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Tudo está OK

Um protesto a favor do conformismo.

Essa é uma das duas frases do vídeo de lavagem cerebral da Dharma que surgem no único comercial com imagens da sexta temporada de Lost liberado pela ABC antes do início da série em 2010, na terça-feira da semana que vem (a outra é “everything changes”). Mas a única imagem inédita que aparece no vídeo surge aos 15 segundos e mostra alguém que não dá as caras há um tempinho de um jeito pouco a ver com a sua personalidade… Clique no play por sua conta e risco.

Boa matéria sobre um jeito esperto de fazer jornalismo na TV.

Lost em tempo real

E esse mashup com cenas de diferentes temporadas relacionadas à queda do vôo 815, só que colocadas em ordem cronológica, e em tempo real (à la 24 Horas)?

E aí paira a dúvida do primeiro capítulo da sexta: e se o avião não caiu?

O blog Rap Nacional lembrou a data, que ocorreu um dia antes do aniversário de São Paulo em 2003.

Que show! Três quintos do Cidadão Instigado – o guitarrista Régis Damasceno, o baixista Rian Batista e o baterista Clayton Martin – respondem como Mockers nas horas vagas, um grupo dedicado a tocar apenas versões de músicas dos Beatles de 1966 em diante. Na ativa desde o ano passado, só consegui vê-los em ação nesta quinta, quando o grupo apresentou-se dentro do Toca Aí, o mesmo projeto do Sesc Pompéia que botou o Instituto tocando Pink Floyd.

Por motivo de agenda, o grupo não pode se apresentar na Choperia, onde queriam e vem acontecendo os shows do projeto (o Forgotten Boys tocou Rolling Stones semana passada, não fui, mas já já posto uns vídeos que achei no YouTube do show). Sorte nossa. O Teatro funcionou perfeitamente para o tom ao mesmo tempo austero e informal da apresentação. Ao confrontar os três músicos olhando uns para os outros (devido ao desenho do teatro, cujo palco é ladeado por duas platéias), o show ganhou uma sensação de intimismo que parecia bater de frente com o aspecto clássico do repertório – tom que era quase sempre destruído por Rian, que insistia em dirigir-se ao público em inglês, trazendo todo o humor dos Beatles para um palco estritamente psicodélico.

E como tocam esses três. Mais do que chancelar a química musical que os três já trazem do Cidadão, o show serviu como apreciação de três grandes músicos. Clayton rezou a cartilha de Ringo Starr à risca, trazendo ao palco alguns dos momentos mais brilhantes do subestimado Ringo em seu instrumento – crescido à sombra do rock paulistano influenciado pelos anos 60, Clayton deixou os trejeitos e influências de Keith Moon e Nick Manson (característicos de seu jeito de tocar) para debruçar-se sobre a técnica do baterista beatle como sua única Bíblia pessoal. Rian, mais do que quebrar o gelo com suas piadas geniais e ridículas, tratava o baixo melódico de Paul McCartney com reverência e estilo, além de garantir os vocais mais agudos sem muita preocupação. E Régis, que nasceu abençoado por um timbre de voz que quase, quase, chega ao mesmo do de John Lennon, segurava não apenas as guitarras de John e George Harrison num único instrumento, como ainda o colocava para fazer as vezes dos teclados de algumas canções.

Foi memorável. Consegui filmar quase todas as músicas da noite (com a exceção das três primeiras – “Two of Us”, “She Said She Said” e “Taxman” – e das duas últimas – “Birthday” e “Tomorrow Never Knows” com direito à citação de “Within You Without You”), mas se eu fosse você não perdia o próximo show.

Lúcio que veio com essa hoje cedo

Tudo bem, o Cohen é fodão, mas eu quero saber quem é que vai trazer o Nick Cave…