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Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, em pleno show da Tribo de Jah, na Chapada.

O DJ curitibano morreu há um ano e o MC da vez lembra da sua importância.

É hoje!

Radiohead 2.0

Vídeo recria íntegra do show da banda no Brasil do pondo de vista do público apenas com gravações dos fãs

A temporada de shows internacionais no Brasil sempre esquenta no segundo semestre, mas, para muita gente, o melhor show de 2009 já aconteceu quando o Radiohead fez duas apresentações, no Rio de Janeiro e em São Paulo, em março passado. Entre as milhares de pessoas que assistiram aos shows, centenas levaram câmeras e celulares que filmam, registrando, de diferentes ângulos, praticamente a íntegra das duas apresentações.

O paulistano Andrews Ferreira Guedis, no entanto, não levou câmera – mas ao chegar em casa após o show passou a procurar, no YouTube, os vídeos da apresentação. “Quis aproveitar a empolgação pós-show juntando vídeos que apareceram na internet para uma edição multicâmera da música ‘Paranoid Android’”, explica. “Depois disso fui bombardeado com perguntas sobre a edição de outras músicas. Nunca tinha pensando em fazer um projeto desses, apenas editava vídeos de shows da minha própria banda – a Refink”.

Pilotando dois programas (o Adobe Premiere e o TMPGEnc 4.0 Xpress), ele começou a organizar uma tarefa ainda mais ousada: editar todo o show de São Paulo usando apenas o conteúdo capturado pelas câmeras dos fãs. O áudio saiu da própria mesa de som do show – arquivo que foi parar na internet menos de um mês depois da apresentação. E agora Andrews disponibiliza seu árduo trabalho para download no site que abriu para o projeto, chamado Rain Down (www.raindown.com.br).

O nome do projeto veio do momento mais emocionante do show em São Paulo, após a banda ter tocado a primeira música que Andrews editou. “‘Paranoid Android’ foi o grande momento do show. Em ‘Karma Police’, o público tentou chamar a atenção de Thom Yorke cantando o trecho ‘For a minute there, I lost myself’, mas isso mesmo só se concretizou ao final de ‘Paranoid Android’, em que o próprio Thom não resistiu à cantoria e começou a acompanhar os fãs com o trecho ‘rain down, rain down, come on rain down, on me’”. Já seu vídeo favorito, depois de editado, foi o de “Idioteque” – “ela conversa com a música, tem várias câmeras e mostra a agitação de Thom Yorke no vocal e todo o público vibrando”.

O processo de edição não foi simples e Andrews ressalta que o mais complicado foi sincronizar áudio e vídeo. “É difícil fazer um projeto desses com um equipamento amador como o meu”, explica. “O meu computador levava dias para deixar todos os vídeos convertidos para o formato ideal. Já passei horas sincronizando os vídeos, principalmente aqueles que tinham muitas câmeras, tinha que lidar com o travamento do PC constantemente”.

Da mesma forma que o grupo inglês disponibilizou seu último álbum, In Rainbows, gratuitamente na internet, Andrews também não irá cobrar por seu trabalho. Até porque os direitos autorais das músicas são do grupo.

“Essa questão começou a ser discutida e causou um grande mal estar, que me fez pensar em desistir”, conta. “Não filmei nenhum trecho do show e obtive autorização da maioria dos colaboradores do projeto para utilizar os vídeos. Meu trabalho foi juntar esses vídeos. Não ganhei um centavo, nem pretendo. Foi feito de fãs para fãs, com câmeras e celulares. Acredito que essa questão deve ser repensada, principalmente porque a internet revolucionou o jeito de se comunicar e criar”.

Depois do lançamento, o próximo passo é fazer que a banda assista ao show. Andrews diz que está se mexendo para fazer que seu trabalho chegue à banda. “A banda ficou impressionada com o público e deve rever isso do ponto de vista dos fãs brasileiros. Acredito que o Radiohead apoia o meu projeto, por isso que vou até o fim”.

E esse show da Gainsbourg Imperial, hein? Que show! A Orquestra Imperial travestiu-se de big band de jazz funk e, sob a batuta de Jean-Claude Vannier, visitaram parte da obra de Serge Gainsbourg com uma desenvoltura inacreditável. Por enquanto deixo a música (não consegui filmar o palco, ficou só o áudio mesmo) que a viúva não-oficial de Serge, Jane Birkin, dividiu o microfone com o monsieur Caetanô, “Je Suis Venu Te Dire Que Je M’en Vais” – só consegui gravar o áudio (e quando será que o Sesc irá abrir seu baú com este tipo de gravação, hein…). O delicado dueto não chegou perto da explosão de energia dos momentos mais memoráveis do show, mas foi um dos menos irônicos e mais tocantes – à exceção da interpretação final do show, quando Jane Birkin cantou “La Javannaise” a capella. Depois eu falo mais do show.

Ah, se o Kurt Cobain vivesse pra ver isso…

Primaverindie

Vamos continuar nesse tom, pianinho, mansinho, falsete, sussurro, roquinho, popzinho – o indie é praticamente a bossa nova do rock (não é à toa que eu digo que o Midsummer Madness é o apartamento da Nara Leão dos anos 90). A trilha fica por conta da colaboração dos Pastels com a dupla japonesa Tenniscoats (tem outra faixa desse mesmo disco na coleta do Zé e do Gordinho), que o Mutli já elegeu a trilha sonora da primavera, com certo sentido.

Mas com o calor dessa semana, eu arrisco dizer que a primavera desse ano vai mashupar com o verão…

O cara tá só començando… Vi lá no Bruno.

Olha o primeiro clipe do cara. A música chama-se “Triunfo”:

E tem uma boa entrevista com ele na +Soma.


Júpiter Maçã – “Modern Kid”


The Xx – “Crystalized”


Miike Snow – “Animal”


Beck – “Venus in Furs”


Franz Ferdinand – “No You Girls”