Trabalho Sujo - Home

TV

O comediante Louis CK foi o apresentador do Saturday Night Live da semana passada e ele escreveu um texto para o blog do programa falando sobre o fato de sua apresentação acontecer no mesmo fim de semana em que um furacão passou por cima de Nova York. Se alguém quiser traduzir, reproduzo a tradução em seguida:

“Hello. Its louis here. I’m clacking this to you on my phone in my dressing room here at studio 8H, right in 30 rockefeller center, in Manhattan, new york city, new york, america, world, current snapshot of all existence everywhere.

Tonight I’m hosting Saturday Night Live, something I zero ever in my life saw happening to me. And yet here it is completely most probably happening (I mean, ANYTHING could NOT happen. So we’ll see).

I’ve been working here all week with the cast, crew, producers and writers of SNL, and with Lorne Michaels. Such a great and talented group of people.

And here we are in the middle of New York City, which was just slammed by a hurricane, leaving behind so much trouble, so much difficulty and trauma, which everyone here is still dealing with every day.

Last night we shot some pre-tape segments in greenwich Village, which was pitch black dark for blocks and blocks, as it has been for a week now.

Its pretty impossible to describe walking through these city streets in total darkness. It can’t even be called a trip through time, because as long as new york has lived, its been lit. By electricity, gas lamps, candlelight, kerosene. But this was pitch black, street after street, corner round corner. And for me, the village being the very place that made me into a comedian and a man, to walk through the heart of it and feel like, in a way, it was dead. I can’t tell you how that felt. And you also had a palpable sense that inside each dark window was a family or a student or an artist or an old woman living alone, just being in the dark and waiting for the day to come back. Like we were all having one big sleep over, but not so much fun as that.

This is how a lot of the city is still. I know people in queens, brooklyn, Staten Island, new jersey, all over, are not normal yet. And not normal is hard.

And here at 30 rock, these folks are working so hard this week. There are kids in the studio every day, because members of the crew and staff had to bring them to work. Many people are sharing lodging. Everyone is tired. But there’s this feeling here that we’ve got to put on a great show. I’m sure it feels like that here every week. But wow. I feel really lucky to be sharing this time with these particular good folks here at SNL.

In about 5 hours we’ll be going on the air. I’ll do a monologue. And we’ll show you some sketches that we wrote and try to make you laugh. I’m gonna look really dumb in some of this stuff. But I don’t care. Its awfully worth it. And I’m really excited.

Anyway. I just wanted to let you know. If you watch the show tonight, when Don Pardo says my name and you see me walking out, all the shit in this email is what ill be thinking. I’m a pretty lucky guy. I hope you enjoy the show.

Thanks.

Louis C.K.

Live. From new york. Its saturday night.”

A foto que ilustra o post é a capa da revista New York que eu vi no Camilo. E, abaixo, dois trechos da apresentação de Louis no programa, que encontrei no YouTube, o genial monólogo de abertura e a paródia que mistura seu seriado com o novo filme de Spielberg, Lincoln:

Continue

A resposta é simples:

E contrariando a expectativa do post abaixo, estréia, neste domingo, a mais nova incursão da MTV brasileira pelo universo do rock’n’roll – desta vez em formato de reality show de araque, com assinatura, e direção, do mestre, compadre e sócio Arnaldo Branco. Rock’n’Roll é escrita e dirigida pelo Arnaldo e seu piloto já pode ser visto no site da MTV. Quem gostar pode votar e ajudar a escolher a série como parte da programação da emissora em 2013. Recomendo.

Inácio deixa de falar um pouco de cinema para comentar como foi o domingo das eleições na televisão. Cito na íntegra, com a edição original em que cada frase é um parágrafo:

Eleição para prefeito.

Nós, jornalistas, adoramos dizer que os candidatos não discutem programa, não falam de coisas sérias, etc.

O domingo de eleição era, portanto, um grande dia para entender um pouco essas coisas.

Liguei na Cultura atrás do TV Folha, mas só tinha a Cultura mesmo.

A cobertura era, aparentemente, uspiana: só professor.

Isso não ajudava em nada.

As questões eram: por que fulano ganhou? por que beltrano perdeu?

E, claro, chovem hipóteses, que é tudo que pode acontecer nessas circunstâncias.

Nem lá, nada do que existe ou existiu de profundo, por exemplo, na discussão sobre os bilhetes, ou sobre a organização da saúde na cidade conforme a visão de A ou de B.

Passemos à Globo News.

Horas e horas de programa.

E ali a pobre LoPrete tratando de tourear o melhor possível aquele comentarista de gravata, o Merval, aquele que entrou na Academia.

Ele é uma espécie de Galvão Bueno do comentário político, quer dizer, oscila entre a obviedade e a besteira.

Com nítida preferência pela besteira.

A horas tantas só faltou dizer que ganharem São Pauloera tão complicado para o PT, o Lula, a Dilma e não sei mais quem que o melhor teria sido perder…

E a LoPrete só toureando…

Mas ela não toureia o tal do Camarotti. O cara é o rei da futrica. Ele faz questão de mostrar que sabe, que conhece os bastidores, que fala com A e com B.

Se não falasse seria a mesma coisa, porque não entende patavina do que escuta.

Só a futrica.

Com isso, o programa passou horas falando de 2014. O que acontece com o Aécio, com o cara do PSB, com a mulher que patrocinou o Fruet…

E daí? Como o Fruet vê o mundo? O que tem a dizer a Curitiba? E Haddad?

Não podia ser alguns minutos, alguns apenas, sobre a maneira como concebe a cidade?

Isso parece não existir, não fazer sentido.

Parece que desinformar é uma espécie de missão.

Com isso, não estranha que ninguém se escandalize quando um desses vândalos dos programas de suposto humor pretendem, por exemplo, dar cigarros a José Genoino para ele fumar no tempo em que ficará na cadeia…

Não há nem o que dizer de uma coisa dessas: esses caras não é que não tenham noção do que seja ética. Não têm noção nem de etiqueta.

Ah, sim, e se fazem passar por jornalistas. E acham, com isso, que podem tudo.

Nossos problemas educacionais já foram parar nos programas de suposto humor.

A pergunta é: como foi se formar uma geração de gente tão mimada?

Ou antes: tão ignorantemente mimada.

Fazia tanto tempo que eu não ouvia a palavra “futrica”… A foto é do Insta do Potuma.

4:20

Anamariabraga 4:20

Ou como deschavar um alho:

4:20

4:20

Acredite.

4:20