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Um senhor festival consolida-se no cerrado

Fui a Brasília neste fim de semana para assistir à décima edição do Cerrado Jazz Festival, um evento que reuniu uma excelente mistura de música brasileira, contemplando clássicos e contemporâneos sem precisar recorrer a dezenas de artistas, múltiplos palcos, nomes gigantescos ou multidões – seja para comprar ingressos ou para ver bem os shows. Gratuito, o festival aconteceu num fim de semana de lua cheia à sombra dos prédios do Banco Central e da Caixa Econômica, em pleno Eixo Monumental brasiliense. No palco, veteranos célebres como Dom Salvador, Rosa Passos, Egberto Gismonti, João Bosco e a Banda Black Rio ao lado de novos talentos como Vanessa Moreno, Michael Pipoquinha, Tucanuçu e Daniel Murray e de outros já estabelecidos como Fabiana Cozza e Chico César e duas novidades candangas dedicadas à tradição da música brasileira, a Gafieira Cerrado Jazz e a Choro Popular Orquestra. Escrevi sobre os quatro dias do evento em mais uma colaboração para o Toca UOL.

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A Charanga vai à Europa!

A Charanga do França cruza o Atlântico e começa sua primeira turnê internacional neste fim de semana, quando levam o clima do carnaval paulistano para a Europa. Conversei com o fundador da banda, o maestro e manda-chuva Thiago França, em uma matéria que fiz sobre a viagem para o Toca UOL e ele comenta a possibilidade da viagem, que passa pela Inglaterra, Dinamarca e Holanda, faça as pessoas perceberem que o grupo não é uma atração de carnaval. “Assim os programadores talvez percam a resistência de achar que é muito nichado por ser instrumental ou muito sazonal, por ser carnavalesco”, me explicou na entrevista.  

Ainda púrpura

Em mais uma cobertura que faço pro Toca UOL, assisti satisfeito ao show que o Deep Purple – um dos artistas estrangeiros que mais faz show no Brasil – fez neste domingo no Parque Ibirapuera. Está longe de ser um showzão como a reputação do nome da banda pediria, mas com três integrantes da fase clássica perto dos 80 anos (incluindo um Ian Paice preciso na bateria), conseguem mostrar serviço, mesmo que isso signifique sacrifícios no repertório e nos tons das músicas. E o bis, que emendou seu primeiro hit (a versão do grupo para “Hush”, nos tempos em que ainda era uma banda psicodélica) com o clássico “Black Night”, começou com uma surpreendente versão para um clássico da soul music, a instrumental “Green Onions”, dos mestres Booker T & The MGs.  

Duas vezes histórico

Tive que ir de novo no formidável encontro dos violões de Kiko Dinucci e Jards Macalé, que, nessa sexta-feira, fizeram um show quase idêntico ao que fizeram no dia anterior, numa apresentação menos informal – embora tenha rendido boas prosas entre as músicas, como na quinta – e um pouco menor que a anterior, talvez porque Jards tenha trocado “Mal Secreto” – que é mais extensa devido a uma citação do clássico da bossa nova “Corcovado” – por uma versão acachapante – e solitária – para “Movimento dos Barcos”, esta posta no repertório a pedido de Kiko. Escrevi sobre o show, que deverá repetir-se em algum momento em breve, em mais uma colaboração que faço para o Toca do UOL.