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Deixa o casal…

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O cara vai lá filmar o casal de tartarugas em seu momento íntimo e não queria que eles ficassem putaços e fossem tirar satisfação? Dá um tempo, National Geographic…

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Escrevi sobre a volta do Arquivo X lá no meu blog do UOL e explico porque eu acho que a série poderia ser reinventada se voltasse com outros atores: Reabrindo o Arquivo X.

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Atualização às 15h, dia 24/03/2015: O Hollywood Reporter acaba de confirmar que a Fox produzirá mesmo mais uma temporada de Arquivo X, com seis episódios. “Penso nisso como se fosse um intervalo comercial de 13 anos”, disse o criador da série Chris Carter. “A boa notícia é que o mundo ficou muito mais estranho, uma época perfeita para contar essas seis histórias.”

Tudo indica que Arquivo X vai se rematerializar. A série, que foi para os anos 90 o que Lost foi para a década passada, morreu sem deixar vestígios ou saudades em algum momento da virada do milênio (na verdade, em maio de 2002) e agora volta como a solução mirabolante de algum executivo da Fox para recuperar audiência sempre em queda da televisão tradicional neste século. A volta começou a acontecer em janeiro, quando os principais executivos da emissora norte-americana – Dana Walden e Gary Newman – confirmaram que estavam negociando com o criador da série Chris Carter. E agora, diz o site inglês TV Wise, o criador da série Chris Carter deverá escrever a história da nova safra, David Duchovny e Gillian Anderson já foram convidados e, voltando, a série deve ter entre seis e dez episódios em sua, er, décima (!) temporada. Agora é uma questão de ajustar agendas para definir quando ela retornará à tela de TV.

Arquivo X foi uma série cult que ajudou a fundar o que conhecemos hoje como segunda era de ouro da TV, inaugurada com os Sopranos no ano 2000. Contava a história da dupla de agentes do FBI Fox Mulder (Duchovny) e Dana Scully (Anderson) que lidava com uma divisão do escritório de investigação chamada “Arquivo X”. Este departamento reunia casos extraordinários ou sem explicação que iam de abduções alienígenas a lendas urbanas vivas, que eram catalogados pelo fanático Mulder, um agente que ostentava em seu escritório um pôster com a imagem de um disco voador e a frase “Eu Quero Acreditar”. Scully, que havia sido designada para trabalhar com Mulder por ser cética e pragmática, quase sempre ironiza a crença apaixonada de seu parceiro em uma enorme conspiração que, além de ser a origem dos casos que têm de lidar, também explicam o funcionamento do mundo como um todo, principalmente do ponto de vista político e tecnológico. Aos poucos Scully começa a acreditar em Mulder e os dois desenvolvem uma atração mútua que se estica em tensão sexual não-consumada.

Arquivo X acertou na veia das conspirações e foi, lentamente, tornando-se cult. A série começou a crescer a partir da segunda temporada, em 1994, basicamente num boca a boca que aos poucos dava-se conta de que as estranhas aparições semanais da série não eram apenas monstros e aberrações isoladas. Havia um padrão e, mais do que isso, uma fonte comum para aquelas bizarrices. A grande sacada da série foi equilibrar-se entre histórias semanais e uma grande história de pano de fundo, retomando um formato conhecido dos quadrinhos para a narrativa da TV. Aos poucos os novos fãs reconheciam os episódios isolados (o “monstro da semana”) das histórias que ajudavam a contar a saga da grande conspiração, que envolvia um pacto entre os governos do mundo com uma raça alienígena que havia chegado à Terra há milhares de anos para escravizar a humanidade num futuro próximo. Dá pra entender perfeitamente porque achavam que Mulder fosse louco.

O escopo da conspiração – que começava aparentemente pequena e ia crescendo com o passar da série – ajudou a consolidar uma mudança que David Lynch havia retomado ao formato com sua série Twin Peaks. Arquivo X abandona lentamente a fórmula dos seriados de sucesso da década anterior, em que cada episódio conta uma história fechada e você pode assistir aos episódios em ordem aleatória que os personagens serão os mesmos nas mesmas situações. Aos poucos ele vai convencendo seu público de que é preciso acompanhar a série semanalmente e debruçar-se sobre as pistas deixadas em cada capítulo semana a semana. Era o início da popularização da world wide web e fãs em todo o planeta – não apenas nos Estados Unidos – podiam acompanhar as discussões a respeito da série. Ao mesmo tempo, o VHS começava a ser substituído pela mídia digital e logo temporadas inteiras de Arquivo X poderiam ser acompanhadas sem esperar que a série fosse reexibida na TV (ou comprada por uma emissora, no caso do resto do mundo).

Revivals, adaptações, continuações, reboots e remakes têm sido a regra de Hollywood há pelo menos duas décadas e o próprio Arquivo X passou por isso em dois momentos, quando a série chegou às telonas num longo season finale em 1998 (no filme Fight the Future) e, dez anos depois, quando tentou reaparecer a partir de um outro longa metragem (o filme I Want to Believe), que não resultou em nada. A falta de criatividade que impera nos cinemas agora parece arrastar-se para a TV e, como Arquivo X, vários outros seriados tentam novas oportunidades de voltar à ativa, uns (Dr. Who, Battlestar Gallactica) mais bem sucedidos que outros (24 Horas, Arrested Development). Executivos preocupados com números de audiência preferem apostar na memória e nostalgia do público do que em contar histórias novas, que precisam de tempo para crescer (como todos os recentes sucessos da tal nova era de ouro da TV: Sopranos, The Wire, Lost, Breaking Bad, Mad Men…).

Se tudo der certo, as filmagens do novo Arquivo X começam no meio deste ano. Falta acertar a agenda dos dois protagonistas, ambos envolvidos em duas outras séries (Duchovny em Aquarius, Anderson na ótima The Fall), mas acho que a série funcionaria muito melhor se os dois não estivessem fixos no elenco deste retorno.

Imagine voltar ao universo de Arquivo X com novos agentes descobrindo velhos mistérios, fuçando monstros do passado que foram investigados por Mulder e Scully. Com os velhos protagonistas em cena, todo o passado terá de ser reexplicado em diálogos ou monólogos inúteis à narrativa, que funcionam apenas para contextualizar os novos fãs e que não precisariam ocorrer, pois os envolvidos já conhecem o que estão explicando. Se fossem novos agentes, tudo seria naturalmente explicado e a série original seria motivo para os novos fãs voltarem aos episódios dos anos 90, ganhando uma dimensão inteira de profundidade para os casos investigados hoje em dia. Não que Mulder e Scully ficassem alheios à série. Mas eles funcionariam mais como pontos de referência e fontes de informação do que como protagonistas. Aparecendo em capítulos específicos, aparições surpresa.

Mas, ao que tudo indica, veremos Mulder e Scully mais uma vez, vinte anos mais velhos, correndo para cima e para baixo de sobretudos pretos, fugindo de alienígenas e mercenários com lanternas e armas na mão. Me dá uma sensação de que vamos ver uma versão filmada do Scooby Doo…

E lembre-se que Twin Peaks volta no ano que vem! Ou seja, essa brincadeira de revival de séries está só começando…

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E no episódio de hoje de “tem alguém com muito tempo livre na internet”, um tal de Jack Dudley teve a manha de fazer um mashup de “King Kutta”, do disco novo do Kendrick Lamar, com a abertura do Seinfeld.

Que porra…

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Se o seu lance é a ourivesaria da canção, você já deve estar de ouvidos atentos para o jovem canadense Tobias Jesso Jr., que, apenas com sua estreia – batizada apenas de Goon – já entra como forte candidato a disco do ano graças a um conjunto de canções de cortar o coração. Como essa “Without You”, que ele gravou na semana passada no programa do Conan O’Brien, cantando ao piano, acompanhado de um octeto de cordas, do produtor Ariel Rechtshaid na guitarra e da vocalista do Haim, Danielle, na bateria.

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Bartkira!

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Imagine se alguém resolve misturar a história de Akira com os personagens dos Simpsons? Esse projeto existe desde 2013, chama-se Bartkira e andou muito mais do que você pode imaginar. Escrevi sobre ele lá pro meu blog do UOL: Bart Simpson + Akira = Bartkira!

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A cultura digital é prima da escola da recombinação. São milhares de pessoas se conectando umas às outras e usando ferramentas para criar e editar – por isso é inevitável que a aura do remix e do mashup paire sobre a produção cultural online atual. Seja música, vídeo, design, performance, texto, foto, ilustração – tudo pode ser recombinado e reinventado. Especialmente se estivermos falando de ícones perenes em nosso imaginário coletivo. A mitologia do século 20, que também chamamos de cultura pop, é um extenso acervo de ícones que são remisturados o tempo todo por grupos de usuários da internet espalhados pelo planeta.

Às vezes, uma simples ideia, jogada a esmo, pode disparar uma torrente de criatividade. Foi a sacada que o ilustrador norte-americano James Harvey teve ao ver, no início de 2013, um quadrinho feito pelo amigo de internet Ryan Murphy, batizado de “O despertar de Bartkira“:

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Sim, nesses garranchos coloridos estava a semente de uma ideia simples e genial: recontar a saga de Akira, de Katsuhiro Otomo, um dos animes e mangás mais clássicos de todos os tempos, com personagens da cidade amarela dos Simpsons de Matt Groening.

O post acertou Harvey como uma ideia mirabolante: que aquela história precisava ser contada na íntegra. Começou imaginar o elenco: Bart é Kaneda, Milhouse é Tetsuo e Ralph Wiggum é Akira. Logo ele estaria criando outras analogias entre os dois clássicos da cultura pop do final do século passado:

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Foi quando ele teve a brilhante ideia de usar a internet para convocar colaboradores do mundo todo para um projeto ousado: recriar todo o mangá Akira página a página. Em pouco tempo ele estava comemorando o resultado da convocação com centenas de voluntários.

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E não parou por aí. O projeto ganhou corpo e despertou interesse, dando origens a três exposições: uma nos EUA, outra na Inglaterra e a terceira no Japão.

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À medida em que ele foi sendo realizado, foi sendo colocado para ser lido no site Bartkira. No momento, eles estão no terceiro volume do mangá e dá pra ter uma ideia do nível do trabalho comparando, por exemplo, as quatro opções de capa para o próximo volume:

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E agora eles vão imprimir a história, primeiro para os próprios colaboradores e depois, se rolar, pra vender:

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E agora tem uma outra turma querendo recriar o trailer! No tumblr Bartkira – The Animated Trailer, eles já estão colocando os estudos de personagens:

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…e até uns gifs!

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Não é demais? E tem gente que prefere viveria ter vivido em outra época… Eu acho que isso é só o começo de uma renascença cultural de uma proporção que não dá pra imaginar.

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Nossa querida novata australiana começa a divulgar seu disco de estreia em turnê pelos EUA – e inevitavelmente, vai passar por alguns programas de TV. Courtney Barnett commeçou sua peregrinação pelo programa da Ellen.

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