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Porque esse papo que eu falei é sério: os caras tocaram “Disarm” seis vezes nesse ano e “1979” só duas vezes, que é o mesmo tanto de vezes que tocaram “Tristessa”, a única música do Gish que tocaram em todo ano de 2010! Enquanto isso, músicas de discos medonhos como Adore e Zeitgeist aparecem bem alto no ranking das músicas tocadas ao vivo pela banda, segundo a rede social Setlists.fm. Se a banda insistir nesse repertório recente – e desconhecido da maioria do público brasileiro – vai assistir uma debandada em massa durante o show. Se bem que isso até é bom: se eles dividissem o horário com o Pavement, que pode fechar o segundo palco, dá pra organizar esvaziar naturalmente o palco principal enquanto quem quiser ver um show legal encosta no show do Pavement. E sabendo do nada fácil temperamento de Corgan, duvido que ele admita só tocar hits do passado (mesmo que os atuais sequer sejam hits).

Não dá pra comparar, olha como era antes…

…e como ficou depois:

É duro admitir, mas…

Mais Chromeo

E na entrevista feita pela Fader no vídeo acima, a dupla antes de se apresentar no Bonaroo deste ano ao lado do patrono Darryll Hall – e ainda respondem à pergunta sobre como seria um festival que eles pudessem ser os curadores. Entre os nomes, Phoenix, Daft Punk, Cash Money Millionaires (a banda do Lil Wayne) e… The Time. The Time?

Academia do funk

Bonzão.

Uma animação do designer nova-iorquino Haik Hoisington (também conhecido como Black Moustache) sobre a proibição de outra coisa.

Aula de beijo

É, amigo…

O visgo da jaca

Cê deve conhecer essa música…

…mas conhece o original?

Martinho da Vila = gênio do nível do Paulinho da Viola, mal aê galera da emepebê.

Visgo da Flórida

E essa versão da Erica McManus? Zero suíngue, mas quase zero sotaque – parece só uma menina cantando esquisito.

Violão e webcam

Ok, deixa eu compensar o post anterior com essa jóia…

Bruno quem achou essa, mandou benzaço.

Esse La Maroquinerie que eu linkei no post sobre a Céu e o Martinho da Vila é uma casa noturna exemplar em Paris, onde assisti ao show do Bloody Red Shoes (vídeo acima) que eu falei na terça. Fica num minicomplexo todo bonitinho (ah, Paris…) escondido numa rua que parece uma Teodoro Sampaio que fica bem vazia de noite. Num corredorzinho de nada, você entra numa espécie de vilinha que tem uma área de convívio a céu aberto e um lugar em que dá pra comer um lanche rápido, tomar um café ou comer um prato pequeno. Os shows começam cedo (às oito) e às dez e meia o lugar já está vazio. O palco fica em uma portinha pequena que leva a um enorme porão, que tem sua base inclinada – de forma que os artistas ficam no centro de uma espécie de teatro grego (imagine a metade do teatro do Sesc Pompéia só que com a metade da lotação). Todas as luzes ficam no palco – os artistas estão quase em cima do público. É um lugar feito para artistas de pequeno e médio porte, perfeito para os novos tempos. Achei uns showzinhos filmados na casa pra dar uma idéia do clima… Gente do tamanho do Datarock, Battles, General Elektrics, Bon Iver, Janelle Monàe, Why?, Radio 4, Joakim, J-Rocc, Little Joy, e até artistas que depois cresceram, como o Peter Doherty e a Katy Perry. Saca só:

Isso tudo pra falar três coisas: 1) São artistas deste porte que irão movimentar o mercado de música do futuro, quem crescer muito mais do que isso vai ter que lidar com publicidade, marketing e contas que vão além da música – de vez. 2) Por que São Paulo não tem mais espaços deste tipo? e 3) Quando for a Paris, dê um pulo no Maroquinerie. Depois conta.