Nesta terça-feira, participo pela quinta vez da bancada da discussão sobre música que idealizei em 2012, quando fui convidado para fazer consultoria para o mudar a cara do Prêmio Multishow. Desta vez estarei ao lado de Adriana Couto (do Metrópolis), Didi Effe (apresentador de TV), Ana Garcia (do Coquetel Molotov), GG Albuquerque (do blog Volume Morto), Cleber Facchi (do blog Miojo Indie), Liminha (produtor e Mutante), Pérola Mathias (do blog Poro Aberto), Sarah Oliveira (Rádio Eldorado), Eduardo Ribas (do site Per Raps) e Adriana de Barros (do UOL), com mediação do sagaz Guilherme Guedes. O papo começa às 22h45 e juntos vamos decidir três categorias: disco do ano, música do ano e revelação do ano. A discussão vai ser transmitida no Canal Bis.
Estreei esta semana como colaborador do programa Metrópolis da Cultura, comentando sobre o disco mais recente do Nick Cave & The Bad Seeds, o ótimo Ghosteen, na TV aberta – e aproveitei para comentar sobre o documentário brasileiro Back in Town, que compara a vinda de Nick ao Brasil no final dos anos 80, quando ele morou em São Paulo, com sua volta à cidade para o show catártico no ano passado.
Em breve pintam mais comentários no programa.
“Está acontecendo de novo!”
Começou com um tweet nostálgico de David Lynch, lembrando do lugar onde filmou sua clássica série, no meio do mês passado:
Dear Twitter Friends, I love the people in King County. I love the locations in King County. We had a perfect place to shoot Twin Peaks and perfect people to work with. Both Dow Constantine and Kate Becker are great! All-in-all it made shooting Twin Peaks there a dream.
— David Lynch (@DAVID_LYNCH) September 18, 2019
“Caros amigos do Twitter, eu amo as pessoas em King County. Amo as locações em King County. Arrumamos um lugar perfeito para filmar Twin Peaks e as pessoas perfeitas para trabalhar com a gente. Tanto Dow Constantine quanto Kate Becker são ótimos! No fim das contas, isso tornou filmar Twin Peaks ali um sonho.”
Mas daí que, no dia 29 de setembro, surge este tweet do Hollywood Horror Museum, que dizia:
Someone we know who is "in the know" just let something Very Interesting slip about the future of TWIN PEAKS
If it's true, we'll be squealing and giddy in 2020!
— Hollywood Horror Museum (@horrormuseum) September 27, 2019
“Alguém que nós conhecemos que ‘está por dentro’ deixou escapar algo bem interessante sobre o futuro de Twin Peaks. Se for verdade, estaremos rindo e excitados com 2020!”
E continuava:
We don't want to get anyone in trouble (for being stupid enough to tell us!) So we can't say more until THEY do, but this isn't just a rumor.
— Hollywood Horror Museum (@horrormuseum) September 27, 2019
“Não queremos meter ninguém em apuros (apenas por ser estúpido o suficiente para nos contar!). Então não podemos falar mais até que ELES falem, mas isso não é só um boato.”
E mais:
All we can say is, the people in charge are preparing for something big in 2020. Until the people who have a right to say more do, we have to stay silent.
— Hollywood Horror Museum (@horrormuseum) September 27, 2019
“Tudo que podemos dizer é que as pessoas que cuidam disso estão preparando algo grande pra 2020. Até que elas falem disso, teremos que ficar quietos.”
Não custa mencionar que filha de Lynch, Jennifer, faz parte do conselho deste museu do horror em Hollywood, Los Angeles. No dia seguinte, dia 30, o ator Michael Horse, o xerife Hawk, publica uma foto de seu personagem nos anos 90 vendo um pedido para manter silêncio em sua conta no Instagram.
E no dia seguinte, dia 1° de outubro, Kyle MacLachlan, o eterno Agente Cooper, twitta o seguinte:
Love this dapper suit, but definitely thinking about…donuts this morning 💭🍩 pic.twitter.com/mmutiMc75N
— Kyle MacLachlan (@Kyle_MacLachlan) October 1, 2019
“Amo este terno elegante, mas estou pensando em donuts nesta manhã.”
Neste domingo, dia 6 de outubro, completam exatos cinco anos que David Lynch e Mark Frost anunciaram a terceira temporada de sua série, algo que era considerado impossível e inconcebível e se revelou a grande obra de arte do século 21 até agora. Será que veremos a quarta temporada em 2020? Um filme? Uma versão em realidade virtual? Ou em ASMR? Ou é só um truque pra vender mais uma edição deluxe do Blu-ray?
ESTÁ ACONTECENDO DE NOVO!? SERÁ POSSÍVEL?
De tudo que foi mostrado na Comic Con deste ano – fase 4 da Marvel completa, inclusive -, o que mais me deixou salivando foi o trailer da terceira temporada de Westworld…
…que pelo visto se passa no mundo real, fora dos parques temáticos, e coloca Dolores para conhecer outros humanos, bem diferentes dos superricos que frequentam aquele universo fake e que a fez odiar nossa espécie. Guiada por um novo personagem, vivido pelo Aaron Paul de Breaking Bad, a nova temporada parece sugerir uma nova empatia dos robôs com os humanos, só que com a classe operária. E, de relance, ainda vislumbramos um novo parque temático inspirado na Segunda Guerra Mundial. Pena que temos que esperar mais um ano ainda…
Não bastasse a escolha da protagonista ser ótima (Andrea Beltrão parece ter nascido pra viver este papel), a cinebiografia sobre Hebe Camargo (Hebe – A Estrela do Brasil, que estreia em setembro) toca em pontos sensíveis para o Brasil de 2019.
A saga retrô está prestes a ter seu terceiro capítulo revelado e parece ter conseguido fazer a transição da infância à adolescência e se transformar em um filme de terror dos anos 80 – de vez. O último trailer nos enche de referências – e esperanças.
Depois da morna “Patience”, lançada no fim do mês passado, o Tame Impala volta a anunciar música nova nesta terça. Ao publicar em sua conta no Instagram a capa de um novo single com uma legenda que apenas dizia “sexta-feira”, o grupo sinaliza o lançamento oficial de uma música que já mostrou ao vivo:
A nova faixa foi apresentada pela primeira vez quando o grupo apresentou-se no programa Saturday Night Live, no dia 30 de março. Além da recém-lançada “Patience”, o Tame Impala puxou outro novo número da cartola – e “Borderline” é bem melhor que a música lançada anteriormente, além de seguir o rumo dance/soul que a banda sinalizava em seu disco mais recente, Currents.
E tudo indica um disco novo está vindo aí. Ao anunciar, no início de 2019, que seria uma das principais atrações do festival norte-americano Coachella deste ano, o grupo legendou o anúncio com a frase: “Ano novo. Novos shows. Novos sons“. E Kevin Parker já disse em entrevistas que não queria tocar músicas inéditas ao vivo, que preferia tocá-las com o público já as conhecendo. Há quem se apresse ao dizer que Borderline seria este novo álbum, lançado já nesta sexta. Será? Vamos com calma.
É claro que dá pra fazer televisão de qualidade no Brasil – mesmo em tempos tão trevosos. O programa Altas Horas que a Globo transmitiu neste sábado reuniu um elenco inacreditável para celebrar a importância de Milton Nascimento, com a presença do próprio, em duetos com Samuel Rosa (cantando “Trem Azul“), Gal Costa (em “Paula e Bebeto“), Lô Borges (em “Clube da Esquina 2“) e Maria Gadu (em “Paisagem da Janela“), além de versões para “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo” feita pela dupla Anavitória, “Travessia” com Chitãozinho e Xororó, Céu com “Nos Bailes da Vida“, Ney Matogrosso com “Coração Civil“, entre outros. Mas o momento mais tocante foi a versão que Criolo fez para “Cais”, com o próprio Milton no piano.
Um momento precioso de um Brasil sensível e possível, que parece distante deste 2019, mas que está mais perto do que pensamos – assista à integra no site da Globo.
Rivers Cuomo chamou a banda do ator Finn Wolfhard, o Mike da série Stranger Things, Calpurnia, para dublar sua versão de “Take on Me” do A-ha no primeiro clipe do álbum retrô que sua banda Weezer lançou há pouco.
Bandersnatch, o recém-lançado filme interativo do seriado distópico Black Mirror, não é o equivalente à quinta temporada da série e sim um aperitivo de como pode funcionar sua próxima safra de episódios, que serão lançados ainda em 2019, como confirmou o serviço Netflix à revista Ars Tecnica. Lançado de surpresa na última sexta-feira, o filme permite que se tome uma série de decisões diferentes à medida em que sua história vai se desenvolvendo.
Como os velhos jogos de RPG ou quadrinhos do Almanaque Disney, você tem diferentes finais a cada decisão diferente que você toma em relação ao personagem principal – mas é seu metarroteiro (que faz com que o espectador sinta-se tão preso a escolhas fixas e simplistas quanto o próprio protagonista do filme) que torna sua viagem tão eficaz – principalmente por colocar nos anos 80 o início desta realidade alternativa que tanto se parece com a nossa. Ao ser bem executado no longa metragem, este aspecto de jogo pode ser aplicado nos próximos episódios de Black Mirror, fazendo o seriado ir para um inusitado lado menos pessimista, que é o tom característico da série. “Estamos fazendo histórias e episódios mais otimistas, mais do que os distópicos e negativos”, disse o criador e produtor da série Charlie Brooker ao New York Times. “Queremos manter o programa interessante para nós”.
Não há mais nenhuma outra informação sobre a próxima temporada da série, mas a cantora pop Miley Cyrus já contou que participará de um episódio.










