
O Pink Floyd anunciou uma nova coletânea chamada Eight Tracks, que, como o título indica, reúne oito faixas do período em que a banda começou a se erguer depois da saída do líder e fundador Syd Barrett até seus últimos anos de vida, quando caminhavam pelo planeta como uma das maiores bandas de rock do mundo. O lançamento, que chega ao público no dia 5 de junho e já está em pré-venda, quase não traz nenhuma novidade ao enfileirar os maiores hits da banda num mesmo disco: “Money”, “Wish You Were Here”, “Another Brick In The Wall, Part 2”, “Time” and “Comfortably Numb”, além de números menos conhecidos mas que mostram a evolução da banda (como “One Of These Days” que abre o primeiro grande disco da banda após a saída de Barrett, Meddle) e ‘Wot’s… Uh The Deal” (do subestimado Obscured by Clouds). A função da coletânea parece ser apenas criar um ponto de partida para novos ouvintes, algo que o Pink Floyd nunca teve uma compilação concisa: Relics (lançada em 71) e A Nice Pair (de 73) apresentava a primeira fase da banda aos fãs que chegaram após o clássico Dark Side of the Moon, A Collection of Great Dance Songs (de 81) é superficial e desorganizada e o mastodonte Echoes (de 2001) tenta abraçar toda a carreira da banda em apenas dois discos. Ao focar em poucas faixas, a nova coletânea ainda traz um trocadilho com um formato de música que tentou decolar nos anos 70, que eram cartuchos de fita conhecidos como 8-Track, que traziam faixas extras para fazer os ouvintes buscarem aquela nova versão. A única verdadeira novidade de 8-Track é justamente a versão completa de “Pigs on the Wind” do disco Animals, que no LP foi dividida em duas partes, no início e no final do disco. Na edição, tiraram o solo de David Gilmour, que aparece na íntegra nesta versão que só os fãs mais roxos da banda tiveram contato.
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Se um herói que filma um show na íntegra salva o deleite dos fãs que não puderam estar presente, imagina quando mais de um deles registra um show homérico e reúnem seus diferentes materiais num mesmo vídeo? Pois tome o show que o My Bloody Valentine fez no Royal Albert Hall londrino no final do mês passado na íntegra. A relação com todas as músicas vem a seguir. Tragam eles, Primavera!
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O Luna está transformando sua residência de três dias no Bowery Ballroom, em Nova York, em um evento anual como faz o Yo La Tengo todo ano em seu hanukkah. Já que seus integrantes não moram mais na maior cidade dos EUA (o casal Dean Wareham e Britta Phillips está Los Angeles, o baterista Lee Wall foi pro Texas e o guitarrista Sean Eden pra São Francisco), esse acaba sendo o vínculo da banda com a cidade. E como o evento do Yo La Tengo, eles resolveram abrir para versões nos três shows que fizeram no fim de semana. Começaram sexta com o tema do filme Perdidos na Noite e depois passaram pelo já tradicional cover que fazem de “Sweet Child O’Mine” dos Guns N’ Roses, que emendaram com outra versão que fazem sempre do Donovan (a sensacional “Season of the Witch”) e duas do Dream Syndicate (“That’s What You Always Say” e Tell Me When It’s Over”) com a presença do guitarrista da banda original Steve Wynn. No sábado tocaram a balada “Drive” dos Cars e “Femme Fatale” do Velvet Underground logo de saída, para depois arrematar com duas versões de Lou Reed (“New Sensations” e “Satellite of Love”), uma do Suicide (“23 Mnutes in Brussels”) e a lendária “Marquee Moon” do Television), repetida também no domingo, que também teve repetecos de “Drive” e da música do Suicide, além de uma versão para “Blue Thunder”, música do Galaxie 500, a banda anterior de Dean. E não custa lembrar que Dean e Britta estão vindo pro Brasil pra tocar as músicas do Galaxie no início de maio.
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Banda mais prolífica do lendário coletivo psicodélico Elephant 6, o Of Montreal acaba de anunciar seu vigésimo álbum, batizado de Aethermead. O disco sai no início de maio, já está em pré-venda e o grupo de Kevin Barnes começou os trabalhos com o barulhento single “When”, que não mede palavras na letra reforçando a ideia do refrão grudente: “I just wanna fuck you again”.
Dá uma sacada abaixo, no clipe, na capa do disco e no nome das músicas: Continue

A mostra de documentários É Tudo Verdade começa nesta quinta-feira e o filme que abre é um filme que mostra como foi o último ato de um dos maiores nomes da arte do século passado. Bowie: The Final Act, dirigido ano passado por Jonathan Stiasny, conta mais uma vez a história de David Bowie, mas a começa por seu período mais em baixa, quando foi massacrado pela crítica da época entre o final dos anos 80 e o início dos anos 90, para crescer rumo ao seu último disco, o impressionante Blackstar, que lançou dois dias antes de sua morte. Em sessão única, será exibido às 17h30 no CineSesc.
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Olha essa beleza que é esse show Transversal do Tempo, que Elis Regina fez um tempão no Brasil e depois levou para Portugal. Na ocasião, no dia 18 de fevereiro de 1978, ela não só apresentou o show no Teatro Villaret em Lisboa como a íntegra da apresentação foi gravada pela emissora estatal local RTP.
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Foi o Bruno Saito que pinçou em sua conta no Instagram a fatídica cena que toda uma geração jurava que havia acontecido mas ninguém tinha provas além da própria memória, quando parte da primeira geração do punk paulistano foi parar numa novela da Globo. No dia 17 de fevereiro de 1984 foi ao ar o último capítulo da novela das oito Eu Prometo, a última escrita pela sumidade do gênero Janete Clair (que morreu no final de 1983, deixando a novata Gloria Perez incumbida de terminar sua primeira novela). E nesse episódio, a noiva Daise (vivida por Fernanda Torres) resolvia se vingar do noivo Albano (vivido por Ney Latorraca) em pleno casamento, quando convidou seus amigos punks de São Paulo para a festa. Como não conseguiam fazer punks convincentes, a produção da novela resolveu chamar os punks de verdade para fazer figuração na cena e assim nomes como João Gordo, Clemente e integrantes das bandas SP Caos, Olho Seco e Kaos 64, entre outros, foram parar no horário nobre da Globo ao som de “X.O.T.”, do Cólera. Gordo lembrou da situação às gargalhadas em uma entrevista ao canal do André Barcinski no YouTube.
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A Courtneyzinha lançou um discaço na semana passada (o excelente Creature of Habit, vai ouvir agora!) e está tocando-o por aí sem parar, mas quando passou pelo estúdio da Rádio Sirius, em Los Angeles, nos EUA, no fim do mês passado, tirou essa versão de “Let Me Roll It” do Paul McCartney que faz qualquer um ficar de queixo caído. E o sorrisão enquanto sola? Ela é demais!
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Os Strokes publicaram esse stories em seu Instagram e não falaram mais nada. Uma fita cassete puxada por cavalos sobre um link que vai parar num site que pede seu telefone e manda um SMS para você entrar em outro link que deverá “compartilhar algo em breve”. Há fãs achando que é primeiro de abril e outros apostando em música nova vindo aí. O grupo nova-iorquino está com várias datas de shows marcadas para 2026, o que aumenta a possibilidade da banda vir com algum novo lançamento, o primeiro desde o bom The New Abnormal, lançado em 2020. Façam suas apostas… Continue

Como quem não quer nada, Jimmy Page soltou em seu canal no YouTube a demo que havia gravado da soberba “Ten Years Gone”, um dos grandes momentos (e não são poucos!) do espetacular Physical Graffiti, disco duplo que encerra a fase de ouro da banda em 1975. O mago da guitarra compôs a música sozinho em casa e a levou para os integrantes da banda, que apenas a completaram com partes à altura da ideia original de Page, que permaneceu quase intacta quando seu grupo a gravou. O disco completou 50 anos no ano passado e essa é a segunda vez que seus integrantes o reverenciam, mas sem entrar em profundidade. Com 15 faixas em sua totalidade, só abriram faixas extras daquele período quando acrescentaram um disco a mais na edição deluxe em CD lançada no aniversário de 40 anos do álbum, com apenas sete faixas a mais. No ano passado, lançaram um magro Live EP com apenas quatro versões ao vivo de músicas do disco, sendo duas delas gravadas em 1979. Pode ser que essa demo de “Ten Years Gone” antecipe alguma novidade – ou não, uma vez que Page fez exatamente isso há três anos, quando pinçou uma versão crua (e praticamente pronta) da imortal “The Rain Song”, que na época, ainda sem letra, chama-se “The Seasons” e seria a faixa de abertura do quarto disco da banda, o excelente Houses of the Holy, de 1973.
Confira abaixo, bem como a versão original da “The Rain Song”: Continue