Repare no vídeo abaixo, aos 24 segundos…
Tá explicado, veja lá embaixo!

Mas… Mas…
Aos 35 segundos…
Ahahahaha, parece armado! Dica do Gui! Valeu!
Tá explicado, veja lá embaixo!

Mas… Mas…
Aos 35 segundos…
Ahahahaha, parece armado! Dica do Gui! Valeu!


Inácio deixa de falar um pouco de cinema para comentar como foi o domingo das eleições na televisão. Cito na íntegra, com a edição original em que cada frase é um parágrafo:
Eleição para prefeito.
Nós, jornalistas, adoramos dizer que os candidatos não discutem programa, não falam de coisas sérias, etc.
O domingo de eleição era, portanto, um grande dia para entender um pouco essas coisas.
Liguei na Cultura atrás do TV Folha, mas só tinha a Cultura mesmo.
A cobertura era, aparentemente, uspiana: só professor.
Isso não ajudava em nada.
As questões eram: por que fulano ganhou? por que beltrano perdeu?
E, claro, chovem hipóteses, que é tudo que pode acontecer nessas circunstâncias.
Nem lá, nada do que existe ou existiu de profundo, por exemplo, na discussão sobre os bilhetes, ou sobre a organização da saúde na cidade conforme a visão de A ou de B.
Passemos à Globo News.
Horas e horas de programa.
E ali a pobre LoPrete tratando de tourear o melhor possível aquele comentarista de gravata, o Merval, aquele que entrou na Academia.
Ele é uma espécie de Galvão Bueno do comentário político, quer dizer, oscila entre a obviedade e a besteira.
Com nítida preferência pela besteira.
A horas tantas só faltou dizer que ganharem São Pauloera tão complicado para o PT, o Lula, a Dilma e não sei mais quem que o melhor teria sido perder…
E a LoPrete só toureando…
Mas ela não toureia o tal do Camarotti. O cara é o rei da futrica. Ele faz questão de mostrar que sabe, que conhece os bastidores, que fala com A e com B.
Se não falasse seria a mesma coisa, porque não entende patavina do que escuta.
Só a futrica.
Com isso, o programa passou horas falando de 2014. O que acontece com o Aécio, com o cara do PSB, com a mulher que patrocinou o Fruet…
E daí? Como o Fruet vê o mundo? O que tem a dizer a Curitiba? E Haddad?
Não podia ser alguns minutos, alguns apenas, sobre a maneira como concebe a cidade?
Isso parece não existir, não fazer sentido.
Parece que desinformar é uma espécie de missão.
Com isso, não estranha que ninguém se escandalize quando um desses vândalos dos programas de suposto humor pretendem, por exemplo, dar cigarros a José Genoino para ele fumar no tempo em que ficará na cadeia…
Não há nem o que dizer de uma coisa dessas: esses caras não é que não tenham noção do que seja ética. Não têm noção nem de etiqueta.
Ah, sim, e se fazem passar por jornalistas. E acham, com isso, que podem tudo.
Nossos problemas educacionais já foram parar nos programas de suposto humor.
A pergunta é: como foi se formar uma geração de gente tão mimada?
Ou antes: tão ignorantemente mimada.
Fazia tanto tempo que eu não ouvia a palavra “futrica”… A foto é do Insta do Potuma.

…com a palavra, Boris Casoy:
Escrevi sobre a nova série de Aaron Sorkin, Newsroom, com Jeff Daniels no papel de sua vida, para o blog do Instituto Moreira Salles:
The Newsroom, badalada nova série de Aaron Sorkin, encerrou sua primeira temporada na semana passada (nos EUA, aqui ainda está pela metade, sendo exibida pela HBO) acertando dois alvos com uma mesma pedra. Primeiro, prova que é possível que o entretenimento moderno tenha um pingo de inteligência. Segundo, traz para a arena do showbusiness do século 21 um ponto de vista pouco ouvido (apesar das paranoias) – o da política progressista. Sempre do ângulo dos bastidores (desta vez de um telejornal), o festejado e premiado roteirista – e agora produtor – encerrou a primeira temporada de sua nova série mostrando que é um dos grandes nomes da cultura pop norte-americana deste século.
Continuo o texto lá no blog do IMS. E não custa esquecer, claro, Sloan Sabbith – Olivia Munn repórter de economia, que grande idéia!
E por falar nisso, faz tempo que não falo da seção FYI do IMS por aqui, mas desde abril eu e a Helô mantemos a coluna com certa regularidade no blog do Instituto Moreira Salles, trazendo novidades de todos os lados – quase todas não associadas necessariamente às notícias, mas trazendo informação e conhecimento de outras áreas. Desde então já falamos da batalha de Kruger, sobre a poética das letras do hip hop brasileiro (em duas partes), sobre o direito de ficar calado, a íntegra de shows do Coachella e trechos do Sónar brasileiro deste ano, a moda para quem não é da moda, sobre a árvore de tweets da Rio +20, do tricô como manifestação artística, de como a presidência norte-americana é tratada pela TV daquele país, da viagem interdimensional do casal Eames, gifs animados do século 19, uma gafe da BBC, além dos obituários de Nora Ephron, Ray Bradbury e Dieter Fischer-Dieskau. Confere lá.
Mais um caso de um mal recorrente: atirador mata 14 durante estreia de filme do Batman em cinema nos EUA. E Charlie Brooker, sempre ele, ressalta como deveríamos reagir em casos como este:
Dica da Gi 😉