Trabalho Sujo - Home

TV

No clima de espera do material do Camelo em 2011, deixo aqui essa entrevista de meia hora que ele deu em Portugal, há dois anos. Vale ver ele tocando violão com um gravador, explicando “Tchubaruba” e confessando a influência do mashup no que ele considera sua “maior contribuição à música”.

4:20

Aumenta o som. E bom dia.

O Oscar desse ano foi tão tedioso que até acompanhar as expressões de James Franco no palco foi mais interessante do que ver quem ganhou o quê.

Tem mais lá no Jezebel.

Minha coluna no 2 de hoje pega o gancho do Oscar para falar de TV e internet.

Televisão social
Hoje todos veremos o Oscar juntos

A TV já foi o centro do lar e agregadora de atenções. Sua ascensão, após a Segunda Guerra Mundial, fez com que o momento de união da família, antes à mesa ou na missa, mudasse para a sala de estar, ao redor da luz branca dos raios catódicos. Mas, como já disse aqui em outras oportunidades, a TV deixou de ser o centro das atenções à medida que o computador foi ganhando espaço dentro da casa. Primeiro veio um, que era de uso da família. Depois ele começou a aparecer no trabalho e logo foi para outros cômodos, tornou-se portátil e, se não chegou a deixar a TV em segundo plano, conseguiu tirá-la do foco central doméstico.

E isso fez muitos se perguntarem se o computador estaria matando o aspecto social da TV, em que famílias e amigos se reúnem em frente do aparelho para discutir a novela, o jogo ou o programa da vez. O Oscar, cuja cerimônia de premiação será exibida hoje para todo o mundo, era um desses eventos.

Era? Em tempos de redes sociais, pode até ser que as pessoas não façam mais festas para assistir ao programa num mesmo cômodo. Mas não há nenhuma dúvida de que a audiência global do programa estará com um olho na TV e o outro no monitor ou na telinha do smartphone. As pessoas podem não estar mais virando para o lado e comentando o vestido da tal atriz, a piada sem graça do apresentador tal ou a bobagem que o dublador traduziu errado. Mas estão falando isso para todo mundo, no Twitter, no Facebook, em blogs, comentários de sites ou de trechos de vídeo que vão parar no YouTube antes mesmo de o programa terminar.

Foi assim com o enterro do Michael Jackson e no Grammy, é assim em qualquer grande jogo de futebol ou no Big Brother. E vai continuar sendo assim… até o dia em que a televisão se misturar com a internet de vez.

E aí temos uma boa resposta para uma das questões que mais afligem produtores de conteúdo e veículos de comunicação. Os blogs serão mais importantes do que os jornais? O YouTube já é mais importante do que a TV? A mídia tradicional será suplantada pela social?

Tudo indica que não. Que ambas plataformas se misturarão num ambiente em que a grande mídia pauta uma conversa que se desdobra num diálogo que segue na audiência. E daqui a pouco teremos telinhas de chat no canto da TV, tweets aparecendo embaixo da imagem principal e links pra Wikipedia para descobrirmos quem é aquele tal ator. E a TV vai ser mais social do que jamais foi.

Normalmente ela não seria notícia por aqui, mas olha essa foto, que eu peguei no site da Rosana Hermann, veja lá as condições em que foram anunciadas sua morte, e depois dê um Google para ver o histórico da garota. Triste.

4:20

Banksy no Oscar

Eu acho que não rola. Mas é o único motivo que me faz assistir à festa. Vai que…

Estátua móvel

Um comercial engraçadinho.

O Caco cantando “New York I Love You (But You’re Bringing Me Down)” você já deve conhecer, não?

Agora fizeram outra, com ” Dance Yrself Clean”, vê só: