
Foi o Bruno Saito que pinçou em sua conta no Instagram a fatídica cena que toda uma geração jurava que havia acontecido mas ninguém tinha provas além da própria memória, quando parte da primeira geração do punk paulistano foi parar numa novela da Globo. No dia 17 de fevereiro de 1984 foi ao ar o último capítulo da novela das oito Eu Prometo, a última escrita pela sumidade do gênero Janete Clair (que morreu no final de 1983, deixando a novata Gloria Perez incumbida de terminar sua primeira novela). E nesse episódio, a noiva Daise (vivida por Fernanda Torres) resolvia se vingar do noivo Albano (vivido por Ney Latorraca) em pleno casamento, quando convidou seus amigos punks de São Paulo para a festa. Como não conseguiam fazer punks convincentes, a produção da novela resolveu chamar os punks de verdade para fazer figuração na cena e assim nomes como João Gordo, Clemente e integrantes das bandas SP Caos, Olho Seco e Kaos 64, entre outros, foram parar no horário nobre da Globo ao som de “X.O.T.”, do Cólera. Gordo lembrou da situação às gargalhadas em uma entrevista ao canal do André Barcinski no YouTube.
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O Rush pegou todo mundo de surpresa ao apresentar-se pela primeira vez após o anúncio de sua turnê de retorno e ao mostrar a baterista que entra no lugar do lendário Neil Peart – Anika Nilles, que tocava com Jeff Beck – durante a cerimônia de premiação da indústria fonográfica canadense, os prêmios Juno, que aconteceu na cidade de Hamilton, no Canadá, na noite deste domingo. Única atração surpresa da noite, o Rush havia dado pistas sobre novidades na semana em sua newsletter, mas a apresentação ao vivo – em que tocaram “Findiing My Way”, do primeiro disco do trio – pegou até os fãs mais roxos do grupo de surpresa. O guitarrista Alex Lifeson e o baixista Geddy Lee tocaram juntos algumas vezes após a morte do baterista original em 2020, mas só ano passado voltaram a anunciar que iriam retomar a banda original, pegando todos de surpresa – inclusive com a escolha da então desconhecida baterista alemã. Essa turnê promete…
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O programa Metrópolis da TV Cultura pegou o gancho do ótimo Mapa da Música Autoral de São Paulo feito por Alexandre Bazzan e Isabella Pontes, da banda Schlop, para fazer uma matéria sobre a nova cena independente de São Paulo – e além de conversar com Isabella e com algumas bandas também falou comigo e com o Arthur sobre o nosso festival Chama. Assista abaixo (a matéria começa no meio do terceiro minuto do programa): Continue

O R.E.M. é outra ex-banda que está só ciscando repercussão pra ver se vale a pena voltar aos palcos e dessa vez seu vocalista Michael Stipe voltou aos Simpsons depois de um quarto de século (quando participou do episódio Homer the Moe, em 2001) para cantar uma versão de sua baladaça “Everybody Hurts”. Depois de cruzar a barreira dos 800 episódios, o desenho animado encerrou sua 37ª (!) temporada com um desenho chamado Homer? A Cracker Bro? em que o pai da família amarela se une com o pai de Milhouse, Kirk Van Houten, para criar uma empresa de bolachas que não soltam farelos e o sucesso da empresa acaba por deixar o sócio de Homer deprimido. É aí que surge o próprio vocalista do R.E.M. Michael Stipe cantando uma paródia de sua música original com trocadilhos infames como “at night you snack alone”, “don’t let yourself choke just because your mouth is dry” e “Everybody Kirk’s, crumb times”. Volta, R.E.M.!
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A Apple TV acaba de confirmar que a nova temporada de Ted Lasso estreia no meio deste ano – sem precisar data, só assinalando o verão do hemisfério norte como período de lançamento da quarta temporada do ótimo seriado estrelado por Jason Sudeikis. Repetindo boa parte do elenco clássico das primeiras temporadas, a série traz novidades ao buscar Ted de volta para a Inglaterra para treinar um time de futebol feminino da segunda divisão, contando com novos personagens em cena – uma assistente técnica, vivida por Tanya Reynolds, e seu filho Henry, vivido por Grant Feely, apresentados nas quatro imagens de divulgação reveladas pelo canal. A série está terminando as gravações dos novos episódios e fica a expectativa de que mais uma temporada de um seriado que havia encerrado tão dignamente possa tirar uma das melhores comédias da década do topo do ranking do gênero na TV.
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E vocês viram que teve Tim Maia no Grammy? Não, o síndico não ganhou nenhum troféu na cerimônia que aconteceu domingo passados em Los Angeles, mas repara na música que toca quando é anunciado o vencedor do prêmio de melhor trilha sonora? É isso aí, “Descobridor dos Sete Mares”, top 1 em qualquer festa de ~brasilidades~ por aqui marcou sua presença na premiação da indústria fotográfica dos EUA. Demorou pra descobrirem o Síndico, né?
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Morre um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira e o galvanizador do imaginário da zona sul carioca que perdura até hoje.

Vamos começar o ano com os Mutantes tocando “A Day in the Life”? Desenterraram essa joia da segunda edição do programa Jovem Urgente, produzido pela TV Cultura em 1969, com o clássico grupo paulistano relendo a magnus opus dos Beatles ao vivo em frente às câmeras, com direito a Arnaldo e Sérgio dividindo os vocais de John e Paul, respectivamente, enquanto Rita solta o ad lib da flauta doce. E é muito bom quando o Arnaldo se empolga no teclado no interlúdio de McCartney cantado pelo irmão. Cortesia do @beatnick_95. Feliz 2026!
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Isiah Whitlock Jr. morreu no última segunda-feira do ano e embora não seja um nome conhecido da maioria das pessoas, interpretou o Senador Clayton, um dos personagens mais carismáticos (e autor de um bordão impecável) da série The Wire, uma das melhores de todos os tempos, que lhe garantiu papéis em produções posteriores diferentes como nas séries Veep, Lei e Ordem, O Nevoeiro, Atlanta e Assassinato na Casa Branca, além de seguir sua parceria com Spike Lee, com quem fez cinco filmes desde 2002 (A Última Noite, Elas Me Odeiam Mas Me Querem, Chi-Raq, Infiltrado na Klan e Destacamento Blood)

St. Vincent foi chamada pelo Stephen Colbert para inaugurar uma nova sessão no programa Late Show que ele apresenta, chamada Under the Covers e dedicada a versões alheias – e ela tirou da cartola um das canções mais difíceis do David Bowie de se cantar, a irresistível “Young Americans”. E tirou onda…
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