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Sobre a importância de Hermes e Renato

Eu tenho uma leve impressão que Hermes e Renato já é mais importante hoje do que a TV Pirata foi nos anos 80. Tudo bem, a TV Pirata era um ninho de cobras de altíssimo calibre (além do elenco e da direção, como falar mal de um programa que tinha Angeli, Laerte e Luís Fernando Veríssimo entre os roteiristas? – me corrijam se eu estiver errado). Mas foi tipo o rock dos anos 80, uma espécie de alívio coletivo pós-ditadura. No caso do rock, ele deixava de ser perigoso, maluco, bandido e começava a usar bermudas e a sorrir sem parar; no caso do humor, tudo que era insinuado pela geração Pasquim agora era ligalaize pra turma do Chiclete com Banana. Mas, no fundo, a TV Pirata foi mais um upgrade no humor de TV do Brasil, que andava defasado e não tinha sentido o impacto do Monty Python e do Saturday Night Live (como o rock dos anos 80 funcionou pra todo o rock que nasceu com o punk).

Já o Hermes e Renato tem o tipo do humor que o Zorra Total finge fazer e que não evolui desde os tempos do rádio (o mesmo vale para a sitcom da família – que só fugiu do padrão duas vezes, com Bronco, do Ronald Golias nos anos 80, e Sai de Baixo, da Globo): brasileiro, tirador de onda, escrotizador, vira-lata. Mas é preciso em sua descaracterização – pelo simples fato dos personagens não serem vividos por atores, mas pelos próprios roteiristas. Assim, eles se parecem muito mais com o Casseta e Planeta, mas os Casseta tiveram tempo e experiência para aperfeiçoar seu produto – eles mesmos – com muita desenvoltura na TV.

Hermes e Renato é quase amador, tosco, malfeito. Eis a graça. Todo mundo conhece pelo menos um cara que é assim, que curte esse tipo de humor, que faz vídeos toscos com os amigos e bota no YouTube. E acredito que esse seja o principal motivo da importância do Hermes e Renato. É o elemento 2.0 misturado com o reality show, o “yes we can” da choldra. Fora isso eles ainda materializam piadas e brincadeiras que não têm registro oficial, piadas de fundo de sala de aula e de ônibus que são pura história oral, fadada ao esquecimento não fosse isso que chamamos de arte. Eis o papel dos caras, é mais ou menos o motivo do sucesso do Mamonas Assassinas, mas com piadas legais.

Acredito que em pouquíssimo tempo teremos uma nova geração de humoristas, diretamente influenciadas por esses caras, uma geração que vai mostrar que essa safra de stand-up sem graça que está hoje no CQC é só isso – uma geração sem graça. Que venham os bárbaros!

E tudo isso só pra falar que essa piada idiota do “professor nãoseioque-nãoseioque-nãoseioque-amanhã”-“QUÊ?”-“PRRLL” é uma das minhas favoritas.

PS – O André e o Bruno citaram o óbvio que esqueci de lembrar: Trapalhões. Um tipo de humor essencialmente que foi quem realmente sentiu o baque da TV Pirata e do Casseta e Planeta (embora o Casseta seja responsável pela última grande fase do grupo, a fase do “Oooos pirata!”). E como pude esquecer: justo eu que nasci no dia em que o Renato Aragão fazia 40 anos…

O Vitrine esteve lá:

O grupo não tocava em sua cidade-natal há três anos (estouraram na gringa e não passaram mais por lá) e o Guga tava lá pra conferir como foi a volta dos funkeiros de Curitiba.


VV Brown – “Day ’N’ Nite”


Duck Sauce – “aNYway”


Midnight Juggernauts – “This New Technology”


Superguidis – “Fã Clube Adolescente”


Calvin Harris – “Flashback”

E aconteceu na quinta passada, em Nova York, a esperada reunião de 40 anos do Monty Python, em que os sobreviventes do grupo (mais uma versão em cartolina de Graham Chapman e a presença da única coadjuvante feminina do elenco, Carol Cleveland) se reuniram para comemorar o lançamento do documentário Monty Python Almost The Truth (The BBC Lawyers Cut) (que já vazou na internet). Os poucos vídeos que apareceram da apresentação no YouTube mais encontram os integrantes do grupo em entrevistas antes da apresentação.

No vídeo acima, que encontrou o vocalista do Iron Maiden Bruce Dickinson e o ator do seriado Mad Men Rich Sommer na platéia, os integrantes do grupo falam sobre suas atividades atuais: Terry Jones conta como se tornou apresentador de documentários, Terry Gilliam rasga elogios para Family Guy e South Park, Michael Palin fala sobre o recém-lançado documentário, John Cleese falando sobre sua nova turnê pela costa oeste americana e Carol Cleveland sobre a cena mais difícil que fez com o grupo. Os cinco também se reuniram no tradicional programa matinal americano Live with Regis and Kelly.

Da apresentação em si, os poucos trechos que escaparam para a internet foram uma interpretação da famigerada “Galaxy Song”…

…e o genial improviso de uma menina de 10 anos em cima da clássica passagem do grupo sobre a Inquisição Espanhola.

Tomara que não seja só essa apresentação.

O programa de TV Musique and Music resolveu homenagear Serge Gainsbourg pelo duplo aniversário – em abril de 1978 ele não apenas completava 50 anos de idade como vinte anos de carreira. E assim, os produtores o convidaram para um longo bate-papo sobre sua vida e obra, intercalado por apresentações de intérpretes franceses (e Jane Birkin) de alguns dos principais clássicos de Gainsbourg. Não perca o final do show, com o próprio Serge regendo o coral masculino Garnier, que faz uma versão inacreditável para a polêmica “Les Sucettes”.


Serge Gainsbourg – “Le poinçonneur des Lilas”


Daniel Prévost – “Maria” e Alain Souchon – “Elisa”


Serge Gainsbourg – “La javanaise” e Laurent Voulzy – “Qui est in, qui est out”


Jane Birkin – “Ex-Fan des Sixties” e Michel Jonasz – “Comic Strip”


Jacques Martin – “En relisant ta lettre” e Bijou – “Les papillons noirs”


Serge Gainsbourg – “L’eau à la bouche” e Serge Gainsbourg & L’Ensemble Garnier – “Les Sucettes”

DJ Mashup Hero


Justice x Dizee Rascal


Beastie Boys x Daft Punk


Justice x Public Enemy


Vanilla Ice x MC Hammer


Daft Punk x Queen


Rihanna x Killers

É o DJ Hero… Que vai ser lançado semana que vem.

Fiquei de cara.

Essas imagens do grupo em 1963 fazem parte do DVD que vem com o livro The Beatles, On Camera, Off Guard 1963-1969, que está sendo lançado pelo fotógrafo Mark Hayward na Inglaterra.

Karen O & the Kids

Ano bom para a vocalista do Yeah Yeah Yeahs – além de sua banda ter lançado seu disco mais consistente (apesar de não ter nenhuma “Maps” em It’s Blitz), ela ainda pegou a trilha sonora do filme Where the Wild Things Are, adaptação do clássico infantil norte-americano de Maurice Sendak dirigida por seu ex-namorado Spike Jonze. Além dos integrantes do YYYs, a banda que ela juntou para a trilha – batizada de The Kids – ainda conta com Bradford Cox (Deerhunter), Dean Fertita (QOTSA, Dead Weather, Raconteurs), Jack Lawrence (Dead Weather, Raconteurs, Greenhornes) e gente das bandas Services, Liars, The Bird and the Bee e do New Folk Implosion na formação. O vídeo acima traz uma palhinha da trilha.