Outra música linda:
“Junk” foi composta em 1968, quando os Beatles fizeram seu retiro na Índia, e iria entrar no Álbum Branco com o título de “Jubilee”.
“Originally written in India at Maharishi’s camp and completed bit by bit in London. Recorded vocal, two acoustic guitars and bass at home and later added to (bass drum,snare with brushes,and small xylophone and harmony) at Morgan.” -McCartney 1970
“The chorus (“Man We Was Lonely”) was written in bed at home shortly before we finished recording the album. The middle (“I used to ride…”) was done one lunchtime in a great hurry as we were due to record the song that afternoon. Linda sings harmony on this song which is our first duet together. The steel guitar sound is my Telecaster played with a drum peg.” -McCartney 1970
1 guitar
2 voices (two tracks)
3 bass drum
4 bass
5 steel guitar
É a primeira do lado B:
“The first three tracks were recorded at home as an instrumental that might someday become a song. This, like Man We Was Lonely, was given lyrics one day after lunch just before we left for Morgan Studios, where it was finished that afternoon. Vocals, electric guitar, tambourine, cow bell and aerosol spray were added at Morgan and it was mixed there. On the mix, tape echo was used to move feedback from guitar from one side to another.” -McCartney 1970
…só que feita pra pessoas que moram em Nova York. Dica do Alexandre, no post original.
Com um desses até dá pra cogitar usar relógio.
Dá pra comprar aqui – e a inspiração, claro, veio do quadro abaixo.
Demais essa experiência xamânica que deu origem ao incrível All-Star Superman (lembra a vez que o Alan Moore encontrou o Constantine). Essa entrevista faz parte do documentário Grant Morrison: Talking with Gods, que será lançado até o fim do ano. A dica foi do Ronaldo – olha o trailer do fime.
Não importa se falam mal, vou assistir ao terceiro filme do Predador – que virou Predadores – no cinema. Robert Rodriguez pegou um dos títulos que consagrou o velho Schwarza como astro de filmes de ação e deu-lhe uma espremida que para lhe localizar no meio do Aliens de James Cameron (que já fundiu-se com a própria história do Predador) e de Lost (lembra que o filme original também brincava com essa coisa de “como será esse monstro?”). E seguindo a já clássica regra de filmes de ficção científica feitos por Hollywood no século 21 (“empilhe a maior quantidade de nomes conhecidos entre os atores, caso o público não entenda a história”), ele reuniu um elenco em que o cheiro de cult se mistura ao de mofo, se liga – além da nossa Alice Braga (que já fez dois desses filmes apocalípticos, Eu Sou a Lenda e Ensaio Sobre a Cegueira), tem o Morpheus do Matrix, o Eric do That 70s Show, o próprio Machete, o detetive Vendrell do The Shield, um lutador de vale-tudo russo, o pai da maldita Isabelle da série 4400 e o pianista que depois foi capturar King Kong via Darjeeling. Fora que o diretor (Nimród Antal) nasceu em Los Angeles mas preferiu aprender cinema na Hungria, onde fez um filme que foi premiado em Cannes (Kontroll, de 2003) e hoje dirige esses thrillers americanos que passam na TV a cabo. Sim, autoral, mas sem a fleuma de cinema de arte que entope as artérias que ligam os vazos sanguíneos do cérebro ao resto do corpo da crítica especializada.
Roubei até o título do post do blog do Orsi em que o astrônomo Neil deGrasse Tyson fala sobre ufologia e ciência. Só a parte que ele fala sobre ilusão de ótica já vale o vídeo, mas esse é só o lado engraçado do papo do cara.
Que graça.
E como atentou o Mutlei, que pinçou esse vídeo, repare na reverência do Nick Cave e da Chrissie Hynde. Porque não custa lembrar que Lou Reed solo é uma coisa beeem diferente de Velvet Underground. E cadê os produtores brasileiros que não trazem o mestre pra um show desses por aqui? O de 1999, no Sesc Vila Mariana, foi inacreditável.

