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Doce psicodelia

Bem bonita a apresentação da dupla Carabobina nesta terça-feira no Centro da Terra, quando Raphael Vaz e Alejandra Luciani tocaram pela segunda vez seu projeto ao vivo (a primeira vez em São Paulo), encerrando com a música que batizou esta minitemporada, Terranoite. Segunda que vem, os dois voltam num show com o mesmo nome, mas uma série de novidades.

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Doce parede de microfonia

A dupla fluminense Gorduratrans lançou seu novo disco Zera nesta sexta-feira no Sesc Belenzinho num show que finalmente fez o público do local ficar de pé. Transformado em quarteto nesta nova fase, o grupo ergueu uma doce parede de microfonia que fazia o show soar hipnótico e pesado na mesma medida. Showzaço.

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Uma viagem disco funk rock

Impossível ficar parado com a viagem disco funk rock que o Olympyc submeteu o Centro da Terra nesta terça-feira com seu espetáculo Submerso. Estreando pela primeira vez ao vivo o repertório de Love, um disco feito durante a pandemia e dedicado aos prazeres da carne, Marcelle, Fabiano Boldo e Samuel Fraga ainda contaram com o auxílio de João Deogracias nos synths e transformaram o teatro do Sumaré em uma pista de dança que por pouco não tornou-se literal. Uma trip que merece ser dançada de fato e que ainda contou com versões para TLC e Michael Jackson. Junte isso com as luzes acachapantes da Camille Laurent e o fino som do Bernardo Pacheco e a festa estava feita.

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A bordoada boa de Juçara Marçal

Posso assistir mil vezes ao show que Juçara Marçal armou para transmutar para o palco seu projeto fonográfico Delta Estácio Blues que nunca vou cansar. A energia concentrada pelo quarteto formado por Juçara, Marcelo Cabral, Alana Ananias e Kiko Dinucci acerta o ouvinte sem dó numa convulsão meticulosa entre o samba, o pós-punk, o noise e a música eletrônica, neste que talvez seja o grande momento da música ao vivo no Brasil hoje. Quatro indivíduos que mal conversam com quem os assistem – só Juçara fala – mas que acertam todos os sentidos do público com a contundência que só a música pode fazer (aquele papo do Bob que dizia que “quando acerta não dói”). E não foi diferente neste sábado no Sesc Belenzinho – que bordoada boa!

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O acender da estrela do Sessa

Lindaço o show que o Sessa fez nesta terça-feira no Centro da Terra, preparando terreno para seu segundo disco, Estrela Acesa, que será lançado em dez dias. A princípio ele faria a apresentação apenas com seu violão, mas em cima da hora convidou Ciça Góis e Laura Rosenbaum, que o acompanharam em sua recente turnê pelo hemisfério norte, para subir ao seu lado no palco do teatro do Sumaré, deixando tudo ainda mais mágico.

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Fez-se o D’Águas

Lindo o show que o coletivo D’Águas fez nesta segunda-feira no Centro da Terra. Formado pela união das carreiras solo de Renato Gama, Izzy Gordon, Alldry Eloise e Tita Reis, o grupo ainda conta com a direção do baixista e produtor Ronaldo Gama, que convidou Lucas Rocha Freitas e Leo Carvalho para fechar este espetáculo, que ainda teve a participação do artista plástico João do Belmonte.

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Primavera Sounds Barcelona 2022: Dia 1 – Pavement ao vivo

Primeiro dia do Primavera Sound em Barcelona foi fabuloso. Vi a Faye Webster, as Linda Lindas, a MC Carol e a Kacey Musgraves tocando “Dreams” do Fleetwood Mac com a letra passando no telão para o público cantar junto. Não vi a Kim Gordon no Auditório (mor fila), mas teve Dinosaur Jr (que mandou sua versão de “Just Like Heaven”), a Sharonzinha, Yo La Tengo quebrando tudo (Fabio Bianchini surgiu no meio de “Tom Courtenay”) e o Tame Impala no céu (Kevin puxou até “Last Nite”, essa mesma). E, claro, o motivo de eu ter vindo parar aqui: a volta do Pavement, que fez 1h40 do melhor show que já vi deles na vida (já tinha visto 5). A banda tocou cinco músicas de cada disco, Stephen Malkmus é o guitar hero dessa geração e lavou a alma de indies velhos e novos. Nota 10 pra avalanche de shows (já o funcionamento do bar e a má administração daquela quantidade de gente não conseguiu nem nota pra passar de ano). Claro que filmei um monte, seguem os vídeos abaixo:

 

Anaïs-Sylla rumo a um novo lugar

Lindo demais o show que Anaïs-Sylla fez esta segunda-feira no Centro da Terra, revelando um pouco do disco que está fazendo com Caê Rolfsen, que tocou na apresentação ao lado de Bruno Prado e Eddu Ferreira, durante a pandemia. Entre as joias da noite, que contou com viagens musicais ao Mali, ao Haiti e ao Senegal, ela ainda apresentou uma versão maravilhosa para “Lugar Comum”, de Gilberto Gil e João Donato.

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Kiko Dinucci entre seus sambas

Que benção essa terceira apresentação de Kiko Dinucci no Centro da Terra, mais uma vez explorando diferentes possibilidades em sua temporada Pocas. Nesta segunda, ele dedicou-se à sua terra firme, o samba, e convidou os bambas Henrique Araújo, Xeina Barros e Alfredo Castro para desfilar seu repertório sem usar nenhum instrumento de corda, apenas o gogó e um ocasional instrumento de percussão. Visitou clássicos do Metá Metá, “Luz Vermelha” que fez para Elza Soares, uma homenagem ao Barba dos Barbatuques, a faixa-título de seu disco mais recente e músicas de seus mestres, tudo remixado ao vivo pelo mesmo Bruno Buarque que registrou seu Rastilho. Casa cheia para assistir a uma celebração mágica. Haja axé!

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Nina Maia e Chica Barreto entregues à música

Tocante a apresentação que Nina Maia e Chica Barreto fizeram nesta terça-feira no Centro da Terra. Depois de passar por composições próprias e clássicos que as influenciaram (de Gershwin a Milton Nascimento), as duas largaram os instrumentos e convidaram Luiza Villa para encerrar a apresentação com uma belíssima versão para “Serenata do Adeus”, de Vinícius de Moraes.

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