas datas, que aconteceu na sexta passada, que Gilberto Gil mais se emocionou. Trazendo apenas um convidado para a noite, Gil recebeu o velho amigo Geraldo Azevedo, com quem dividiu os vocais na emotiva Drão, e foi pego de surpresa quando, sozinho ao violão, Geraldo desenterrou “Ágil Passarinho”, música que compôs em 1986 em homenagem ao mestre baiano, atualizando-a com os nomes de seus filhos que ainda não tinham nascido quando ele a escreveu. Tocar essa homenagem logo após os dois terem cantado “Drão” pegou Gil desprevenido e ele não conseguiu disfarçar a emoção, desabando em lágrimas. Duvido que você não chore também…
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O Rock in Rio do ano que vem começou os anúncios para sua edição do ano que vem com um peso pesado, ao anunciar que Elton John estará no palco do festival no ano que vem, em setembro. O próprio Sir anunciou sua participação no festival (em que já tocou em 2011 e 2013) tornado esta sua oitava vinda ao país. Sua última apresentação por aqui foi em 2017, quando sua extensa turnê de despedida passou por São Paulo e não pelo Rio de Janeiro – desculpa que usou para anunciar sua nova passagem pelo país, já que desde o retorno da música ao vivo após a pandemia o manteve nos palcos, mas longe de viagens mais extensas, para além da Europa e dos Estados Unidos, por cuidados médicos. Ele mesmo tem perdido parte considerável de sua visão e comentou a situação em entrevista à Variety: “Tem sido devastador: perdi minha vista direita e a esquerda não está muito boa, por isso os últimos 15 meses têm sido difíceis para mim, porque não consigo ver nada, assistir a nada, ler nada Tive uma vida incrível e ainda há esperança, só preciso ter paciência e esperar que um dia a ciência me ajude com isso. Quando me ajudarem, ficarei bem. Foi exatamente como no caso da AIDS. Você não pode perder a esperança, precisa ser estoico, precisa ser forte e precisa sempre lutar para tentar melhorar as coisas.” Mas, na mesma entrevista, ele mostra que nem tudo é dor por conta dessa situação: “Por outro lado, eu ainda consigo tocar. Ainda canto. Fizemos o Grande Prêmio de Singapura outro dia com a banda, foi maravilhoso. Você tem que sorrir e aguentar. Às vezes isso me deixa para baixo. Mas, no geral, tenho uma família maravilhosa; tenho dois filhos incríveis; tenho ele”, quando aponta para seu marido, David Furnish. “Paul McCartney me liga em vídeo para saber como estou. É realmente lindo. O carinho que recebi dele, de Pete Townshend, Mick Jagger e pessoas assim tem sido incrível. Receber um e-mail do Keith Richards dizendo: ‘Olá, querido, como você está? Você sabe que nós te amamos’, e é isso, simplesmente alegra o meu dia.”
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