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Dica do Rafa de Almeida, o maior estrategista de campanhas digitais da paróquia – elegeu o Tatu!

Save Galvao Birds

Outro desocupado já fez uma campanha em inglês… Ah, Brasil…

Mais Strokes 2010

Sábado passado, no festival da Ilha de Wight. Podem não mostrar músicas novas, mas a banda tá tinindo.

Já tinha tocado num Vida Fodona passado, mas vi na Frá que o clipe acabou de sair. Boa música.

Entrevista que fiz sobre o filme Winnebago Man para o Link de hoje.

Quando um meme vira filme
Como erros de gravação cheios de palavrões deram origem a um documentário

De gravata e camisa social, um homem começa a falar com a câmera. Ele está num comercial de TV, vendendo o trailer que é cenário para o anúncio. Só que esquece o texto e começa a xingar. Joga os braços para cima, com raiva. Faz careta. “Fuck!”. Corta para outra cena. Ele começa a mostrar algo do lado de fora do carro e uma tampa se fecha. Mais xingamentos. “Fuck!”. Mais braços para cima. Mais caretas. Mais “Fuck!”. “Fuck! Fuck! Fuck!”.

Jack Rebney era um dos muitos apresentadores de infomerciais na TV americana durante os anos 80 que, como qualquer um, lamentava os problemas ocorridos ainda com a câmera ligada. Mas sua reação era sempre enfezada e alguém da produção do programa compilou os melhores momentos em um vídeo que começou a circular em fitas VHS.

Até que, em 2005, o vídeo foi parar no YouTube e, como muitos antes dele, Rebney virou uma celebridade. Uma vez online, ganhou o título de “World’s Angriest Man” (O Homem Mais Bravo do Mundo, em inglês) e o vídeo, que antes era objeto de culto entre os poucos que conseguiram assisti-lo antes da internet, virou hit nos Estados Unidos.

Em pouco tempo, entrou no inconsciente digital do país. O personagem de Alec Baldwin na série 30 Rock e o desenho Bob Esponja cansaram de soltar aspas de Jack. O diretor Spike Jonze teria enviado fitas com o vídeo como presente de Natal para amigos. E no recente Homem de Ferro 2 o pai do protagonista esbraveja em um vídeo antigo como se fosse Jack.

Mas uma coisa intrigava o diretor Ben Steinbauer, que havia assistido aos pitis de Jack ainda no videocassete. Ao ver o protagonista de uma piada entre amigos ganhar grandes proporções, estranhou que o próprio não havia aparecido. Teria morrido? Sumido? Estaria ainda mais bravo com a piada que se tornou?

“Queria saber como ele se sentia em relação à exposição que ganhou por algo que fez há quase vinte anos”, explicou o diretor em entrevista ao Link. “Não foi fácil. Em tempos de Google, em que basta digitar o nome de alguém para descobrir quase tudo sobre aquela pessoa, só encontrei seu nome em um comentário que ele fez em um site de venda de barcos, em que ele perguntava qual seria o melhor barco para viajar pelo mundo”.

Fazendo o caminho de volta da fita VHS que recebeu, chegou à produção do programa original, que não sabia por onde andava o sujeito. Até que Ben resolveu contratar um detetive, que o ajudou a encontrá-lo. O homem mais bravo do mundo morava no topo de uma montanha no norte da Califórnia, alheio ao resto do mundo e, obviamente, a seu sucesso inesperado.

O encontro deu origem ao filme Winnebago Man, documentário que já foi exibido em alguns dos principais festivais do mundo, colhendo aplausos e gargalhadas por onde passou, e que estreará nos EUA no próximo mês. O filme está sendo negociado para ser exibido no Brasil ainda este ano, por um canal de TV a cabo.

“Não sei se esse tipo de celebridade se tornará uma regra ou se é só uma anomalia do início do século da internet”, explica o diretor. “Mas uma coisa é fato: hoje é muito mais fácil se tornar famoso no mundo inteiro, mesmo à revelia”.

Jack, no entanto, não é contra a fama inesperada e participou de algumas entrevistas coletivas do filme, participando por celular. Mas o diretor não recomenda que futuros fãs tentem o encontrá-lo. “Além de morar literalmente escondido, ele tem uns rifles em casa…”, ri, sem jeito.

Ah, Trapalhões… Só sem esse “nem morta” do Didi vale por uma semana inteira da TV brasileira hoje em dia…

Não é pra menos, afinal é sobre o Senhor dos Anéis, não tem como não ser deprimente. Quem me mandou essa foi o meu irmão, o pai do ano!

QUISSIFODASSE

Fico pasmo.

É óbvio que o show-susto que os Strokes anunciaram pra ontem já está online:

É a primeira vez que a banda toca junto desde 2006.

Alguém conhece alguém que foi?

Olha o setlist:

“New York City Cops”
“Modern Age”
“Hard to Explain”
“Reptilia”
“Whatever Happened”
“You Only Live Once”
“Soma”
“Vision of Division”
“I Can’t Win”
“Is This It”
“Someday”
“Red Light”
“Last Night”
“Under Control”
“12:51”
“Juicebox”
“Heart in a Cage”
“Take It Or Leave It”

Na sincera? Esperava um monte de músicas novas e talvez o anúncio do novo disco – no meu delírio mais entusiasmado, imaginava a banda lançando o disco online da noite pro dia, sem aviso, se “vazando online a si mesmo” como o Radiohead ensinou. Ia ser a grande volta por cima dos Strokes e eles podiam até fazer umas músicas fuleirinhas que ninguém nem ia ligar. E aparentemente o que se viu foi uma banda se autocelebrando, acelerando o próprio processo de auto-Creedence Clearwaterização (pobre John Fogerty) de si mesma. Como se anunciassem do jeito mais pessimista que os anos 00 acabaram, que é hora de começar uma nova década, the dream is over, what can I say, quem não dormiu no sleeping nem sequer sonhou.

Mas ainda fico na esperança de que os caras me surpreendam. Se fizerem isso com música boa, melhor ainda.