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Vocês viram o trailer do remake de V, não?

Mas vocês se lembram da original? É, V – A Batalha Final, aquela que passava no SBT?

Essa série era sinistra, hahaha.

Cloverfield 2? Parece toscamente fake, mas bem que o monstrengo podia voltar…

Vejam as coisas como são: o diretor sul-africano Neill Blomkamp dirigiu aquele comercial da Citröen do carro que vira um robô e começa a dançar o hit do Les Rhytmes Digitales e resolveu usar a técnica de efeitos especiais daquele filme no curta Alive in Joburg (vídeo acima, dica do Terron), de 2006, em que conta a história de uma Johannesburgo nos anos 90 que tinha de lidar com alienígenas refugiados em suas ruas e naves gigantes sobrevoando em seus céus. Os efeitos e o tom documental do curta foram decisivos para que Peter Jackson chamasse Blomkamp para ser o diretor da adaptação para o cinema da série de games Halo. Mas o filme patinou, não saiu do lugar e os direitos do filme voltaram para a Microsoft que, pelo que Jackson diz na entrevista abaixo, está disposta a fazer o filme fora do sistema de Hollywood.

Para aproveitar o esforço gasto na pré-produção de um filme que não aconteceu, Blomkamp e Jackson resolveram retomar o tema inicial do curta Alive in Joburg e expandi-lo para um longa, District 9. E não duvide se o recente e, de certa forma, inesperado sucesso deste nos cinemas dos EUA faça com que a dupla de diretor e produtor volte a se aproximar do filme de Master Chief…

Depois do Capitão Presença, é a vez do pai do Grand Theft Auto: São Paulo visitar uma Brasília que parece uma mistura de Dallas com o Poderoso Benson. O pior: é a real 🙁 Vi lá no Bruno.

As voltas que o mundo dá: Los Hermanos, em 2002, cantando “Last Nite”, dos Strokes, com o Amarante cantando. Pouco mais de cinco anos depois, dois integrantes das duas bandas fundariam o Little Joy


Los Hermanos – “Last Nite” (ao vivo)

Mutantes FAIL

Depret…

E agosto está terminando cheio de boas notícias para a comédia mundial. Pra começar, foi anunciado no início desta semana que o grupo canadense Kids in the Hall voltará mais uma vez – e para a TV. Consagrado início da década 90 como uma espécie de Monty Python pós-politicamente correto, o grupo gravará Death Comes to Town, um programa de oito episódios para a emissora de seu país CBC, como anunciou a Variety no fim da semana passada. O novo programa será dirigido pelo mesmo Kelly Makin que sempre dirigiu o grupo (tanto na série quanto no filme porraloca Brain Candy) e vai ao ar em janeiro do ano que vem. No mesmo mês que começa o fim de Lost, não custa lembrar (e olha como 2010 já tá começando a ficar foda…),

O programa original, batizado com o nome do grupo, era escrito e interpretado por Bruce McCulloch, Kevin McDonald, Dave Foley, Mark McKinney e Scott Thompson e, na minha nada modesta opinião, seu conjunto da obra é melhor do que todo o Monty Python e todo o Saturday Night Live, basicamente por ter pouquíssimos quadros abaixo da média. Dou, óbvio, o desconto ao Monty Python, que reinventou a comédia em diversos níveis – no palco, no cinema, na TV, como arte, como redefinição do conceito de humor britânico – e, inevitavelmente, estavam propensos a deslizes. Sua importância é indiscutível. É como contestar a influência dos Beatles na música produzida até hoje. Mas meu gosto pessoal tende aos KITH e posso rever todos os episódios das cinco temporadas o quanto for que continuo rindo como se fosse a primeira vez.

O humor subversivo do grupo invertia a lógica proposta pelo grupo inglês ao tratar o nonsense não como uma agressão ao bom senso, mas como um leve desvio de personalidade. Os quadros do grupo mais tendem a um surrealismo quase filosófico, que às vezes pode ser grosseiro, outras tantas poético, sem contar que não há um comediante que chame mais atenção do que o outro. Os cinco funcionam como uma unidade, não há o John Cleese ou o Eric Idle entre o Kids in the Hall. Suas personalidades se misturam ainda mais pelo fato de eles vestirem personagens femininos e gays com tanta naturalidade que às vezes você não sabe se é uma caricatura ou não. Misturado a isso, o grupo ainda alimentava lendas ao seu redor que dizia que quatro deles eram realmente gays ou, dependendo da versão ouvida, apenas um é que era.

Não acho que eles vão reviver os bons tempos nem voltar no mesmo nível que um dia tiveram (é até bom manter esse tipo de expectativa baixa, pra não se frustrar), mas se o novo programa fizer com que a série original dê ao grupo o reconhecimento que ele merece, já tá valendo.

Separei ainda mais uns vídeos – estes, focando em cada um dos cinco – quando eles anunciaram que iriam voltar para uma turnê de apresentações ao vivo no ano passado. Dá uma sacada.


Céu e Curumin – “Cordão da Insônia” (making of)


Arctic Monkeys – “Dangerous Animals”


Radiohead – “These Are My Twisted Words”


Franz Ferdinand – “Turn it On”


Cidadão Instigado – “Dói”

Tiga Talk Show

Para lançar seu novo disco, Ciao!, o Tiga gravou um programa de entrevistas em que ele mostra toda sua verve de comediante, parodiando todo mundinho que habita com uma seriedade tão sincera que é impossível acreditar no que ele tá falando, é quase uma mistura de André Forastieri com Erika Palomino. Muito bom:

Vi no Gigantic.