Acredite: isso é uma propaganda de um canal de TV chileno, feito pelo animador Juan Delcan. Vi lá no Brainstorm9.
Tirei da página do Patrick, dos Walverdes, no Facebook, que devia virar um blog (ou não, sei lá). O cara é uma metralhadora de bobagens foda, de vídeos do arco da velha (ele toca Neil Young e Rush na sequência), imagens do nível dessa daí de cima, lolcats, links bizarros e pérolas de sabedoria cujo poder de síntese implora pela publicação naqueles livrinhos que vendem em caixa de supermercado. Sente o nível:
”Mãe, tu devia parar de fumar, tu vai morrer”
“Tua tia avó viveu até os 99”
“Ela fumava?”
“Não, ela cuidava dos problemas dela”
Ou:
Hoje o dia tá tão modorrento que tô chamando ele de Lenine
Ou:
AQUELE CANTOR MODERNO O ARNALDO ITUNES
Ou:
O socialismo tem bons argumentos, mas o capitalismo tem essas TVs 3D 84 polegadas
Ou:
tu bota o blusão fica calor aí tu tira o blusão fica frio aí tu bota o blusão fica calor aí tu tira o blusão fica frio aí tu bota o blusão fica calor aí tu tira o blusão fica frio aí
Ou:
”Viajar de avião é mais seguro do que andar de carro” OLHA TU VAI ME DESCULPAR MAS DE CARRO NA OSWALDO EU NAO CORRO RISCO DE CAIR NO ATLANTICO
Ou:
O meu cabelo está armado e apontado para a cara do sossego
Ou:
Cada vez que alguém aplaude ou vaia um filme no cinema um filme de Natal do Didi é lançado.
Ou:
Ou:
Imagina a dona Florinda dando um tabefe na cara do Cazuza e dizendo: “E da próxima vez vá contar segredos de liquidificador pra sua avó”
Ou:
ter duas caras é facil, quero ver é as duas caras serem bonitas
Ou:
APOCALIPSE: LULA SABIA E NÃO FEZ NADA. (via @reinaldoazevedo)
Ou:
a banda mais esse é o quinto fim do mundo desde que eu nasci da cidade
Ou:
imagina que loco se o mundo acaba amanhã mesmo e daí existe céu e deus mesmo de verdade
Sério, muito gênio. Umas dessas podiam virar camisetas, adesivos, fotomontagens.
Aposto que baixava o Giraphales.
Vi lá no Pattoli.
E eu nem sabia que isso ia acontecer, o Fratura que me avisou num comentário (e atentou para o “pinxo” no 1:00 do vídeo): o Mané Garrincha, estádio de minha cidade-natal, foi palco para os primeiros shows da minha juventude. Foi ali que eu vi meu primeiro show internacional (do Sting! :'( Triste! Abertura com o lançamento do disco novo do Capital Inicial, Independência – e o Capital foi melhor que o Sting), o clássico último show do Legião Urbana em Brasília, em que deu tudo errado e rolou o maior quebra-pau (a primeira vez que eu vi clorofórmio e polícia montada na vida), o show do Faith No More, do Information Society e de várias bandas de rock nacional dos anos 80. Tentaram implodir o coitado, mas ele resistiu bravamente – mas virá abaixo de qualquer forma. Mais um passado que se vai.
Boa noite, personas. Amanhã tem mais.
E logo depois da mesa de ontem, me puxaram para participar de um programa ao vivo, transmitido via web, direto do próprio Sesc Vila Mariana. O Estúdio Aberto é exatamente o que diz ser: um estúdio de TV foi montado no meio do Sesc e quem estiver passando pode acompanhar os diferentes processos de transmissão de um programa instantaneamente. Apresentado pela Lorena Calábria, o programa ainda teve, além da minha participação, as presenças do professor Carlos Vogt e do jornalista Ricardo Calil. Foi nesse bate-papo que falei a frase que criou uma micropolêmica ontem no Twitter, mas aí dá para entender o contexto melhor (espero).
Nem curto o filme, mas curti essa transformação.
Você sabe por que ele apareceu ali hoje? É que rolou entrevista com ele ontem no Jô Soares:
Um documentário feito em 1987 (“It was twenty years ago today!”), pela PBS norte-americana, sobre o clássico disco dos Beatles. Uma aula de cultura pop.




