A HBO liberou um teaser do próximo True Detective, que estreia no dia 21 de junho, que só entrega uma estética meio anos 80, contrastando com o setentismo da primeira temporada.
Além do teaser, uma sinopse:
A bizarre murder brings together three law-enforcement officers and a career criminal, each of whom must navigate a web of conspiracy and betrayal in the scorched landscapes of California. Colin Farrell is Ray Velcoro, a compromised detective in the all-industrial City of Vinci, LA County. Vince Vaughn plays Frank Semyon, a criminal and entrepreneur in danger of losing his life’s work, while his wife and closest ally (Kelly Reilly), struggles with his choices and her own. Rachel McAdams is Ani Bezzerides, a Ventura County Sheriff’s detective often at odds with the system she serves, while Taylor Kitsch plays Paul Woodrugh, a war veteran and motorcycle cop for the California Highway Patrol who discovers a crime scene which triggers an investigation involving three law enforcement groups, multiple criminal collusions, and billions of dollars.
Mesmo quando lançarem o trailer completo vai ser muito cedo pra criar qualquer expectativa. Seguimos esperando…

Assino embaixo do meu comentarista político favorito neste raio X que ele fez deste Brasil 2015, especificamente a frase: “Melhor o fascismo exposto do que oculto”.
Não tenha dúvida.

Escrevi sobre a relação do Demolidor, a nova série da Marvel para a TV e a primeira pro Netflix, e o próximo filme dos Vingadores lá no meu blog do UOL:
http://matias.blogosfera.uol.com.br/2015/04/10/o-que-a-serie-do-demolidor-pode-antecipar-sobre-o-novo-vingadores/.

Comentei outro dia sobre como a Marvel vem esmerilhando ao narrar sagas extensas que perpassam vários filmes ao mesmo tempo em que apresenta histórias paralelas na TV que conversam com os longas que estreiam no cinema. Nesta sexta-feira eles dão mais um passo rumo em seu ousado experimento transmídia ao tentar sincronizar a atenção de todo o planeta em períodos determinados de tempo. É quando estreiam a primeira temporada da série Demolidor, ressuscitando o personagem – que já foi vivido por Ben Affleck num risível filme de 2003 – para o universo cinematográfico da Casa das Ideias.
A grande diferença é que, ao contrário das séries anteriores da Marvel (Agents of S.H.I.E.L.D. e Agente Carter), o novo seriado não foi feito em parceria com a emissora ABC, um canal de televisão tradicional, e sim com o serviço de assinatura Netflix. A novidade não diz respeito apenas à forma de distribuição do seriado, que não chega mais transmitido por antenas ou por cabos de TV paga e sim pelas conexões da internet. A mudança diz respeito ao fim das janelas de lançamento global entre conteúdos produzidos para a televisão.
Explico: por não ser uma operação que envolve todo o planeta e sim apenas os Estados Unidos, as coproduções com o canal ABC não podem ser exibidas simultaneamente ao mesmo tempo em diferentes países. Há uma grade de retransmissão para valorizar as estreias no país de origem. Por isso é mais difícil sincronizar a história da série com a longa história contada em diferentes filmes que estreiam quase que ao mesmo tempo em todos os países do mundo. Como a série também é da ABC, ela negocia seus direitos com outras emissoras locais e estas vão definir, cada uma com seu critério, data e ordem de exibição nos diferentes países.

Então se determinada ação num episódio de Agents of S.H.I.E.L.D. que fosse exibido uma semana antes da estreia do segundo filme do Capitão América nos cinemas tivesse continuação no filme, esta relação de ação e consequência só poderia ser percebido em tempo real pelo público americano ou pelo resto do mundo através da pirataria. Se dependêssemos da grade de programação de lançamento entre cinemas e emissoras de TV em todo o mundo, a costura narrativa entre diferentes histórias seria toda em vão – a não ser para espectadores do futuro que queiram acompanhar todas as produções de uma vez, em ordem.
Ao apostar em jogar toda a temporada de seu novo seriado no Netflix, a Marvel também instiga os fãs mais ávidos a consumirem uma nova série em uma periodicidade quase diária – ou mais curta, nas já tradicionais maratonas de seriado. É que o próximo Vingadores estreia em duas semanas em todo o planeta e uma das imagens de divulgação do novo seriado já deixou claro que, embora o universo do Demolidor se restrinja a uma vizinhança de Nova York (o bairro Hell’s Kitchen), ele também habita a mesma Nova York que o Homem de Ferro, Thor, Hulk e companhia – é só reparar a Torre dos Vingadores no horizonte à direita lá de cima deste post.
Vingadores 2 – A Era de Ultron estreia no mundo todo em duas etapas: no dia 23 de abril (no Brasil, Argentina, Europa ocidental, Rússia, Israel, Índia, África do Sul, Indonésia, Taiwan, Hong Kong, Singapura, Austrália e Nova Zelândia, entre outros) e no dia 1° de maio (nos EUA, Chile, Equador, Espanha, Europa oriental, Iraque, México, Peru, Portugal Tailândia, Canadá e Vietnã, entre outros). O filme vem sendo guardado a sete chaves e já é cotado como possível campeão de bilheteria histórico no fim de semana de sua estreia, deixando os 200 milhões de dólares do primeiro Vingadores comendo poeira. A especulação sobre o sucesso do filme é tamanha que há quem fale que ele pode se tornar o primeiro filme a faturar 2 bilhões de dólares, uma marca inacreditável.
Se o filme é bom? Os três trailers já lançados mostraram que há o mesmo tanto de ação quanto de construção de personagens – e um desocupado conseguiu colocar os três trailers em ordem, tentando imaginar uma certa cronologia (que faz sentido) para o filme a partir apenas de imagens de divulgação.
Alguns críticos norte-americanos já assistiram ao filme mas, sob embargo, não podem entrar em detalhes. Mas já comentaram em linhas gerais o que podemos esperar do novo filme.
Avengers: Age of Oh Yeahhhhh It's Good!
— Christopher Rosen (@chrisjrosen) April 10, 2015
Vingadores: A Era do Oh Yeahhhhh Como É Bom!”
#AvengersAgeOfUltron is darker, weirder and more emotional than the original. It's also the thrill ride to beat this summer.
— Drew Taylor (@DrewTailored) April 10, 2015
#VingadoresEraDeUltron é mais sombrio, mais esquisito e mais emotivo que o original. É também a viagem mais incrível deste verão.
Whedon stuffs Avengers Age of Ultron with an impossible amount of great geekiness. Sometimes it feels like too much, but he pulls it off!
— Kevin P. Sullivan (@KPSull) April 10, 2015
“Whedon enche Vingadores A Era de Ultron com uma quantidade impossível de ótimo nerdismo. Às vezes parece demais, mas ele se garante!”
Important to note AVENGERS AGE OF ULTRON is a completely different movie than the first one. And that's why it works.
— Steven Weintraub (@colliderfrosty) April 10, 2015
“Uma nota importante sobre VINGADORES A ERA DE ULTRON é que é um filme completamente diferente do primeiro. E é por isso que funciona.”
Just saw AVENGERS: AGE OF ULTRON. Soooooooo many characters and soooooo much going on, I can't believe it's coherent, let alone so fun.
— Mike Ryan (@mikeryan) April 10, 2015
“Acabei de ver VINGADORES: A ERA DE ULTRON. São taaaantos personagens e taaaanta coisa acontecendo que eu não consigo acreditar que consiga manter a coerência, além da diversão.”
Avengers 2 is both an amazing sequel and a fantastic setup for the rest of the MCU. So nerdy in the best possible way.
— Mike Sampson (@mjsamps) April 10, 2015
“Vingadores 2 é tanto uma continuação incrível quanto uma armação fantástica para o resto do universo Marvel no cinema. Tão nerd da melhor maneira possível.”
AGE OF ULTRON is a blast and there's a ton of cool Marvel surprises!
— Silas Lesnick (@silaslesnick) April 10, 2015
“ERA DE ULTRON é um barato e tem uma tonelada de surpresas Marvel!”
Avengers 2 is way more fun and great than the trailers let on.
— Meredith Woerner (@MdellW) April 10, 2015
“Vingadores 2 é ainda mais divertido do que os trailers faziam parecer”
Mais complexo, mais nerd, mais sombrio, mais divertido… Será que a série do Demolidor pode dar alguma pista do que esperar do próximo filme? Só há um jeito de saber.

Estávamos todos empolgados com a volta de Twin Peaks no ano que vem quando chegou a notícia que David Lynch não participaria da nova temporada da série que inaugurou a TV do século 21. Mas… Twin Peaks sem David Lynch? Faz algum sentido isso? O próprio elenco da série acha que não…

Escrevi no meu blog do UOL porque os números de Lost fazem sentido especificamente hoje: http://matias.blogosfera.uol.com.br/2015/04/08/fanaticos-pela-serie-comemoram-hoje-e-dia-de-lost/.
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4, 8, 15, 16, 23, 42…
Enquanto Lost era a série mais importante de seu tempo, estes seis números confundiam os fãs e serviam como prova para quem não acompanhava a série que tudo aquilo era só um emaranhado de referências aleatórias feitas para instigar a atenção e fazer os aficionados discutirem sobre temas sem sentido.
A série acabou em 2010, algumas coisas foram explicadas, muitas delas não, entre elas, a sequência de números que apareciam em todo canto da série, de um bilhete da loteria premiado em 2004 a um número talhado numa escotilha enterrada nos anos 70.

Como a internet não para, alguém descobriu que a combinação dos números faz sentido especificamente hoje, dia 8 de abril de 2015. Mais especificamente às quatro e vinte e três da tarde, aos quarenta e dois segundos…
Sim: 4 (abril) / 8 / 15 / 16:23:42. Os números formam a data precisa de uma comemoração que irá ser feita apenas por fãs fervorosos da série de J.J. Abrams. Aqueles que, mesmo sem ter gostado do final, ainda celebram o seriado como um dos mais importantes de nossos dias.
E, de quebra, transforma o dia 8 de abril no dia anual de Lost. Como o quatro de maio (May the 4th/Force) é o de Guerra nas Estrelas.
E essa agora?


Estamos todos sérios falando da volta de Twin Peaks e Arquivo X e aí chega o Netflix falando que Três é Demais pode voltar! Comentei sobre essa possibilidade lá no meu blog do UOL http://matias.blogosfera.uol.com.br/2015/04/07/mais-nostalgia-anos-90-quem-esta-preparado-para-a-volta-de-tres-e-demais/.
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Entre a confirmação de uma nova temporada de Arquivo X e o cancelamento da volta de Twin Peaks surge mais um boato sobre outra volta seriados dos anos 90. Desta vez é a vez do pacato Três é Demais, que também é conhecido por seu nome original, Full House, que foi cortejado pelo Netflix para voltar em nova temporada.
A série é mais lembrada pelas tiradas infames do personagem bebê Michelle Tanner, vivido pelas gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen, uma das filhas do protagonista Danny Tanner, interpretado por Bob Saget. Além de Michelle, Danny era pai da adolescente D.J. (Candance Cameron) e a da pré-adolescente Stephanie (Jodie Sweetin) e a série partia da premissa que, logo após a morte de sua esposa em um acidente de carro, Danny mudava-se para uma casa com suas filhas e o cunhado Jesse (John Stamos), que tenta a sorte como músico, e seu amigo Joey (Dave Coullier), um comediante novato. O título em português faz referência aos três adultos e às três crianças, enquanto o título em inglês falava da casa cheia sempre de gente da improvável família.
A série durou entre 1987 e 1995 e emplacou no Brasil como um dos primeiros sucessos da então incipiente TV a cabo, nos anos 90. Antes do Warner Channel repetir Big Bang Theory e Friends sem parar, um de seus principais sucessos era Três é Demais (sempre exibido junto com Step by Step).
Três é Demais é um dos inúmeros exemplos de como eram os programas de TV antes dos anos 90. A lógica dos episódios era repetitiva, os diálogos superficiais, as histórias quase sempre eram conduzidas apenas para alternar momentos de candura, frases de efeito e piadas do tipo “tio do pavê”. As mudanças na série aconteciam em câmera lenta. Por oito temporadas, a única coisa que mudou além da idade das crianças foi a entrada da personagem Rebecca (Lori Loughlin), que começa a namorar Danny na segunda temporada, casa-se com ele na quarta e tem filhos gêmeos na quinta. De resto, dá para assistir à série em qualquer ordem, sem acompanhá-la. Não há nenhum nível de complexidade. Ela é tão rasa – e divertida – quanto os Trapalhões ou Chaves ou qualquer outro seriado de seu tempo. Uma relíquia de quando a televisão era mais inocente.
Vieram os anos 90 e com eles revoluções na narrativa, na linguagem, na tecnologia – e os seriados de TV se reinventaram para o século 21. Os Simpsons, Twin Peaks e Arquivo X começaram a rascunhar o já clássico Olimpo da TV desde século, formado por títulos como Sopranos, Six Feet Under, Lost, Mad Men, Breaking Bad, The Wire, Walking Dead e Game of Thrones. Séries como Full House hoje não passam nem do primeiro estágio de produção, devido à sua simplicidade.
A tentativa do Netflix em emplacar uma nova versão do seriado tem mais a ver com a volta dos anos 90 (que eu comentei outro dia) do que com uma reinvenção de narrativa, como seria o caso dos retornos de Twin Peaks e Arquivo X. As fichas do serviço digital devem ter ido para Três é Demais por uma questão de zeitgeist: há algum tempo uma série de entrevistas e aparições dos atores e personagens da série original têm mostrado que o interesse do público norte-americano em Full House segue à toda.
Primeiro foi a volta da banda do personagem “Tio Jesse” no programa de Jimmy Fallon, em 2013:
Depois, em janeiro do ano passado, foi novamente o personagem de John Stamos quem puxou a conversa, mas Saget e Coullier vieram juntos neste anúncio de iogurte grego veiculado durante o Superbowl:
Também no ano passado, as gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen falaram sobre a série em uma entrevista no programa de Ellen DeGeneres:
E no início deste ano, todo o elenco da série (menos as duas gêmeas) se reuniu para cantar o tema de Full House para o produtor e criador do seriado, Jeff Franklin, em sua festa de 60 anos.
E agora vem esta especulação que, se confirmada, acompanhará a rotina da filha Tanner mais velha, D.J., e sua melhor amiga, Kimmy Gibler (vivida por Andrea Barber), além de ter pontas dos principais nomes da versão original. A nova temporada, segundo o site TVLine, se chamaria Fulller House (Casa Mais Cheia) e teria 13 episódios. Ainda não foi confirmado, mas é questão de tempo, segundo o site. Resta saber se ele manterá a inocência daqueles tempos ou se tentará acompanhar o espírito da TV do século 21.

Começou com um anúncio através da página do Facebook do Twin Peaks Festival neste domingo:
We just received the this message from David Lynch's office:Dear Facebook Friends, David wanted me to pass along the…
Posted by Twin Peaks Festival on Domingo, 5 de abril de 2015
Depois as mesmas frases foram repetidas em uma série de tweets.

Em outras palavas, o Showtime não pagou o quanto o David Lynch havia pedido para escrever e dirigir a nova temporada da série, que deveria ir ao ar no ano que vem, quando o seriado completar 25 anos. Mas… como continuar Twin Peaks sem David Lynch?



