Composta no piano de sua casa quando ele tinha apenas 14 anos, “Suicide” nunca foi lançada oficialmente, embora aparecesse em menos de dez segundos no final de “Glasses” e tenha sido oferecida a ninguém menos que Frank Sinatra (que respondeu na lata: “Esse cara tá me tirando?”). É uma das canções em que o beatle mais exercita seu flerte com a música norte-americana e os musicais da Broadway (a lista é enorme: “Maxwell’s Silver Hammer”, “Honey Pie”, “Your Mother Should Know”, “When I’m 64″…) e dá para ver como ele se diverte fazendo o sotaque americano. Embora não tenha lançado-a, Paul já registrou “Suicide” algumas vezes: no vídeo acima ela foi gravada em 1969, ainda nos Beatles; no de baixo, temos seu registro em 1975 para o documentário sobre os Wings que nunca foi lançado, chamado One Hand Clapping, e no vídeo do final, ele a apresenta no programa Michael Parkinson Show,em 2001.
C Em
Girls it’s been my pleasure
G Dm7 C
To know quite a lot of you
Dm7
And in the main
C
You’re pretty sane, it’s true
Dm7
But there are a few who do
C
The duty to do too beautiful a job
Dm7 C
It isn’t quite what they planned
Dm7 C
The man gets the upper hand
Dm7 C
He’s takin’ her for a ride
Dm7 C
I call it… S uicide
C Dm7 Em
If when she tries to run away
G C
And he calls her back, she comes
C Dm7 Em
If there’s a next time, he’s ok
G C
Cause she’s under both his thumbs
Em Dm7
She limps along to his side
G
Singing a song of ruined life
C Dm7
Daddy says nothin’ doin’
Dm7 C
Ah—
G C
I call it… S uicide
C Dm7 Em
She loves to ride in big parades
G C
But he wouldn’t so she won’t
C Dm7 Em
She needs at least a dozen lays
G C
But if he says no she don’t
Em Dm7
He wishes she knew his sign
G
Soon there’ll be trouble brewin’ ah—
C Dm7
Daddy says nothin’ doin’
Dm7 C
Ah—
G C
I call it… S uicide
C Em Dm7 G
Sui cide, she’s com mitin’ it
C Em Dm7 G
Sui cide, he’s not gettin’ it
C Em Dm7 G C
Sui cide, it’s a quittin’ a day
Em Dm7
She limps along to his side
G
Singing a song of ruined life
“A song written in about 1958 or 9 or maybe earlier when it was one of those songs that you play now and then. The middle was added in Morgan Studio where the track was recorded recently.” -McCartney 1970
1 acoustic guitar
2 electric guitar
3 drums
4 rhythm guitar
5 organ
6 maracas
7 bass
8 bongos
A faixa também foi gravada pelos Beatles, em tom jocoso, no meio das sessões do Let it Be.
Instrumental, “Hot as Sun” ainda foi usada nos anos 80 como música-tema do programa The All-New Popeye Hour, safra de desenhos do Popeye feita naquela década. Detalhe: a versão para TV era tocada em 45 RPM – e soava assim:
No finzinho, “Hot as Sun” virava a experimental “Glasses”:
“Wine glasses played at random and overdubbed on top of each other – the end is a section of a song called Suicide – not yet completed.” -McCartney 1970
E, no final, surgia um trecho minúsculo de uma canção que Paul fez aos 14 anos, chamada “Suicide” (já já falo mais dela).
“Junk” de novo, agora só instrumental:
“This was take 1 for the vocal version which was take 2 and a shorter version. Guitars and piano and bass were put on at home and the rest added at Morgan Studios. The strings are Mellotron and they were done at the same time as the electric guitar, bass drum and sizzle cymbal.” -McCartney 1970
A música também reapareceu no Acústico da MTV:
Eis Zeca Branco na Casa Branca tocando uma música do Álbum Branco – desculpa, não resisti. Jack foi um dos convidados da cerimônia de premiação usada como desculpa pro Obama ter tempo pra ver um showzinho em casa. E que showzinho: Paul McCartney: The Library of Congress Gershwin Prize for Popular Song In Performance at the White House é um documentário feito pelo canal público americano PBS e que será exibido pela primeira vez depois de amanhã (e, provavelmente, nas redes de torrent do mundo a partir de quinta-feira). No programa, como entregue no título, assistirá-se ao show feito pelo velho Beatle na Casa Branca no último dia 2 de junho, quando o presidente americano lhe conferiu o prêmio Gershwin pela Canção Popular. Além do show particular do Macca (eis uma das vantagens de ser presidente dos EUA), Obama ainda assistiu a apresentações de Stevie Wonder, Elvis Costello, Herbie Hancock, Dave Grohl, Emmylou Harris e outros menos cotados, além do Jack White aí de cima, dando uma vibe American gothic à árcade “Mother’s Nature Son” ao misturá-la com “That Would Be Something“, do primeiro disco solo do Paul. Ficou djóia.
Com um desses até dá pra cogitar usar relógio.
Dá pra comprar aqui – e a inspiração, claro, veio do quadro abaixo.
Neguinho se empolga 2… Vi na Julia Segal.
OE! Vi no tumblr da Juliana.
Me faltam palavras.
E como atentou o Mutlei, que pinçou esse vídeo, repare na reverência do Nick Cave e da Chrissie Hynde. Porque não custa lembrar que Lou Reed solo é uma coisa beeem diferente de Velvet Underground. E cadê os produtores brasileiros que não trazem o mestre pra um show desses por aqui? O de 1999, no Sesc Vila Mariana, foi inacreditável.




