O site Movietome desenterrou Freiheit, o primeiro filme de George Lucas, ainda estudante de cinema na Califórnia. O filme, er, tem cara de filme de estudante de cinema, tem um tantinho a ver com sua filmografia (“Freiheit” é “liberdade” em alemão e conta a história de um estudante fugindo da Alemanha Oriental), mas vale mais como relíquia do passado do diretor (que assinava apenas “Lucas” – que metido) do que como cinema propriamente dito.
Falando no McCormick, vale rever seu curta The Subconscious Art of Graffiti Removal, em que ele compara o esforço de moradores e donos de estabelecimentos em apagar pichações (grafitti, em inglês, se refere tanto a pichações quanto ao grafitti tradicional – você sabia que essa separação, entre grafitti bom e mau?) a uma variação inconsciente de arte moderna, descendente direta do expressionismo abstrato, construtivismo russo e minimalismo. Genial.
E o Blogothéque conseguiu enquadrar o Yo La Tengo em seu acervo. Começou com um cover de Troggs (“With a Girl Like You”), emendou em “Our Way to Fall”, depois foi pro hit “Sugarcube” e terminou com o primeiro single do disco novo, “Periodically Double or Triple”. Ficou lindo.
Procurando pelo Gainsbourg, encontrei esse plano-seqüência do diretor Bertrand Conard, ao som do “Le Charleston des Déménageurs de Pianos”, do Serge.
Ao contrário de toda sua geração do início dos anos 60, que teve uma reação contrária à chegada do rock inglês e americano à França, Serge Gainsbourg se interessou pela novidade. A princípio a usava quase como paródia, tocando o novo som como se fosse uma variação elétrica de um ritmo caribenho ou africano, como uma espécie de exotismo tribal. E aos poucos foi percebendo que o rock permitia o uso de ruídos, trocadilhos e aliterações que tornavam sua poesia ainda mais melódica. Nas faixas abaixo ele aos poucos vai reconhecendo a influência daquela música estrangeira e percebendo que em vez de tomar o espaço da música francesa, ela poderia ser o veículo para levar a música francesa para o resto do mundo. Mas logo viria a ruptura definitiva, que selaria o destino e a carreira de Serge Gainsbourg como uma versão irônica e autodepreciadora do que se esperaria de um playboy, uma espécie de bon vivant existencialista.
Serge Gainsbourg – “Le Poinçonneur des Lilas”
Serge Gainsbourg – “Le Claqueur de Doigts”
Serge Gainsbourg – “Le temps des yoyos”
Serge Gainsbourg – “Negative Blues”
Serge Gainsbourg – “L’Appareil a Sous”
Está entrando no ar a TV Serge Gainsbourg – um apanhado de vídeos do YouTube com o cara que eu fiz enquanto afundava em sua obra. Na primeira parte, seguem seus primeiros hits. Pianista de formação clássica, Serge – que se chamava Lucien Ginsburg, originalmente – queria ser artista plástico. Mas como o pai, pianista da noite, começou a receber muitas propostas de trabalho, passou algumas para o filho que, aos poucos, foi entrando no mundo da composição e interpretação. Esses primeiros vídeos são de sua fase inicial, quando ainda compunha sob a influência da canção tradicional francesa, antes de ser atingido pelo raio da música pop, que mudou completamente sua carreira e a percepção de seu trabalho junto ao público. Na época dos vídeos abaixo, Serge era apenas mais um nome promissor da cena da margem esquerda do Rio Sena, um grupo de artistas e intelectuais que freqüentava clubes e cafés até altas horas e que, ocasionalmente, lançava discos e tocava na TV ou no rádio. Algumas músicas (mais no final) foram compostas depois de seu contato com o pop, mas ainda refletem a importância que este tipo de canção tinha em sua composição. Nada de choque, de afrontas ou escândalos – a obra de Serge ainda era comportada e, no máximo, cogitava expressões de duplo sentido. No primeiro vídeo, Juliette Greco, um dos principais nomes desta cena, canta a primeira música de Gainsbourg a ter repercussão fora desse métier.
Juliette Greco – “Les Amours Perdues”
Serge Gainsbourg – “Le poinçonneur des Lilas”
Serge Gainsbourg – “La Nuit d’Octobre”
Serge Gainsbourg – “Adieu Créature”
Serge Gainsbourg – “Du Jazz dans le Ravin”
Serge Gainsbourg – “La Chanson de Prévert”
Serge Gainsbourg – “Ce Mortel Ennui”
Serge Gainsbourg – “L’Alcool”
Serge Gainsbourg – “Elaeudanla Teïtéïa”
Serge Gainsbourg – “La Javanaise”
Air – “Sing Sang Sung”
Thom Yorke – “Harrowdown Hill”
Mombojó – “Amigo do Tempo”
Scarlett Johansson & Pete Yorn – “Relator”
Crookers – “Put Your Hands on Me (featuring Kardinal)”
Rede de Intrigas, que filme! Esbarrei com essa cena CLÁSSICA no Lágrima Psicodélica.