
Rosalía deu início à sua turnê mundial nesta segunda-feira, quando apresentou-se na pequena Décines-Charpieu, na região metropolitana de Lyon, na França, e tocou, pela primeira vez ao vivo, várias faixas de seu Lux que lançou no ano passado, como “Sexo, violencia y llantas”, “Porcelana”, “Divinize”, “Mio Cristo piange diamanti”, “Sauvignon blanc”, “La yugular”, “Dios es un stalker”, “La Rumba Del Perdón”, “Novia robot”, “Focu ’ranni” e “Magnolias”. Mas um dos principais momentos do show foi quando ela ressuscitou o hit farofaço “Can’t Take My Eyes Off You” do Frankie Valli, convidando fãs para subir ao palco com seus celulares para tirar fotos e fazer vídeos da cantora catalã emoldurada como num museu (meio estranho isso, não?). Resta saber se esse setlist será mantido durante a turnê ou se ela fará trocas no repertório a cada nova apresentação. Nesta terça ela toca em Paris, logo saberemos.
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“Eu vou pra Lua e você vai comprar a passagem, porra!”, esbraveja Cameron Winter quase no final do mantra motorik “Apollo”, canção novíssima que estrearam neste domingo, quando tocaram no Astra Kulterhaus, em Berlim, na Alemanha, como parte de sua turnê europeia. O krautrock “Apollo”, única canção do bis desta noite, é a primeira música inédita a invadir o repertório da banda desde que o quarteto de Nova York afunilou seu setlist ao redor do disco Getting Killed, dos grandes acontecimentos fonográficos do ano passado. Eles já têm falado em entrevistas que têm material pra lançar um outro disco se quiserem e pode ser que eles tenham finalmente decidido começar a experimentar esse novo material ao vivo. Vai ser foda acompanhar isso…
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Muito boa a discussão que Christian Dunker abre em seu canal do “YouTchube” (como ele mesmo o descreve) sobre O Agente Secreto e a política da memória – tão boa como a caracterização que ele usou para puxar essa discussão, dentro de um fuquinha amarelo como os orelhões do marketing do filme do Kleber Mendonça Filho.
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Único show que John Lennon fez em sua carreira solo, o concerto que fez ao lado de Yoko Ono no dia 30 de agosto de 1972 no Madison Square Garden, em Nova York, foi extensamente revisitado no ano passado, quando funcionou como ponto de partida tanto para o excelente documentário One to One e para a caixa Power to the People. Agora a íntegra do show ganhará lançamento à parte, quando chega aos cinemas com o nome de Power To The People: John & Yoko/Plastic Ono Band with Elephant’s Memory and Special Guests – Live at the One To One Concert, New York City, 1972. O show, remasterizado, também será lançado em mídias físicas, mas por enquanto só foi feito o anúncio de sua estreia nas telonas, em todo o mundo, embora não tenham dito quais países receberão o filme – pedindo para quem quiser saber mais para inscrever-se no site do filme. Mas certamente o Brasil está nessa. Assim que tiver mais informações aviso aqui.
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Há dois anos sem lançar nada de novo, a filipino-inglesa Beabadoobee já vem dando sinais que está prestes a vir com o sucessor de seu ótimo This Is How Tomorrow Moves, lançado em 2024, seja abrindo para Sabrina Carpenter em Londres ou fazendo uma versão para Elliott Smith na coletânea Help2. Nesta quinta-feira ela vem com mais um novo sinal de que deve anunciar disco novo em breve ao mostrar o ótimo single “All I Did Was Dream Of You”, que gravou ao lado dos queridinhos The Marías, equilibrando o quase trip hop do grupo em suas guitarras noventistas, numa balada daquelas. Bom demais – queremos mais!
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Falei da passagem do Geese por Paris na sexta passada e pintou o vídeo da íntegra do show que eles fizeram naquela noite no Le Bataclan. É tão bom voltar a ver uma banda crescendo online, com os fãs despejando tudo que conseguem sobre eles na internet… Acho que desde os Arctic Monkeys que isso não acontece com uma banda indie desse jeito. E que banda!
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E segue acontecendo… Desta vez foi o próprio Michael Stipe quem subiu no palco do terceiro capítulo do show-tributo ao R.E.M. que a dupla Michael Shannon e Jason Narducy tem feito em homenagem ao disco Lifes Rich Pageant, quando apresentaram-se no Brooklyn Steel, em Nova York, nos EUA. Depois de receber o baterista Bill Berry e o guitarrista Peter Buck quando passaram pela cidade-natal da banda, Athens, no fim de fevereiro, no sábado os dois convidaram o vocalista do R.E.M. para juntar-se à banda em duas canções, “These Days” (que Stipe comentou que tem muito a ver com os dias que estamos vivendo hoje) e “The Great Beyond”. Os caras tão doidos pra voltar aos palcos, agiliza logo essa volta, R.E.M.!
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Olha isso… Terça passada St. Vincent fez uma apresentação intimista no pequeno Little Saint, na cidade de Healdsburg, na Califórnia, nos EUA, ao lado de sua tecladista Rachel Eckroth. Mas num dado momento, ela preferiu tocar apenas sua guitarra e surpreendeu todo mundo com uma versão emocionante para “Grace” do Jeff Buckley. Na mesma noite ela também tocou “Personal Jesus” do Depeche Mode, mas eu ainda não encontrei esse vídeo online…
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Nessa sexta-feira Ottopapi finalmente materializa um dos melhores shows de São Paulo em seu disco de estreia, que batizou com o nome do seu primeiro hit, Bala de Banana. Mas enquanto o show caminha pela conexão São Paulo-Nova York, traçando paralelos entre Velvet Underground, Television, Strokes com Fellini, Pin Ups e Cansei de Ser Sexy, a versão em disco, com produção de Chuck Hipólitho, salienta a verve new wave das canções, deixando a guitarra surf mais pronunciada, bem como os vocais mais definidos, sem nunca perder o elemento chicletudo das canções, vírus musicais que entram no cérebro e ficam dias na memória. Otto celebra o lançamento do disco ao lado da usina de som que ele montou (Thales Castanheira, Yann Dardenne e Vítor Wutzky nas guitarras, Danilêra nos synths, Bianca Godói no baixo e Gael Sonkin na bateria) na própria sexta-feira num show que promete no Porta. Vou perder essa porque não vou estar em São Paulo, mas se eu fosse você não perderia porque marca o lançamento do primeiro grande disco de 2026. O vídeo é do Rollinos. Bora Otto!
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Pouco mais de um ano desde o lançamento do disco country Look Up, Ringo Starr aparece com um novo álbum programado para ser lançado no final de abril. Em Long Long Road, o eterno baterista dos Beatles volta a repetir a dobradinha com o produtor e guitarrista T Bone Burnett, que esteve com Starr no disco anterior, e juntos convidaram alguns jovens nomes de peso para as gravações, como Sheryl Crow e St. Vincent. O primeiro single do disco, “It’s Been Too Long”, não acrescenta nada à discografia do Beatle (como se precisasse), mas marca seu primeiro lançamento após ter cruzado a marca dos 85 anos, no meio do ano passado. Vai Ringo!
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